quarta-feira, 27 de julho de 2016

CÂMBIO - O PRINCÍPIO FUNDAMENTAL, EMPIRIA E ESTRATÉGIA PARA O INVESTIDOR AMADOR

  Olá, colegas.  Estou inspirado para escrever sobre muitos temas, principalmente sobre a vida e viagens. Entretanto, resolvi refletir um pouco sobre investimentos, já que faz alguns artigos que não falo sobre isso. Não falo diretamente, mas eu creio que assuntos aparentemente não relacionados com finanças pessoais estão interconectados. Para ser mais claro, eu penso que uma vida mais equilibrada, leva a finanças mais equilibradas e isso está diretamente relacionado com independência financeira. O tema deste artigo é câmbio.


O PRINCÍPIO FUNDAMENTAL QUANDO O ASSUNTO É CÂMBIO


  Minha sugestão para quem quer apreender um pouco sobre esse assunto: PARE DE LER "ESPECIALISTAS" E SUAS PREVISÕES. Simplesmente, pare. Colegas, os ditos especialistas parecem ignorar, ou simplesmente desconhecer, o fundamento mais básico da taxa de câmbio no médio e principalmente no logo prazo: o poder de compra  relativo entre as moedas. Esse assunto foi tratado por mim neste artigo Finanças - Dólar e Ouro. Porém, quero recomendar um outro artigo muito bom do Instituto Mises Brasil sobre o tema: Qual é o valor "correto" do Câmbio?. Leia os artigos, se tiver que optar por um, escolha o do Leandro do IMB.  

  Leu? Sério, vale muito a pena entender este conceito básico. Quando estudava direito, eu fiquei conhecido entre os professores por ter um bom raciocínio jurídico, ou seja, a capacidade de refletir em termos jurídicos, mesmo que eu por ventura não soubesse a solução legal para o caso. Eu creio que com a avalanche de informações hoje em dia, as pessoas se preocupam pouco com os princípios de qualquer área do conhecimento. Para mim esses são os conhecimentos cruciais. A partir deles você pode elaborar raciocínios mais complexos sobre qualquer tema. O que eu vejo em muitas áreas, são pessoas querendo elaborar pensamentos complexos sobre temas que não compreendem nem os princípios mais elementares. Como não poderia deixar de ser diferente, quando não se entende as fundações de um determinado assunto, não se pode ter opinião própria. Com o avanço da internet, isso ficou evidente e piorado. Muitas pessoas pensam que tem opinião própria, mas apenas estão repetindo algo que leram em algum lugar sem saber muito bem os motivos porque a realidade é de um determinado jeito e não de outro.

  Se você, prezado leitor, leu algum dos artigos mencionados, saberá que a principal força condutora do câmbio no longo prazo é o poder de compra das moedas.  É por esse motivo, que investir no dólar do Brasil pode ter uma função de proteger o poder de compra do seu patrimônio, mas no longo prazo tem uma expectativa de retorno real (descontado a inflação) próxima a zero.

  Imagine que o apartamento onde vivo valha R$100 mil. Vamos supor que a taxa de câmbio real seja de U$1 para R$1 (que bom seria hein!).  Vamos supor que a inflação nos EUA e no Brasil seja de zero pelos próximos 10 anos (é apenas um exercício mental). Isso quer dizer que o poder de compra de um dólar será o mesmo daqui 10 anos. Como a inflação no Brasil também foi de zero, isso quer dizer que o poder de compra do real se manteve estável. Se daqui 10 anos, a taxa de câmbio fosse de U$1 = R$2, isso significaria que o meu apartamento, para um americano, estaria custando a metade do preço. Isso não faria nenhum sentido. 

 Agora imagine que a inflação do Brasil seja de 100% no período. Vamos supor também, algo que é bem razoável, que o imóvel seja resiliente à inflação, ou seja, ele suba de valor na exata proporção da inflação. Assim, o imóvel irá custar R$200.000,00 daqui 10 anos. Se a taxa de câmbio nominal, a que vemos no dia a dia e os especialistas adoram dizer para onde vai, permanece a mesma (R$1=U$1), isso quer dizer que o apartamento, para um investidor estrangeiro em dólar, custaria o dobro. Algo que não faria sentido também, pois a riqueza dobraria sem que houvesse qualquer crescimento real no valor do imóvel.


