domingo, 9 de setembro de 2018

O QUE É REALMENTE SER POLITICAMENTE (IN)CORRETO?


                Eu, soulsurfer, não convivo com nenhuma mulher negra. Passo por pouquíssimas mulheres negras pelas ruas no meu dia a dia. Nunca nenhuma mulher negra teve alguma grande relevância em relação algum relacionamento mais importante em minha vida. A única mulher negra que lembro que travei mais contato foi uma faxineira que minha mãe contratava chamada Helena quando eu tinha algo em torno de 7-8 anos. Helena era uma mulher alta e “cheinha”. Até hoje lembro que ela era  sempre sorridente, estava sempre sorrindo ou cantando, seja lavando louça ou passando pano.

                Eu gostava de Helena, pelo pouco que lembro, além de ser cativado pelo seu riso e alegria, ela me tratava muito bem.  Helena uma mulher negra e faxineira que vivia numa comunidade periférica de Santos. Uma mulher negra brasileira típica. Tirando Helena não me lembro de ter convivido mais tempo com nenhuma outra mulher negra. O universo de ser uma mulher negra para mim é de todo desconhecido.

                O Universo de ser mulher negra”?”Sim, todos nós fazemos parte da mesma espécie humana, e por causa disso todos nós, homens, mulheres, brancos ou negros, compartilhamos tudo aquilo que nos faz humanos. Porém, é inegável que eu Branco, Homem, Brasileiro tenho um “universo” diferenciado de uma Mulher, Negra e Brasileira.

                Sendo assim, como conviver com mulheres negras não faz parte do meu cotidiano, a verdade é que qualquer afirmação sobre mulheres negras, seja ela “politicamente (in) correta” , ou não,  terá pouco ou nenhum impacto prático sobre a minha vida. 

               Se eu disser em tom jocoso, ou não, que uma mulher negra é comparável a uma leitoa, posso, ou outros podem fazê-lo, classificar essa frase como aceitável, ou não, como politicamente incorreta ou não, mas do ponto de vista prático pouca diferença fará na minha vida. Talvez fizesse uma diferença maior se eu, agora como adulto, tivesse que encarar Helena nos olhos depois de proferir tal sentença, mas atualmente nada mudaria em minha vida.

                Muçulmanos e Islamismo. Eu já tive a oportunidade de estar em incontáveis regiões de maioria muçulmana como Oeste da China, Malásia, Irã, Tunísia, Indonésia, Sul da Tailândia, Quirguistão, Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Sul da Rússia, Turquia, Azerbaijão, inúmeras regiões da Índia como Rajastão, dos que eu me lembro de cabeça.  Não morei nesses lugares, mas convivi um pouco. Sendo lugares com geografias, latitudes e longitudes, história, cultura tão diferentes entre si não é de se espantar que o islamismo tenha características diversas nesses locais. Habitantes locais de credo muçulmano já me hospedaram em suas casas diversas vezes. Eu já almocei e jantei com pessoas dessa religião e conversei com as mesmas sobre inúmeros temas. O conceito de islamismo e muçulmanos é algo com certa concretude para mim.

                Entretanto, e para a maioria das pessoas que moram no Brasil? Será que já entraram numa mesquita, ou foram acordados pelo som de algum minarete chamando para a oração de antes do nascer do sol? Será que já foram hospedados por alguma família muçulmana, será que já conversaram com algum muçulmano? Será que alguém que já foi a um país de maioria muçulmana, ou trabalhou num, vivenciou o islamismo em outros lugares diferentes? Muito provavelmente, não. Os muçulmanos e sua religião, para a esmagadora maioria dos brasileiros, é um conceito abstrato.

                Logo, qual diferença prática irá fazer na vida de um brasileiro médio se ele escreve ou fala algo “politicamente correto ou incorreto” sobre os muçulmanos? Nenhuma.

                Refugiados. Quantos leitores desse blog já foram a algum campo de refugiado? Provavelmente, poucos, ou nenhum. Sendo assim, o conceito de refugiado é algo abstrato derivado apenas de cenas de vídeos ou reportagens de televisão. Logo, se eu tiver uma retórica inclusiva de refugiados ou mais agressiva em relação a eles, politicamente correta ou incorreta, qual diferença prática isso fará na vida de quase todos? Nenhuma.

                Para quem mora na cidade de Pacaraima (eu inclusive já passei por ela, e essa fronteira do Brasil-Venezuela, quando fiz a trilha de ascensão ao Monte Roraima), porém, o tema refugiados se tornou  um conceito bem concreto. Lá um discurso incentivando violência contra refugiados, ou a acolhida dos mesmos, terá conseqüências práticas profundas para boa parte das pessoas que habitam o município de Pacaraima.

                Portanto, quanto mais próximo estamos de algo, alguém ou grupo, mais conseqüências práticas teremos em nossas vidas oriundas de discursos “politicamente (in) corretos”.  Minha opinião é que muitos que acreditam ser a ditadura do politicamente correto  um problema e que proferem discursos "politicamente incorretos" estão apenas se enganando sobre os tópicos realmente difíceis, pois em quase todos eles não há qualquer conseqüência prática em suas vidas diretas. 

           Sim, podemos discutir se um discurso contra refugiados é compatível com os ideais cristãos ou humanos mais elevados, por exemplo, ou se certos discursos podem conduzir a mais ódio e incompreensão em relação a um determinado grupo, ideologia ou etnia. É possível fazer isso, e é salutar. Porém, em última instância, é um exercício mais intelectual do que prático, apesar de acreditar que como vemos a vida e outros seres humanos, mesmo aqueles que nada conhecemos, altera a nossa fisiologia, nosso estado mental e em última instância nosso bem-estar.

                Algo realmente é sensível e politicamente incorreto quando toca a nossa vida no dia a dia, nos atos mais comezinhos do nosso cotidiano, apontando alguma falha lógica, falta de ética, ou qualquer outra coisa. Nossa, aí sim, se está na área do real politicamente incorreto.  E sabe o que mais se encaixa nisso, prezados leitores? Raça, muçulmanos, porte de arma? Não, comida.

                Todos nós comemos, certo? Entre numa padaria e lá está uma esfirra de frango. Olhe para uma mãe apressada fazendo o café-da-manhã e lá está o pão com presunto. Passe num restaurante por quilo, e lá estão 85-90% das pessoas se servindo de carne.  Qualquer discussão sobre sofrimento animal e consumo de carne atinge quase todas as pessoas em cheio nos seus hábitos cotidianos mais automáticos e irrefletidos, ou seja, no verdadeiro cerne de suas vidas.

                O cerne de nossas vidas orbita muito mais no ato de comer, do que falar sobre islamismo, ou política, ou sobre mulheres negras se você é alguém como eu (e muitos leitores nesse aspecto devem ser parecidos). Logo, qualquer reflexão ética sobre o que e como comemos é um ataque frontal ao nosso estilo de vida, ao que é mais natural na rotina de quase todos.  Pode-se eleger o Bolsonaro, e muitos ficarem furiosos. Pode-se eleger algum candidato do PT, e muitos ficarem furiosos. Questione-se a ética do churrasco de todo domingo, especialmente no Rio Grande do Sul, e uma revolução acontece (no sul, talvez até mais forte do que a revolta farroupilha).

                O assunto de longe (muito mais do que globalismo, Trump, Obama, Estado ou Não-Estado, etc, etc) que mais vejo mexer com as pessoas é quando se fala do que elas comem, especialmente se lidar com algum aspecto ético. Não foi uma, nem duas, nem três vezes, foram diversas e diversas vezes. Tive mais um exemplo desse tipo de comportamento num comentário feito no meu artigo anterior.

                Um leitor anônimo, talvez por ter dito que provavelmente votarei na Marina, escreveu que o "Vice da Fada da Floresta" queria fechar todas as churrascarias. O comentário dizia isso textualmente.  Ele se referia a um debate entre os vice-presidentes que ocorreu na semana passada. Esse é o vídeo:


                Sim, o leitor anônimo estava mentindo e deturpando o que tinha sido dito pelo Sr. Eduardo Jorge. Eu realmente não gosto de atitudes assim, pois elas tornam o debate, sobre qualquer assunto, medíocre. Eu não gosto de fazer isso com ninguém e nenhuma ideia, pois eu realmente acredito que se deve fazer um esforço para entender o que, mesmo que seja um antagonista em uma determinada posição, a pessoa realmente disse ou o que quis dizer.

                O mais engraçado desse vídeo é que a jornalista que fez a pergunta foi a mesma que estava no programa roda viva do Bolsonaro, e foi duramente criticada pelos seus apoiadores, com grande dose de razão, já que a bancada daquele programa não foi lá fazer uma entrevista isenta. O Vice candidato de Marina deixou claro que ele possui uma visão ética sobre o assunto, e ele entende que o sofrimento animal é um problema a ser enfrentado.  Por duas vezes ele disse que isso é um posicionamento pessoal dele, mas ele entende que a longo prazo é preciso estimular a diminuição do consumo de carne, pelo exemplo e convencimento, não pela força.

                Ora, isso é uma posição ética dele. Você pode concordar ou discordar, e isso está dentro do jogo democrático. O que o leitor anônimo fez, porém, foi algo completamente diverso e infelizmente muito comum. Ele mentiu sobre o que o vice tinha dito, mas como a mentira é muito facilmente descoberta hoje em dia, ele ridicularizou a ideia do sofrimento animal. Por qual motivo? Pois se o sofrimento animal passa a ser um problema, ou algo que devemos levar em conta, obviamente as atitudes dele mais simples do dia a dia, como comer um salgado, deveriam ser questionadas, ou simplesmente refletidas sobre outras perspectivas.


                Na minha resposta a ele, eu tinha dito que Gandhi havia afirmado que a verdade possuía três estágios. Creio que Gandhi realmente afirmou isso, mas a origem, ao menos conhecida, parece remontar ao grande filósofo Arthur Schopenhauer.



                A ridicularização e o cinismo associado são a forma mais comum de combate a uma ideia que realmente nos desagrada por nos atingir em nosso âmago mais profundo. Isso é humano.  A oposição violenta é aquele estágio onde a ideia que nos confronta é aceita como digna de ser considerada, mas ela é oposta com violência ideológica ou muitas vezes física. Ela é um estágio posterior à ridicularização, pois algo só é combatido com energia quando se entende que este mesmo algo é crível e digno de ser debatido. As formas mais eficazes de não se enfrentar algo é ignorar este algo ou ridicularizá-lo. 

                Quanto mais próximo de nós uma determinada ideia contrária ao que entendemos ser correto, ou seja, quanto mais próximo de ter efeitos práticos em nossa vida cotidiana, mais propenso a ridicularizarmos a Ideia nós estamos. Isso é o verdadeiro politicamente incorreto. É o questionamento constante dos nossos hábitos mais arraigados. Não é à toa que um dos maiores pensadores de todos os tempos, Sócrates, foi condenado à morte.

                Sócrates, segundo se diz (creio que a maior fonte sobre Sócrates seja Platão, já que nenhum escrito de Sócrates sobreviveu, o que fez alguns historiadores e pensadores questionarem a sua existência) , saía pelas ruas de Atenas fazendo os cidadãos atenienses refletirem sobre os seus hábitos mais comuns, e muitas vezes verem o quão errados eles estavam. Imagina você indo pegar um ônibus, e aparece alguém com uma capacidade argumentativa infinitamente maior que a sua demonstrando diversas falhas éticas e lógicas em como você conduz a sua vida. Já imaginou como seria a sua reação? Pois é, os atenienses não gostaram muito.

O gigante Sócrates

                É preciso dizer que eu como carne, e não sou vegetariano, e muito menos vegano. Minha mulher não é vegetariana ou vegana. Porém, nesse caso específico, há muito tempo eu passei da ridicularização ou da oposição violenta, e reconheci que há um problema sério ético sobre sofrimento animal (além de existir questões ambientais e até mesmo nutricionais e de saúde). 

         Certa vez, instigado pela minha curiosidade sobre Inteligência Artificial, eu li uma resposta brilhante de um  cientista ao responder como ele achava que uma IA bilhões de vezes mais inteligente do que um ser humano trataria a humanidade (se chegarmos ao que os cientistas chamam de explosão de inteligência de IA, e muitos acreditam que podemos chegar lá em 60-70 anos): “Do mesmo modo que tratamos organismos menos inteligentes”.

                Sim, há cientistas nas profundezas dos laboratórios do vale do silício, fazendo coisas incompreensíveis para 99.999% da população humana, que acreditam que como tratamos os animais pode ser um indicativo de como uma IA superinteligente pode vir a tratar a espécie humana. Aliás, há todo um ramo de pesquisa sobre como fazer IA alinhada com os interesses humanos, e talvez esse seja um dos ramos de pesquisas mais importantes da humanidade no presente momento, e quase ninguém nem sabe que existe um problema desse tipo. É conhecido como IA Alignment Problem.

                Logo, a relação entre seres humanos e animais para consumo (e há inúmeras outras áreas onde é possível fazer questionamento ético como entretenimento, animais de estimação, animais para pesquisa e para roupas e acessórios) e o sofrimento animal associado é um assunto complexo, multifacetado e que diz respeito ao nosso cotidiano nos atos mais banais e automáticos. Meu conselho é que você passe da ridicularização para a informação sobre o assunto, e se for o caso para a oposição, não necessariamente violenta, mas informada e racional.

                Portanto, e aqui concluo, não se iluda prezado leitor que ao falar sobre refugiados ou muçulmanos, você, ou algum candidato, ou algum pensador, está sendo politicamente correto ou incorreto. O que é realmente politicamente incorreto é aquilo que nos atinge no âmago do nosso cotidiano. E, não, infelizmente o Brasil está longe de estar maduro para tratar desse tema. Um país onde um candidato é esfaqueado tem ainda muitos níveis de civilização para construir antes de enfrentar um tema como esses. Os países mais avançados do mundo e satisfeitos com a vida, como Nova Zelândia e Dinamarca, já incorporaram a temática em sua discussão pública política. O Brasil, infelizmente, está a anos luz ainda desse estágio de consciência coletiva pública.

               Se quer realmente combater o discurso do politicamente correto, e ser politicamente incorreto, comece fazendo questionando os atos mais arraigados, inconscientes e banais do seu cotidiano. Você pode se surpreender com o resultado.

                Abraço!



44 comentários:

  1. Esse Eduardo Jorge é uma piada. Como todo esquerdista quer fazer prevalecer sua teoria. Só ele está correto.

    O gado é tão ser vivo como as plantas. Então, vamos comer pedras!

    Ah vá se lascar. Vou num rodízio hoje em homenagem à essas baboseiras.

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    1. Colega, num debate de ideias qualquer um quer que suas ideias prevaleçam. Logo, essa sua frase é ilógica, pois aplicável a qualquer ser humano (talvez apenas não aos extremamente iluminados, onde isso não importa, mas eles são a exceção da exceção).
      O argumento de vou a uma churrascaria também é repetido ad nauseaum. Se é o que quer fazer, vá e tenha uma boa experiência.
      Abs

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    2. Os vegetarianos deveriam agradecer aos carnívoros, afinal, estes se alimentam dos animais que consomem os alimentos daqueles.