A COMPROVAÇÃO EMPÍRICA


  Difícil entender? Não. Lógico? Certamente. Comprovação empírica? Sim. Quando estava viajando de trem pela parte mais  moderna na China (leste), li muitos artigos, estudos e livros. Aliás, como é confortável viajar de trem. Uma pena que o Brasil não tenha trens. Imagine ir de Curitiba a Florianópolis em uma hora lendo confortavelmente um livro? Um desses estudos foi o último relatório do Credit Suisse Internacional de 2015 (acessível aqui). Quem não conhece esses relatórios anuais, recomendo uma verdadeira aula de investimentos, algo que não se encontra nem remotamente no Brasil. 

  Eu estava fazendo um resumo desse estudo, principalmente sobre os retornos de diversas classes de ativos em quase 30 países. Creio que seria um material bem interessante para provocar reflexões a nós investidores amadores, principalmente porque não há quase nenhum material sobre isso em português. Fiz bastante coisa, mas infelizmente não conseguirei publicar, pois demandaria bastante tempo e acesso à internet. Entretanto, resolvi inserir alguns gráficos, para mostrar se a noção de manutenção de poder de compra das moedas no longo prazo se sustenta em exemplos concretos.

   Colocarei alguns gráficos abaixo. Não se preocupem ou prestem muita atenção nas diversas barras. Elas representam os Equity e Bond prêmios, ou seja, o quanto o risco foi recompensado ou não. A única barra que quero que vocês amigos leitores prestem bastante atenção é a azul clara. Essa barra demonstra o quanto uma moeda valorizou ou desvalorizou em relação ao dólar em termos reais, ou seja já considerado a inflação das moedas destes dois países.

  Se, por exemplo, num determinado período a barra representar 0.5%, isso quer dizer que no período considerado a moeda valorizou meio ponto por cento ao ano em relação ao dólar, já considerando a inflação das moedas. Isso quer dizer que demoraria algo em torno de 150 anos para a moeda em questão ter uma valorização de 100% em relação ao dólar. Se a barra apontar 0%, isso quer dizer que não houve qualquer ganho ou perda durante o período.

  Muitos países são analisados. Infelizmente, nenhum país latino americano. Tentei colocar países diversos, com histórias políticas, econômicas e sociais diferentes uns dos outros. Com diferentes graus de inflação, para saber se o princípio básico de manutenção do poder de compra entre as moedas se manteve ou não.

NOVA ZELÂNDA


     Para mim, a Nova Zelândia é o melhor país do mundo para se viver. É simplesmente fantástico e maravilhoso aquele lugar. 




   Como se pode observar, no período de 115 anos a moeda da Nova Zelândia se desvalorizou -0,2%aa. Isso quer dizer que a moeda da Nova Zelândia perderia metade do seu valor em relação ao dólar, se a tendência permanecesse a mesma, em três séculos, isso mesmo, 300 anos. Nenhum Kiwi vai ficar rico-pobre ou turbinar o seu patrimônio apostando na (des)valorização de sua moeda no longo prazo. Numa tendência de menor prazo (1965-2014), a moeda da NZ apresentou discretíssima valorização em relação ao dólar. Em relação à maravilhosa Nova Zelândia, o princípio básico da manutenção do poder de compra entre as moedas se aplicou quase a perfeição.


DINAMARCA

   Ainda não tive a oportunidade de conhecer este interessante país. A Dinamarca, segundo alguns pensadores litbertários, é o pais onde os seres humanos são mais escravos do mundo. Isso porque é o país com a maior tributação em relação ao PIB do mundo. Como qualquer forma, segundo essas pessoas, de tributação é um roubo e uma forma de escravidão do ser humano, essa é a única conclusão lógica para essa forma de pensar. Entretanto, a Dinamarca durante vários anos foi considerado, pelos relatórios da ONU sobre o tema (ver uns dos meus últimos artigos a respeito) o país mais feliz do mundo e todos os seus índices de desenvolvimento humano são impressionantes.




   Num período de maior duração, a moeda dinamarquesa mostrou uma leve tendência de alta em relação ao dólar. Num período mais curto de tempo (1965-2014), a moeda se valorizou mais acentuadamente. Esse resultado pode ser encontrado em vários países europeus, e está inserido, eu acho, numa trajetória de enfraquecimento do dólar que vinha desde a década de 80 e apenas nos últimos anos está se revertendo.


ÁFRICA DO SUL


  A África do Sul é um país de contrastes. A Cidade do Cabo é uma das cidades mais bonitas que já estive na vida. Por seu turno, a capital Johanesburgo é uma das cidades mais perigosas do mundo. Um apartheid que não existe mais na lei, mas existe na realidade (presenciei várias cenas de enfrentamento aberto ou velado entre negros e brancos). Um país rico em recursos, mas ainda com uma população muito pobre. Em certa medida, esse país Africano tem semelhanças fortes com o nosso país.





    A moeda da África do Sul apresentou uma tendência de desvalorização permanente em relação ao dólar. Num país com tantos problemas, que esteve à beira da guerra civil no começo da década de 90 e com tantos problemas sociais e econômicos, uma desvalorização real de -0,9%aa não é tão severa. Mesmo nesse caso, parece claro que o princípio do poder de compra entre as moedas se sustenta, ou ao menos é um ótimo ponto de partida para análise.


SUÍÇA


  Ah, a Suíça. Destino favorito para o dinheiro dos políticos brasileiros. Este país é belíssimo. Os dias que passei fazendo trilhas na região de Interlaken foram extraordinários. Cidades lindas, infra-estrutura de primeiríssimo mundo e uma natureza esplendorosa. Ainda há queijo e chocolate de qualidade. Quem precisa mais? Eu, particularmente, não gostaria de morar na Suíça. Além de ser caríssimo, creio que não é o tipo de lugar que gostaria de criar meus filhos, pois sinto que falta algo nas relações humanas, mas essa é apenas minha opinião particular.  A Suíça foi um bastião de segurança. Bons retornos financeiros e uma moeda extremamente forte. Foi o país com menor inflação do mundo nos últimos 115 anos.





    Se a  moeda da África do Sul teve uma tendência de desvalorização contínua, a moeda Suíça é o oposto. Impressionante o desempenho da moeda Suíça ao longo do tempo. Apesar de ser o país com menor inflação, um dos bastiões mais fortes de estabilidade política e financeira, a valorização em relação ao dólar existiu, mas também não foi algo espetacular. Isso, em minha opinião, corrobora o princípio. 


ESPANHA


  Já tive a oportunidade de ir algumas vezes para Espanha. Entre os países europeus, com certeza, junto com Portugal, é o país que tem mais semelhança com o nosso. Muitos dos problemas, e das qualidades, que possuímos como povo, está presente em maior ou menor grau nos portugueses e espanhóis. O gráfico de Portugal é muito semelhante com o gráfico da Espanha. Assim, ao olhar o gráfico abaixo pode-se ter em mente a nação lusitana.



  Numa tendência de maior prazo, o retorno foi de zero por cento. Isso acontece com vários países analisados no relatório em comento. Numa tendência de mais curto prazo, há a valorização. Mas como dito anteriormente, vários países europeus apresentam o mesmo comportamento no período em tela (1965-2014).


UMA ESTRATÉGIA DE INVESTIMENTO EM MOEDAS 
PARA O INVESTIDOR COMUM

   “Ok, Soul, acho que entendi a mensagem, o que, como investidor amador posso fazer diante de tudo isso?”.  Se , enquanto investidores não profissionais e sofisticados, entendermos esse princípio básico da taxa de câmbio, fica muito mais fácil colocar esse ensinamento nas nossas estratégias de investimento de forma mais concreta.

  Primeiramente, o dólar tende a ter uma valorização real nula ou muito pequena no médio-longo prazo. Sendo assim, comprar dólar como forma de ganhar dinheiro é algo que não se sustenta no longo prazo.  Aqui estou falando de dólar, mas o princípio se aplica a todas as moedas. Aliás, se a ideia é proteger o patrimônio, faz muito mais sentido ter uma cesta de moedas e não apenas dólar.