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  2. Soulsurfer,

    Para alimentar o debate sobre consumo de carne:

    http://www.lowcarb-paleo.com.br/2017/12/segunda-sem-nocao.html

    Do meu ponto de vista, a situação é muito simples. Carne é um dos melhores alimentos que podemos consumir. Não tenho notícia de existir uma fonte vegetal de proteína de tão boa qualidade quanto a carne. Por outro lado, veja que um leão não faz cerimônia para estraçalhar um animal menor para comer. A lei da natureza é essa. Conforme exposto no artigo, acho que ainda tratamos muito bem os animais que utilizamos para comida, especialmente se viverem livres, comendo pasto a céu aberto. Portanto, continuarei comendo carne sem cerimônia alguma.

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    1. Olá, Swineone. Eu conheço e admiro o trabalho do Dr.Souto. Inclusive já li esse artigo linkado, e esperava que alguém o fizesse, como você, pois daí é uma discussão de maior nível.
      Obviamente, não vou me ater aos aspectos nutricionais do artigo do Dr. Souto, mas da parte ética que ele tratou. Olha o que ele disse:
      “No entanto, praticamente TODOS os argumentos nesse sentido vêm da realidade dos EUA, no qual o gado é criado em confinamento e alimentado com grãos - algo que todos nós do movimento páleo low-carb também abominamos. Gado deve comer capim - grãos não são a sua dieta natural. Assim, argumento como o desperdício de dar grãos ao gado, ou da água usada para irrigação, tudo isso desaparece. Gado come capim, e a água vem da chuva, e volta ao solo na forma de urina, evaporando novamente. Os gases que o gado produz são sequestrados novamente pelo capim que cresce, e o solo é reconstituído pelos ruminantes, e não destruído, como ocorre na agricultura de massa. Para que a agricultura seja sustentável, é necessário fazer a rotação dos campos entre diferentes culturas e pecuária.”
      “O universo de experiências subjetivas de uma vaca é consideravelmente mais restrito do que o nosso. A boa música, a boa literatura, um bom vinho, nada disso irá enriquecer tal universo subjetivo. Mas a capacidade de sofrer é a mesma. Ou seja, manter uma vaca em confinamento ou submetê-la à dor desnecessária é obviamente anti-ético.”
      - Sim, o Dr. Souto não se furtou a comentar a questão do sofrimento animal, e ele abomina textualmente o sofrimento animal desnecessário. Porém, ele se esquece de mencionar que galinhas e porcos são prioritariamente confinados no Brasil. Eu tendo a concordar em muito com as linhas gerais do Dr. Souto, tanto que acho que o vegetarianismo (pela argumentação de existir ser melhor do que não existir) ter uma base mais sólida de argumentação ética do que o veganismo.
      - Porém, nessa mesma linha, é preciso dizer, e Yuval Harari (livro Sapiens e Homo Deus) que algo que é bom para espécie como um todo (que é o ponto do Dr.Souto sobre a questão da existência ou não existência), não necessariamente seja bom para indivíduos dessa mesma espécie, e ele cita especificamente os animais de criação. É uma provocação bem interessante, e em muito eu também tendo a concordar. Entre existir confinado, com mobilidade reduzida, numa vida que nem um pouco lembra o que a biologia do animal o preparou, é questionável dizer que a existência de sofrimento contínuo desse animal é melhor do que a sua não-existência.
      Aqui eu fecho a análise do bom artigo do Dr. Souto sobre o tema ético. Vamos agora a sua mensagem que eu ainda não a li por inteiro.

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    2. Vamos a sua mensagem.
      a) Colega, proteína é proteína que é formada por aminoácidos. Alguns aminoácidos são essenciais outros não. O conceito de essencial é porque não é produzido endogenamente, esse é o motivo de carboidratos não serem essenciais (pelo processo de gliconeogênese), mas alguns aminoácidos e ácidos graxos sim. Logo, é plenamente possível uma fonte protéica de qualidade vinda de vegetais.
      b) Você sabe muito bem, pois sei que gosta do assunto, que há inúmeros estudos observacionais ligando alto consumo de carnes vermelhas a chances aumentadas de câncer e eventos cardíacos. Sim, são observacionais. Sim, há fatores de confusão. Porém, como bem dito pelo Dr. Souto, estudos observacionais servem para levantar hipóteses e quando não há correlação não se pode dizer que pode haver causação. Logo, esses estudos não podem demonstrar causa e efeito em relação a carne, mas eles demonstram que um consumo menor de carne não é a causa de aumento de câncer ou de eventos cardíacos. Logo, sim é possível ter uma dieta saudável (e é o que sigo) comendo carnes e latcínios, mas os estudos apontam que é ainda mais provável ter essa mesma dieta baseando-se menos em carnes.
      b.1) O link entre consumo de carne vermelha e a microbiota e a produção de TMAO, e esse ser um risco independente para eventos cardíacos ainda é pouco conhecida, mas estudos observacionais tem mostrado correlação. O Dr. Souto tratou poucas vezes do TMAO e o fez de forma bem rápida.
      b.2) Gordura saturada aumenta o LDL-C isso é a muito sabido. Isso pode ser um desfecho mole, e não duro (morte ou evento cardíaco), ok, concordo com isso. Porém, mais e mais pesquisas vão mostrando que há uma correlação forte entre LDL-P e eventos cardíacos. É possível ter um LDL-P com um baixo LDL-C, isso é chamado de discordância de forma técnica. É bem mais possível ter um alto LDL-P com um nível mais alto de LDL-C.
      c) Sim, ninguém nega que um Leão faz isso. Porém, um Leão não tem animais de caça confinados. Pelo contrário, um Leão depois de comer, ele fica letárgico. Um leão que nasça com algum problema genético irá ser abandonado e morrerá, pela sua lógica deveríamos fazer o mesmo com uma criança com algum defeito genético, “pois é assim que funciona na Lei da Natureza?” Eu imagino que sua resposta seja negativa, e isso demonstra que nós humanos, por considerações éticas, podemos ter condutas diversas daquelas que teríamos no ambiente natural de nossa evolução.
      d) Bom, então você precisa conhecer como são criações de galinhas para ovos, ou criação de porcos ou de galinhas, pois se isso é “acho que ainda tratamos muito bem os animais que utilizamos para comida”, então realmente temos que temer o que uma IA possa vir a fazer se atingir o limiar de explosão de inteligência.
      e) “especialmente se viverem livres, comendo pasto a céu aberto”, sim isso deveria ser o objetivo, e a discussão deveria ser essa, ao menos num primeiro momento. Negar-se a discutir, ignorar que há um problema, não nos conduzirá a essa situação, pelo contrário, já que a pecuária brasileira, por km2,é menos produtiva, e a ideia é mais confinamento de gado, não menos.

      Abraço!

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  3. Na minha humilde visão, o que você colocou como politicamente correto ou incorreto, nada mais é que uma utopia, valida para discussão e continuarmos caminhando, mas não deixa de ser uma utopia (tal qual exposto pelo Eduardo Galeano).

    O modo como é processada a carne e são tratados os animais é um modelo de sofrimento? Sim. É correto tratar dessa maneira os animais? Não.

    Existem um modelo - testado e aprovado para a atual conjectura econômica para alimentar 7 bilhões de pessoas que não seja esse? Não.

    E assim é para as diversas esferas da vida.

    O sofrimento animal tem ganhado grande relevância, mas isso é tapar o sol com a peneira.

    Veja, o sofrimento humano da criança chinesa que trabalha por menos de 1 dolar por mês e não tem acesso a uma dignidade minima de vida é está sendo cada vez mais esquecido, e olha que tenho certeza que a roupa que você veste ou o computador pelo qual você usou para redigir o texto ou o celular que você utiliza teve na sua cadeia produtiva o esforço humano semi escravo para sua construção.

    É possível viver de uma maneira "politicamente correta"? Sim. Isso é viável para as 7 bilhões de pessoas que habitam o planeta terra? Não.

    Existe utilidade prática nesta discussão por você proposta? Tendo em vista a atual cadeia de produção, o constante crescimento populacional e o estágio da tecnologia, creio que não.

    Porém, sigamos caminhando e tentando construir uma sociedade mais justa, contudo, tendo a certeza que falharemos.

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    1. Colega, a sua mensagem é interessante e inteligente.

      “ e olha que tenho certeza que a roupa que você veste ou o computador pelo qual você usou para redigir o texto ou o celular que você utiliza teve na sua cadeia produtiva o esforço humano semi escravo para sua construção.”

      -Com certeza, e esse é outro problema grave que quase desaparece do debate público. Nesse caso até mesmo em países mais desenvolvidos. Não creio que deveríamos nos furtar. Há pessoas que entendem que mesmo assim essas pessoas estão melhores, pois estariam piores se não tivesse esse trabalho. Há, por outro lado, pessoas que alguns limites mínimos de dignidade deveriam ser respeitados. Não é uma discussão fácil, mas ignorar nunca é a melhor solução.
      - Sobre a criança chinesa, a China está avançando numa velocidade impressionante. Deveríamos ficar mais preocupados com as nossas crianças brasileiras, pois tenho certeza que a vida de uma criança chinesa média será muito provavelmente melhor daqui 10 anos, e hoje é melhor do que há 10 anos, já não podemos dizer o mesmo de uma criança brasileira média.

      “O modo como é processada a carne e são tratados os animais é um modelo de sofrimento? Sim. É correto tratar dessa maneira os animais? Não.”
      Concordo.

      “Existem um modelo - testado e aprovado para a atual conjectura econômica para alimentar 7 bilhões de pessoas que não seja esse? Não.”
      Isso é uma evolução contínua, como tudo relacionado à espécie humana. Porém, como muito mais pessoas podem ter acesso a carne, nós estamos subvertendo a próprio biologia dos animais que consumimos, e fazendo coisas horríveis com eles para que possamos ter acesso a cada vez mais carne. Isso não era assim no século 18, por exemplo, não porque as pessoas tinham mais consideração com os animais (isso não faria sentido naquela época), mas sim porque a relação do ser humano com os animais era mais próxima do que poderíamos chamar “natural”. Confinar porcos que são animais sensíveis, inteligentes e sociais não é algo normal ou natural.


      “Existe utilidade prática nesta discussão por você proposta? Tendo em vista a atual cadeia de produção, o constante crescimento populacional e o estágio da tecnologia, creio que não”
      Eu creio que sim. Se minha filha perguntar de onde vem a carne que ela irá comer, eu preciso ter alguma resposta coerente para dar para ela. Se eu não puder fazer a verdade, é porque há algo errado em alguma coisa nessa cadeia de produção.

      Um abraço!

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  4. Vc agiu como Sócrates quando estava nos países de maioria muçulmana?
    Abraço!

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    1. Olá, colega. Como eu poderia se não tenho nem 1% das habilidades do Sócrates e não falava a língua local? Às vezes temos a impressão de que o mundo todo fala inglês e compartilha os nossos mesmos valores sociais e culturais. É uma surpresa muito grande quando presenciamos que boa parte do mundo não fala inglês, ou nossa língua, e não compartilha ideias que acreditamos ser ideias físicas como a gravidade de tão arraigadas que estão.
      Por outro lado, um grande pensador uma vez disse algo mais ou menos assim " se quer saber se um homem valoriza mais a ética ou o dinheiro, faça esse experimento. Pare duas pessoas na rua e para uma ofereça dinheiro e para a outra ofereça uma preleção moral, ao final veja quais dos dois lhe tem mais estima".
      Creio que essa frase responde o seu questionamento.
      Abs

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  5. Eduardo Jorge é o mesmo que queria implantar o comunismo no Brasil?
    Se importa com o sofrimento animal mas quer causar sofrimento e matar de fome milhões de pessoas.
    Eu sou ateu. Mas só Deus sabe o quanto me sinto enojado com esse tipo de gente. Não assisti o vídeo. Eu sou assumidamente intolerante à quem defende o socialismo ou qualquer forma de escravidão humana.
    Essa questão do sofrimento animal é complexa. Eu já tive a oportunidade de visitar um local de criação e abate de frangos. E realmente os animais são criados em péssimas condições e expostos a um terrível stress.
    Coma um frango de quintal e um frango "de mercado" e verá a diferença. Os ossos são mais frágeis e a carne mais mole. A forma como são criados deve provocar alterações hormonais e não sei a implicação disso para nós consumidores.
    Diferente da carne bovina. O gado brasileiro é criado solto, no pasto. Não há sofrimento algum para o animal. Ainda há muito abate clandestino, feito de forma violenta, mas nos matadouros registrados o abate é feito de forma a minimizar o sofrimento animal.
    Nosso sistema digestivo é adaptado para digerir alimentação vegetal e animal.
    Eu realmente acredito que deveria ser discutida formas de criação e abate que minimizasse o sofrimento animal. Da mesma forma que acredito que o universo existe pra nos servirmos dele.

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    1. "Eduardo Jorge é o mesmo que queria implantar o comunismo no Brasil?"
      Parece que sim, na década de 60, conforme ele mesmo admite. Porém, ao que parece, ele fala isso admitindo o seu erro de lutar contra um regime de exceção para a implantação de outro regime de exceção. E bem, isso foi há 50 anos.

      "Se importa com o sofrimento animal mas quer causar sofrimento e matar de fome milhões de pessoas. Se importa com o sofrimento animal mas quer causar sofrimento e matar de fome milhões de pessoas.”
      Ilógico e não factual. Menos sofrimento animal não quer dizer necessariamente mais sofrimento humano, muito pelo contrário. Se é por quem falou isso (no caso Eduardo Jorge) é apenas uma falácia ad hominem, e creio que você compreende isso. Bolsonaro, há meros 20 anos (ao contrário de quase 50 anos) disse que deveríamos fuzilar milhares de pessoas, inclusive FHC, e o congresso deveria ser fechado. Acredito que ele realmente tenha evoluído e deixado de acreditar nessas idéias. Pessoas evoluem, amadurem em diferentes aspectos da vida e de ideologias.

      “Eu sou ateu. Mas só Deus sabe o quanto me sinto enojado com esse tipo de gente. Não assisti o vídeo. Eu sou assumidamente intolerante à quem defende o socialismo ou qualquer forma de escravidão humana.”
      Não deveria. Você deveria se sentir enojado com idéias não com pessoas, se você não entender isso, e não é tão difícil ( Voltaire já falava a respeito: “não concordo com suas idéias, mas lutarei até o final pelo seu direito de tê-las”, ou seja posso detestar suas idéias, mas o seu valor como ser humano de poder expressar idéias deve ser respeitado), fica bem difícil ter uma vida mais leve, sã e saudável, e ainda por cima diálogos mais construtivos com quem eventualmente pensa diferente numa miríade de questões.



      “Essa questão do sofrimento animal é complexa. Eu já tive a oportunidade de visitar um local de criação e abate de frangos. E realmente os animais são criados em péssimas condições e expostos a um terrível stress.
      Coma um frango de quintal e um frango "de mercado" e verá a diferença. Os ossos são mais frágeis e a carne mais mole. A forma como são criados deve provocar alterações hormonais e não sei a implicação disso para nós consumidores.”