  Se a pessoa quiser fazer uma grande remessa ao exterior de uma só vez,  creio que vale a pena levar o conceito de câmbio real muito a sério. Isso vai evitar que pessoas comprem dólar em momentos de extremo pessimismo e façam um terrível negócio. Alguém se lembra do tom alarmista de muitos blogs de finanças? O dólar iria a R$5,00. Quem queria emigrar era o fim da chance de sair do país. Quem agiu de forma emotiva, sem conhecer o princípio básico a regular a taxa de câmbio no médio-longo prazo, amarga prejuízos financeiros substanciosos. É claro que agora há sempre várias explicações: lava jato, impedimento presidencial, Brexit, crise turca, juros nos EUA, etc, etc. Isso nada mais é do que um erro de julgamento, um dos mais básicos. Chama-se Hindsight Bias e já foi abordado nesse blog Hindsight Bias - O que os Jornais de 20 anos atrás podem nos ensinar.

  Logo, se quer investir no exterior uma grande parcela de uma única vez e a taxa de câmbio real estiver esticada em favor do dólar, espere, aguarde. Mantenha o seu dinheiro em algo que mantenha ao menos o poder de compra. No Brasil, ainda há um bônus que o investidor pode fazer isso ganhando juros reais muito altos.  Se a taxa de câmbio estiver mais ou menos onde era deveria estar (algo em torno de 5% para mais ou menos), a compra de dólar, ou outra moeda, será feito sem grandes riscos. Quando a taxa de câmbio real estiver abaixo do valor, talvez seja o momento ideal de comprar dólar, até mesmo pessoas que querem apenas aproveitar uma boa taxa de câmbio.

  Como saber a taxa de câmbio real? Você pode fazer isso na mão pegando as taxas de inflação das moedas que quiser analisar. Em relação ao dólar, o Banco Central do Brasil possui essa estatística. É a série temporal  11573 - Índice da Taxa de Câmbio Real. Eu, infelizmente, não consegui acessar a série. Tentei de várias maneiras, e não sei se é problema no meu computador ou problema na pecinha (aquela que fica entre o computador e a cadeira). Portanto, resolvi pegar dois gráficos de outro  bom artigo do IMB escrito no ano passado (O Dólar está caro?). Como o artigo é de agosto de 2015, a informação vai até a metade do ano passado apenas.



   Este primeiro gráfico é a série temporal do Banco Central. Ela começa com a estabilização monetária em 100. Sempre que a taxa de câmbio estiver abaixo de 100, isso quer dizer que o nosso real está valorizado. Quando estiver acima, subrevalorizado. É evidente que o câmbio estar um pouco acima ou abaixo não é indicativo forte de alguma inconsistência. Porém, quando se abre gaps de 15-20%, ou seja quando esse indicador estiver em torno de 80 ou 120, é algo muito forte para compra (venda) de dólares. 

  Percebam que em 2002, antes do Lula ser reeleito, esse índice chegou a quase 200, o que é algo espantoso. Não é à toa que investidores estrangeiros fizeram a festa no país. Até o meu pai percebeu esse tamanho desvio e ganhou dinheiro em várias fontes (no Ibovespa, comprando Bonds brasileiros a 50% do valor de face e também no câmbio). Isso é muito raro de acontecer. Um índice de 200 hoje em dia, equivaleria a um dólar próximo de R$7,00. Essa foi a distorção que ocorreu.

   O nosso real ficou durante muitos anos valorizado. E nunca vi nenhum comentarista chamando atenção para esse fato. Se o câmbio derreteu com o PT no comando, também aproveitamos a nossa moeda valorizada no governo do mesmo PT.




  Este outro gráfico muito interessante, mostra a diferença entre o câmbio real (linha vermelha) e o câmbio nominal ( linha azul - aquele que a impressa, analistas e quase todos se debruçam e dão opinião). Veja que na crise de 2002, quando o câmbio real era de R$1,85, o câmbio nominal chegou a espantosos R$3,81. Agora, percebam também que em meados de 2011, o câmbio nominal estava em apenas R$1,56, quando o câmbio real apontava um valor de R$2,54.

  Analisem também que de 2006 a meados de 2015 (quando o real começou a sofrer uma grande desvalorização), ou seja por quase uma década, a taxa de câmbio nominal estava abaixo da taxa de câmbio real, e durante muitos anos, muito abaixo. Não é à toa que o Lula foi tão popular. Nós ficamos mais ricos, nosso dinheiro valeu muito mais, mesmo que a nossa produtividade tenha estagnado. Foi apenas uma ilusão causada pelos infindáveis ciclos de variação do câmbio. Porém, antes de reclamar do câmbio atual, olhe para os últimos 10 anos e perceba que a taxa de câmbio foi extremamente favorável. 