      Sim, provoca diferenças, uma (isso sem estudar profundamente) óbvia seria o cortisol, pois animais também aumentam a produção de cortisol em situações de estresse. Estresse passageiro e picos de cortisol não fazem mal nem para nós, na verdade é importante, mas o estresse crônico é um veneno fisiológico para nós humanos, e com certeza para os animais. Você a comer essa carne com certeza está comendo a carne de um animal com alterações fisiológicas.




      “Diferente da carne bovina. O gado brasileiro é criado solto, no pasto. Não há sofrimento algum para o animal. Ainda há muito abate clandestino, feito de forma violenta, mas nos matadouros registrados o abate é feito de forma a minimizar o sofrimento animal. “
      Sim, a carne bovina no Brasil é prioritariamente de pasto, o que é algo muito positivo. Nenhum sofrimento é um exagero seu. Uma das fases mais estressantes e sofridas para os animais é o transporte. Uma medida talvez fosse fazer com que os abates se dessem próximos do lugar de criação.



      “Nosso sistema digestivo é adaptado para digerir alimentação vegetal e animal. “
      Sim, somos onívoros.

      “Eu realmente acredito que deveria ser discutida formas de criação e abate que minimizasse o sofrimento animal.”
      Penso da mesma forma.

      “ Da mesma forma que acredito que o universo existe pra nos servirmos dele.”
      Se você se disse ateu, isso é uma proposição estranha, pois ela tem cunho eminentemente religioso, já que pela evolução o homem não tem qualquer primazia de per si em relação a outros animais, somos apenas resultado de mutações aleatórias, nós não somos o estágio final da evolução, pois a evolução não tem estágio final. Se assim o é, fica difícil em termos racionais dizer que o “universo” existe para nos servirmos dele. Porém, cada um com a sua opinião.

      Abraço

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    2. Acho interessante o debate sobre o suposto "sofrimento animal", é muito interessante o antropomorfismo da questão.
      É engraçado o fato do ser humano tentar classificar as questões naturais em boas e más.
      Se um leão mata um filhote de qualquer outro animal em uma selva na Africa, enquanto, o filhote agoniza e emite sons de "dor" e de pedido de "ajuda" aos demais componentes de seu grupo, enquanto, estes, nada podem fazer, o filhote "agoniza" e sangra ateé a morte, tudo isso visto aos olhos dos telespectadores do safári ou pela televisão, tudo isso é visto como natural, faz parte da natureza, a caça, a força, a dor, etc., faz parte do ciclo de nascer, crescer, se reproduzir, morrer, sobrevivência do mais forte, tudo é visto na questão da alimentação, entretanto, o ser humano, não se conforma com determinadas condições de abatedouros, sofrimento por sangrar até a morte, etc., pois é desumano, o ser humano, na busca de seu alimento, deve minimizar o sofrimento deste, o alimento do ser humano não pode "sofrer", alimentar-se é algo natural.
      Vai entender.
      Anonimo reflexivo.

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    3. Amigo, acho que você está confundido várias coisas, apesar de o "core" do seu argumento (antropomorfizar a natureza) algo que realmente merece uma reflexão maior.
      a) Quando um filhote é caçado, é evidente que esse filhote irá sofrer dor. Não fica claro se você concorda com isso, pois você no começo usa "suposto sofrimento animal". Não há nada de suposto, há inúmeros seres que nós podemos com certeza absoluta dizer que são sencientes, alguns com complexidades emocionais talvez parecidas com o ser humano.
      a.1) O argumento do leão caçando ele é repetido várias e várias vezes, ele o foi num comentário acima. O leão evoluiu para comer daquele jeito. Sem caça, sem leões. Ninguém nunca disse que a natureza é boa ou má, isso sim seria antropomorfizar, a natureza apenas é.
      b) Mesmo a natureza sendo apenas o que é, e nós (humanos) sermos frutos da mesma evolução biológica de outros animais, nós somos capazes de fazer reflexões éticas. É muito natural que alguns animais matem a ninhada de animais da mesma espécie concorrente. Isso era até mesmo normal quando um novo rei assumia, matar a descendência inteira do rei deposto. Porém, hoje em dia seria admissível, alguém matar um concorrente e toda a sua descendência? Não, né. E por quê, não? Pois somos capazes de fazer juízes éticos. Nós somos moldados por forças biológicas, e a nossa própria ética é e foi moldada por nossa evolução, mas nós temos um espaço ético muito maior e complexo do que outros animais para fazermos decisões. Logo, essas comparações com o mundo natural, sem levar isso em conta, e sem explicar porque não deixamos crianças com problemas genéticos simplesmente falecer sem cuidados (por exemplo), um argumento fraco.
      c) Se o que está dito em "b" é verdade, e parece sê-lo, logo há níveis de sofrimento que podemos impor aos animais. Matar um animal que pastou a vida inteira, que pode viver a vida pela qual a sua biologia foi preparada, é um grau completamente diverso do que colocar um animal em confinamento, sem acesso à luz do sol, sem capacidade de movimento, numa vida que nada lembra o que ele foi biologicamente preparado para fazer.
      Comparar os dois tipos de sofrimento, como se fosse a mesma coisa, eu creio ser uma postura simplista que procura apenas dar uma pretensa resposta, para que não se reflita com mais seriedade sobre a questão, pois afinal se é tudo a mesma coisa, ou se na natureza há sofrimento, então qual o problema de humanos causarem sofrimentos atrozes a seres sencientes? Por essa linha de argumentação, é muito fácil chegar a conclusão que não há nenhum problema.

      Um abs

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  6. Vc é contra o novo acordo ortográfico?
    Nada a ver com o tema, eu sei.

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    1. Olá, colega.
      Que pergunta, nunca parei para pensar a respeito.
      Se for algum erro que cometi, basta apontar, que corrijo com satisfação.
      Abs

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    2. Conseqüência, idéias... Foram duas palavras que percebi no texto.
      Apesar de ter ideias (sem acento tb)

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    3. Hum, vou olhar no texto, mas esse tipo de acento realmente eu ainda me confundo e acabo colocando.
      Grato pelo insight

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  7. Acho que uma coisa que deveria ser tratada com menos estranheza são pessoas que não bebem álcool.
    Há uma quantidade crescente de pessoas questionando ou não o consumo de carnes, mas mesmos esses estranham quem não bebe bebidas alcoólicas.
    O ser humano é assim, seletivo quanto as suas estranhezas.
    A pessoa pode tranquilamente viver em abstêmia sem que isso seja nocivo a si ou a terceiros, mas ainda sim essa ainda é uma atitude vista de forma curiosa pela maioria das pessoas.
    Sei que não é o foco do post, mas a discussão sobre o consumo de carne me lembrou desse comportamento que estranhamente é visto de forma torta por muitos.

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    1. Olá, colega.
      Eu, particularmente, não gosto muito de consumir álcool (acho muito interessante quando escrevo essa palavra, pois ela é claramente de origem árabe).
      E, sim, é verdade, há uma grande pressão social para as pessoas, homens principalmente, gostarem de ficar bebendo cerveja.
      Cerveja nada mais é do que carboidrato líquido (ou açúcar líquido, nessas cervejas piorzinhas). Minha mãe dizia que minha Vó sempre chamava cerveja em alemão de "pão líquido". Não é à toa que cerveja dê aquela barriga.
      Mas, cada um com seus gostos, de vez em quando tomo uma cerveja e bebo um vinho.
      Um abs

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    2. Pior anon, normalmente, a pessoa que diz que não gosta de bebidas alcoólicas é prontamente exlcuída da maioria dos grupos sociais, as pessoas não veem com bons olhos quem não gosta de beber, classificam-na como de má índole, quem não bebe não é digno de confiança.

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    3. Pois é... Sou o anon 14:36 e isso que você disse também é verdade.
      Isso é de uma estupidez sem tamanho. A verdade que cada pessoa ou grupo de pessoas defendem seus pontos de vista ou comportamentos e muitas vezes isolam ou ridicularizam os demais.
      Um vegano pode estranhar ou criticar o fato de eu comer carne. Mas é bem provavel que ele estranhe o fato de eu não beber, vê se pode...
      Em pleno 2018 alguém sofrer qualquer tipo de julgamento apenas por não consumir bebidas alcólicas.

      Mas o pior que isso é real.

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  8. Soul, chegou a conhecer um pouco do partido Novo. Não acha o mesmo a melhor opção?

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    1. Olá, colega.
      Acho uma opção interessante, pois o Brasil precisa de um partido como esse no congresso.
      Deve ser a minha opção para deputado federal, mas preciso conhecer quem são os candidatos do Novo aqui no meu Estado primeiramente.
      Abs

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  9. "o vice da Fada da Floresta quer acabar com as churrascarias"
    Em que ponto que essa afirmação não é verdadeira?
    Em nenhum momento eu citei a entrevista que você mencionou. Foi você que ficou nervosinho e já associou a ela.

    O que levo em consideração não é o que o vice da Fada diz como candidato, seria muita ingenuidade minha acreditar no que um político diz 30 dias antes de uma eleição, não é mesmo?
    O que levo em consideração são as suas atitudes e comportamentos ao longo da vida antes de ser candidato. Não foi isso que você disse no post sobre o Bolsonaro?
    Esse indivíduo foi comunista, leninista, guerrilheiro pelo PCdoB.
    Depois virou petista e socialista.
    Percebe-se pelos fatos da vida que se uma pessoa como essa obtiver poder em suas mãos, acabar com as churrascarias seria o menor dos nossos problemas. Não tenho absolutamente nenhuma dúvida de que se ele tiver poder para fazer isso, ele faria sem pestanejar.
    Então, sim amiguinho, ele quer acabar com as churrascarias.
    Vai conseguir como vice?
    Difícil, mas ele pode começar ao poucos, devagarzinho, comendo pelas beiradas, usando a velha tática da esquerda, das ditaduras, daquilo que ele defendeu a vida inteira, usando o Estado para criar leis e impor coisas contra a população. A segunda-feira sem carnê por exemplo. Lembra disso?

    Para finalizar, a ridicularização é usada para ridicularizar uma ideia ridícula, não uma verdade, embora também seja possível.
    Certamente o Lula deve ter pensado o mesmo que você quando foi ridicularizado ao afirmar que era o homem mais honesto do planeta.

    Abraço

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    1. Olá, mais uma vez novamente colega.
      a) Um debate não o deveria deixar "nervosinho", amigo. É o natural numa democracia a contraposição de ideias. Eu na verdade gosto disso, e é um dos únicos motivos de escrever artigos assim, e "perder" tempo em dar respostas mesmo para pessoas que não querem realmente ter um debate produtivo.
      b) Por quê é mentira? Ora, pois você cita uma afirmação sobre o Vice da Marina e churrascarias, e foi isso que ocorreu no debate da semana, e sua afirmação foi mentirosa.
      b.1) Agora, se você por ilações baseadas no passado dele, sobre o que ele faria ou deixaria de fazer, aí realmente nenhuma afirmação mentirosa será mentira, pois sempre poderá se dizer que a pessoa, candidato, baseado nisso ou naquilo, na verdade vai fazer aquilo outro. Seja o Amoedo, Trump, Lula, Obama, Marina, Bolsonaro, Eu, Você. Isso e nada é a mesma coisa do ponto de vista argumentativo.
      c) Qual é a ideia rídicula, que não há sofrimento animal? Você ainda não respondeu isso. Comparações de insetos com porcos em termos de sofrimento não é um argumentando "matador", amigo, ele é bem conhecido e é fraquíssimo.
      d) Analogia sem muito sentido. O que uma pessoa pensa sobre ela mesma tem a ver com o fato de um ser que passou por processos evolutivos similares à nossa espécie ser senciente? É preciso melhorar os argumentos, colega, e ser mais objetivo na argumentação.

      Abs

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  10. Fala aí Soul, blza?
    Será que, de repente, essa sua interpretação positiva do Islã não seja fruto das doutrinas do ludíbrio, isto é, a taqiyya e kitman???
    Abc

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    1. Fala, colega. Beleza por aqui e aí?
      Eu não conhecia os termos e fui no Wikipedia:

      "In Islam, Taqiya or taqiyya (Arabic: تقیة‎ taqiyyah, literally "prudence, fear")[1][2] is a precautionary dissimulation or denial of religious belief and practice in the face of persecution.[3][4][1][5] Another term for this concept, kitmān (lit. "action of covering, dissimulation"), has a more specific meaning of dissimulation by silence or omission.[6][7]

      This practice is emphasized in Shia Islam whereby adherents are permitted to conceal their religion when under threat of persecution or compulsion.[3][8] However, it is also permitted in Sunni Islam under certain circumstances.[9]"

      Eu não conhecia o termo em árabe, mas conhecia o conceito. E como o texto fala, é uma prática mais comum entre xiitas que tradicionalmente sempre foram em minoria em relação aos sunitas, e como uma forma de preservação seria possível omitir qual seria a crença religiosa.
      Esse conceito, pelo que li na época quando passei um mês no Irã, também era aceito em relação a outras religiões.

      Vamos a sua mensagem agora.
      "Será que, de repente, essa sua interpretação positiva do Islã "
      Não, colega. Eu não tenho interpretação positiva do Islã, ou melhor dizendo, não vejo o islamismo por uma lente necessariamente positiva, aliás o meu texto foi claro ao dizer que o islamismo vem em muitas cores, tamanhos e sabores. Há aspectos, na visão de um brasileiro de classe média em 2018, claramente contrários ao que entendo ser correto. Assim como não vejo o cristianismo apenas por lentes boas.
      Na verdade, eu vi a ter respeito por crenças religiosas, mas eu não acho, assim como Sam Harris, que elas são necessárias para um aprimoramento moral. Pelo contrário, algumas vezes, elas são deletérias para esse mesmo aprimoramento, e em muitos casos religiões podem criar verdadeiros "monstros" culturais e ideológicos.

      O ponto é que quando um brasileiro médio que nunca viu nada ou viajou por um lugar eminentemente muçulmano e vê um vídeo do Olavo de Carvalho ou um vídeo sobre o "Suicídio Europeu" no Youtube, ele está tendo uma visão parcial, distorcida e pouco abrangente do que é o fenômeno cultura-histórico-social chamado islamismo.

      Abs

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  11. Mas isso não é novidade, nem há 50 anos. As pessoas tratam o assunto com desdém às vezes por ignorar a realidade.

    Já assistiu ao filme "Temple Grandin"? É baseado na vida da cientista homônima, o filme foi lançado em 2010. Ela revolucionou as práticas de tratamento do gado, porque provou que poderia assim aumentar a produtividade também.

    http://antipoda.com.br/

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    1. Poxa, valeu Maurício!
      Não conhecia, vi uma sinopse do filme e um pouco sobre a Temple Grandin.
      Que história incrível, uma mulher com autismo que tentou melhorar nossas práticas em pecuária visando o bem estar do animal há décadas? Uau, que incrível.
      Vou tentar achar o filme para ver sim.
      Um abs

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    2. Bacana! E o filme é muito legal também, acho que o assisti em 2011. Abraço!

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  12. Outro dia conversei com um vegetariano que já foi vegano sobre animais de estimação. Ele tem um cachorro e não gostou do meu comentário.

    Como não tenho muita base sobre o assunto, infelizmente não consegui sustentar meus argumentos.

    abs

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    1. Olá, Messier.
      O que especificamente sobre animas de estimação você não conseguiu sustentar o seu argumento?
      Abs

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  13. Olha, eu gosto muito de ficcao cientifica.
    Já li o livro Eu Robô de Isaac Asimov, um dos caras mais inteligentes que eu acho. Nesse livro de scifi existem alguns postulados que os robôs seguem, mas que no final das contas não dao certo por questoes éticas. As máquinas vão querer superar os humanos sim, isso já foi visto em Matrix, e outros filmes como o Exterminador do Futuro (surgimento da Skynet) e aqui inclusive no Brasil a Sky comprou a NET e temos a nossa própria skynet por aqui :P

    Eu só sei que cada verdade e cada conjunto de padrões morais podem fazer sentido para certas pessoas e não para outras. Se eu pudesse postar uma foto aqui, colocaria a de um peixe com dezenas de pequenos peixes na boca, numa mordida só. O peixe não era vegetariano.

    Muitos desses ativistas esquecem a cadeia alimentar e querem nos tirar à força dela. A cadeia alimentar existe e isso é um fato. Nela estão pássaros, mamíferos, peixes e insetos só pra citar, um sapo come mosca. O próprio homem sempre fez parte da cadeia alimentar, ou eles acham que não éramos perseguidos nos campos? Até hoje somos devorados por tubarões ou leões nas savanas.

    Mascarar a realidade faz mal. Muitas pessoas inclusive eu tem diminuido o consumo de carne por vários motivos, eu acho que o peixe é mais saudável e como mais peixes (mas eu só acho isso, eu não tenho certeza) além do mais me parece que o peixe é um animal menos evoluído do que o boi e que não sofre tanto assim (será?) - enfim todos os minutos os próprios peixes se comem aos milhões no planeta, nos oceanos e nos rios, e não vai ser eu, por causa de um discurso de meia dúzia de desmiolados que vou parar de comer peixe (e o churrasquinho de tambaqui é legal sim).

    Abraço!

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    1. Frugal,
      a) Sobre Asimov, sugiro ler mais sobre IA, e os problemas que podem acontecer com ela. Não há nenhum impeditivo de fazer algoritmos éticos, aliás é bem capaz que esses algoritmos possam tomar decisões éticas muito mais acuradas do que nós primatas que são levados por vieses, heurísticas e emoções.

      b) Nos outros três parágrafos, o seu argumento é apenas uma variação do "leão come animais". Sim, Frugal, o leão come animais, peixes se alimentam de outros peixes. O que isso tem a ver com a nossa possibilidade de fazer decisões éticas ou o que isso tem a ver com criar animais confinados sem qualquer possibilidade de movimento para fazer carnes mais macias sem músculo como Baby Beef? O que "a cadeia alimentar" tem a ver com alimentar um ganso com o equivalente para um humano ao consumo de 15quilos de massa, colocando tubos na boca do animal para alimentação forçada, para depois fazer uma delicatessen chamada foie grás?

      " e não vai ser eu, por causa de um discurso de meia dúzia de desmiolados", sim frugal, bem-vindo ao verdadeiro reino do politicamente incorreto e as reações normais que ele provoca nas pessoas.

      Abraço amigo

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    2. é, eu sou contra esses confinamentos e esse foie grass, nunca nem comi isso. Existem muitas atrocidades com os animais certamente. A humanidade ainda tem muito a evoluir no campo ético em relacao aos animais. Abraço!

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  14. Sobre o Islã, eu percebo que você não precisa conviver com pessoas dessa religião pra saber como elas pensam no seu íntimo. A gente pode conviver com várias pessoas de uma religião, pelo tempo que for, sem que se consiga conhecer o real pensamento desse grupo. Vide alguns grupos evangélicos no Brasil (que eu convivo) que tem uma estrutura cultural e social diferente entre as pessoas da religião e são completamente diferentes com pessoas "de fora". Agir diferente do que se pensa no grupo religioso e fora dele é algo estimulado entre essas pessoas como estratégia de manutenção desses comportamentos muitas vezes incoerentes, racistas, misoginos etc.
    Eu concordo que julgar o Islã de fora é avaliar de forma muito superficial. Conviver durante um mês, ano ou tanto faz o tempo também não são úteis já que eles adotam a estratégia do mascaramento das ideias.
    Ainda acredito apenas em fatos pra chegar a uma conclusão sobre o Islã e até agora os fatos não me mostraram o mesmo que você percebeu sobre essa religião.
    Como ateu eu considero que qualquer pessoa que rejeitou a razão em busca de um "conforto emocional" que as religiões dão, não tá se importando muito com as pessoas de fora do seu grupo religioso escolhido. Afinal os outros são apenas infiéis e na prática pessoas de segundo escalão. Mas nunca vão admitir isso (porque a dissonância cognitiva não permite) e a religião sempre vai legitimar qualquer comportamento egoísta contanto que o conforto emocional seja mantido.

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    1. Olá, Leonardo.
      a) " até agora os fatos não me mostraram o mesmo que você percebeu sobre essa religião" - o que você acha que eu percebi sobre essa religião em específico?

      b) "que qualquer pessoa que rejeitou a razão em busca de um "conforto emocional" que as religiões dão, não tá se importando muito com as pessoas de fora do seu grupo religioso escolhido" - sim, bem-vindo as ficções criadas que fazem grupos enormes de pessoas se manterem unidos. Religião é apenas um exemplo. Nacionalismo é outro. Direitos humanos é mais outro. Todas essas histórias, umas melhores ou piores do que as outras, na esmagadora maioria das vezes sempre tiveram como resultado a exclusão de pessoas que estão fora da ideia ficcional compartilhada. Nesse sentido, não há muita diferença entre um islamita ferrenho, um judeu ortodoxo, um evangélico mais atuante, um americano nacionalista ao extremo, um russo defensor da grande Rússia, etc, etc.

      c) "Mas nunca vão admitir isso (porque a dissonância cognitiva não permite) e a religião sempre vai legitimar qualquer comportamento egoísta contanto que o conforto emocional seja mantido." - Qualquer história ficcional compartilhada por muitas pessoas muito provavelmente terá esse efeito.

      d) Se realmente quiser se aprofundar nesse tema, o que recomendo, sugiro a leitura dos Livros do Yuval Harari e o debate entre Jordam Peterson x Sam Harris (são 4-5 horas ao total) ocorrido no Canadá em junho desse ano (finalmente disponível no you tube).

      Abraço!

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    2. O que você acha que eu percebi sobre essa religião em específico?
      quando você diz: Eu já almocei e jantei com pessoas dessa religião e conversei com as mesmas sobre inúmeros temas. O conceito de islamismo e muçulmanos é algo com certa concretude para mim.

      Aqui eu discordo da sua percepção de concretude do que é o Islamismo. Você poderia ter morado na mesma casa dessas pessoas por anos e ainda assim seria alguém "de fora" por não fazer parte do grupo religioso deles.

      b) Aqui eu não entendi como Direitos humanos foi usado como exemplo de algo que pode gerar "exclusão de pessoas que estão fora da ideia ficcional compartilhada" ?

      c) Qualquer história ficcional compartilhada por muitas pessoas muito provavelmente terá esse efeito.
      Aqui eu discordo, porque apenas algumas delas o farão.

      d) Já li o Sapiens e o Homo Deus, achei bem legais. Já sobre o Jordan Peterson, nem assisti tudo porque fica muito complicado considerar o que ele fala, se ele deliberadamente desconsidera alguns fatos e considera outros que simplesmente não existem só pra justificar um falso ceticismo que só se aplica a determinadas questões. Um cherry picking apenas

      Acho legal esse tipo de texto do teu blog porque instiga o grande público que você tem a considerar coisas que talvez eles ainda não tenham pensado

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    3. Olá, Leonardo.
      a) Concordo. O que quis dizer é que eu já tive algum contato, por mais que tenha sido mínimo e superficial, com pessoas que professam essa religião. Pude perceber que são tão humanos como eu e você, podem ser gentis, compassivos, tem os seus medos e receios, etc, etc.

      b) Veja, nesse ponto eu coloquei que há histórias melhores e piores, e que geralmente isso leva a exclusão de outras narrativas. Eu sou um defensor de direitos humanos, ou ao menos acredito ser, mas é possível que existam narrativas alternativas, e desse modo como esse conceito de direitos humanos é tão entranhado em mim, é possível que eu mesmo, ou eventuais outras pessoas que compartilham dessa mesma ideia, excluam eventuais pessoas que não compartilham da ideia de centralidade de direitos humanos. Direitos humanos não é algo concreto, não é algo que existe na natureza, é algo inventado por nós seres humanos. Não é porque seja uma história ficcional que ela não tenha produzido resultados concretos relevantes na vida de humanos de verdade. Por isso, o meu cuidado em dizer que há histórias ficcionais melhores e piores, mas no fundo todas elas são coisas apenas criadas coletivamente pelo intelecto humano.

      c) Pode ser, Leonardo. Usar a palavra "qualquer" abre espaço para uma justa contraposição como a sua. Eu tento ter cuidado com posições assim, e colocar palavras como "a maioria", "boa parte", etc. Porém, uma história que é compartilhada por muitas pessoas ela possui uma força extraordinária, e sem dúvida ela molda como as pessoas observam, sentem e julgam o mundo e os eventos que nele ocorrem. Logo, essa história, por estar tão entranhada nas pessoas (como talvez o conceito de direitos humanos está entranhando em mim), essa história com certeza irá fornecer conforto intelectual e emotivo, e é por esse motivo que as pessoas não gostaram de ter essa história questionada, e lutaram para que essa seja mantida. Foi isso que tive em mente quando escrevi esse item.

      d) Eu tendo a concordar. É que o Jordan Peterson virou a xodó de muitas pessoas. No Brasil, poucos ainda o conhecem, e ele é ligado a um "pensamento conservador que denuncia as mazelas da modernidade nos costumes, política, etc". Peterson, inegavelmente, possui, em minha opinião, um desejo genuíno pelo debate e pelo conhecimento. É um sujeito bem versado e fala coisas bem interessantes para se refletir. Também acredito que ele se perde muito quando fala sobre religião. O meu ponto de citá-lo foi que o nosso pensamento no Brasil seria bem melhor, se ao menos as pessoas lessem J.P. ao invés da baboseira de Olavo de Carvalho. Eu prefiro alguém como Sam Harris, mas se a pessoa quer falar sobre políticas de identidade de gênero, igualdade homem e mulher, religião, etc, ao menos beba em fontes de melhor qualidade se quer criticar certos conceitos.

      No mais, agradeço enormemente os seus comentários ponderados que mostraram algumas "falhas" no que eu tinha escrito e proporcionou um bom diálogo.

      Abs!

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  15. Soul, parabéns pela abordagem sobre o dilema ético associado ao consumo da carne e pela citação de Harari. Esse trecho de Homo Deus considero fabuloso. Se permitir a sugestão, tente se aprofundar em dois autores fundamentais: Tom Regan e Peter Singer. Eles travam um interessante debate sobre as visões abolicionista e bemestarista. Caso queira se aprofundar no tema por meio da literatura, tente procurar algo de Coetzee (por exemplo o romance Elizabeth Costello).

    Um forte abraço

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    1. Olá, colega. Grato. O Peter Singer eu conheço, pois ele é bem famoso.Vou dar uma olhada nos outros indicados, e obrigado pela indicação de um romance, estou precisando ler mais romances.
      Um abs!

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  16. Sobre o sofrimento animal, posso dizer sem sombra de duvidas, que é o erro mais grave já cometido neste planeta, tanto do ponto de vista moral, como espiritual.
    É o principal, do qual decorrem todos os outros problemas e sofrimentos aqui enfrentados. No nosso universo com suas “regras”, não se pode plantar dor e sofrimento e esperar colher amor e alegria. Portanto, dai decorrem todas as mazelas do ser humano, como doenças, guerras, fome e etc.
    Quem lucra com isso são os hospitais, cheios de pessoas pagando por suas escolhas. Esse por ser o mais grave erro do planeta, é o pior a ser combatido, pois existe muita gente “grande” atrás disso, muito sangue necessário para funcionar “certas engrenagens”, da terra.
    Do ponto de vista moral, acredito que no futuro veremos isso como a escravidão ou nazismo, porem Soulsurfer, esse erro é bem mais grave do que parece e vou tentar explicar de forma abreviada. Espero que você, como um cara de mente aberta entenda, mas também claro está livre a acreditar ou não.
    A mais de 1 milhão de anos atrás, existia onde hoje se localiza o cinturão de asteroides, 2 planetas, chamados de Erg e Morg;
    https://www.facebook.com/josemaria.alencastro2036/videos/drag%C3%B5es-sol-negro-e-haarp-recebi-uma-pergunta-simples-sobre-a-origem-dos-drag%C3%B5es/172626622866540/
    Após uma grande guerra os espíritos que ali viviam, espíritos com grande conhecimento, porem sem desenvolvimento moral, foram aprisionados no astral inferior do planeta terra, onde desde tempos remotos comandam o planeta através de grandes “irmandades”, ocultista e seitas. Esses espíritos, chamados de “dragões”, criaram uma espécie de “usina de força” (desculpe tantas aspas), chamada de sol negro, a qual é abastecida por sofrimento, sangue, pensamentos ruins e dores.
    Mais sobre os dragões e toda a história aqui:
    http://profeciasoapiceem2036.blogspot.com/2010/09/dragoes-e-magos-negros-parte-i.html
    Se duvidar da existência do sol negro, pesquise sobre a quem o nazismo, Hitler e seus amigos faziam rituais dentro do seu castelo na Alemanha, e de onde eles diziam tirar energias.
    http://profeciasoapiceem2036.blogspot.com/2013/12/hitler-tiamat-e-o-schwarze-sonne.html
    Essa fonte que se alimenta de sofrimento, serve de força para magos negros, cientista das trevas, lideres de seitas, uniões secretas e demais controladores do mundo, que usam do seu poder para atender seus pedidos e propósitos por aqui.
    Ectoplasma é o principal combustível do astral, e essa egregora/usina de força tem como principal fonte de energia “do mau”, o sofrimento gerado em abatedouros pelo mundo todo, o banho de sangue que permeia o planeta e as ondas de energia de sofrimento que geram ectoplasma negativo.
    Este é o principal erro do planeta terra, o mais difícil a ser combatido e o com mais interesses por trás, interesses incrivelmente maiores do que imaginamos, e que por isso estão tão arraizados ao pensamento humano.
    Quando ouvimos ainda pessoas falando em “abate humanitário” ou cadeia alimentar, não são mais que apenas desculpas, sopradas aos ouvidos de muitos, por espíritos que não querem de jeito nenhum que isto acabe.
    Questões simples de resolver como, por exemplo, a quantidade de campo aberto para criação de gado, versus a quantidade de comida que pode ser plantada nestes lugares, são vistos como complexos e a desculpa é que não tem comida para alimentar todo mundo. Cownspiracy explica isso bem, mas como sempre o pior cego é o que não quer ver.
    Desculpe o textão amigo, se interessar podemos conversar mais a respeito! Grande abraço

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