CONCLUSÃO

 Colegas, sigam o princípio lógico, e comprovado pelos exemplos históricos, de que as moedas no médio-longo prazo representam o valor de compra entre elas.  Mas e no curto prazo? Colegas, isso você pode perguntar para alguém que lê o horóscopo, gráficos de tendência ou acha que pode analisar milhões de informações complexas e contraditórias e extrair algum sentido disso tudo.

  Talvez existam profissionais com ferramentas sensíveis e algoritmos complexos que consigam saber o efeito que uma tentativa de golpe frustada num país tão importante como a Turquia, combinada com um ataque terrorista na Alemanha, etc, etc pode ter na taxa de câmbio do Rand da África do Sul. Você, eu, e quase todos os ditos "especialistas" que falam à imprensa, não são essas pessoas.

  Defina suas prioridades. Os motivos de querer alocação em moeda estrangeira, ou em ativos estrangeiros (o que faz mais sentido para mim). Não se deixe levar por otimismo ou pessimismo exagerado, e a série fornecida pelo Banco Central é um excelente guia e um grande antídoto para isso. Use ao seu favor. A lógica e os exemplos históricos estarão ao seu lado.

obs: depois de ficar alguns dias na Capital da Mongólia fazendo preparativos, amanhã saio para uma das maiores aventuras da minha vida. Eu, minha companheira e uma amiga, mais um motorista Mongol que fala pouquíssimo Inglês, iremos para uma das regiões mais remotas e belas do planeta terra: O Oeste da Mongólia. Para se ter uma ideia, são cerca de 150 mil pessoas que habitam uma região do tamanho da França. Dezenas de lagos, dezenas de montanhas nevadas, caçadores que usam águia (90% dos humanos que fazem isso estão nessa região), caminhadas desafiadoras e "estradas" que pelo que procurei me informar às vezes levam 7-8 horas para andar 100km. Teremos que acampar na maioria dos dias, pois não há nem mesmo Ger para ficar em vários lugares. Há lagos que não estão nem no mapa. Serão de 25 a 30 dias inesquecíveis por vários motivos, tenho certeza. Não conseguirei postar nada, pois não terei acesso a internet. Em pequenas vilas, se conseguir algum acesso a internet tentarei liberar os comentários. Prometo que responderei todos os comentários assim que tiver oportunidade.


Mais uma Grande Aventura me aguarda (foto - Flaming Cliffs, Deserto de Gobi, Mongólia)


   Grande abraço a todos!

40 comentários:

  1. Boa Sorte! Vai com Deus e obrigado pelo artigo!

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  2. Faltou uma conclusão neste ótimo texto : hoje qual seria o valor ideal(justo) do dolar?

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    1. No texto citado do IMB, o Leandro fez a conta. Acho que era algo em torno de R$3,35. Logo, um dólar a R$3,50 ou R$ 3,25 está razoavelmente dentro de onde deveria estar.
      Um dólar a R$4,40 ou R$2,70 estaria bastante deslocado seja para um lado ou para o outro.
      Abraço

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  3. Como se converte a série 11753 em USD/BRL "correto"?

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    1. Não sei como ele fez isso, não entendo nada de planilhas. Mas, é fácil. Basta pegar nosso IPCA, o CPI deles, e estabelecer uma relação de 1 para 1 desde que o Real entrou em existência. A relação é real, pois quando do plano, meses antes a cotação do dólar foi atrelada a URV (unidade real de valor), então num certo sentido nossa economia foi "dolarizada" naquele período.

      Abraço!

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  4. Soul, concordo que moeda não é investimento. Porém, o que você acha da abordagem de se investir em ações americanas, européias, REITs, etc? Penso comigo que, neste caso, haveria retorno real ao longo do tempo. Claro que seria difícil superar nossos altos juros internos, mas pode ser um preço razoável a se pagar por maior segurança / independência da economia brasileira.

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    1. Olá, colega. Acho a ideia excelente. Você está correto, há uma expectativa de retorno real positiva. Por isso, digo em alguma parte no texto que acho melhor investir em ativos estrangeiros.
      Sempre digo, se fosse possível montar uma carteira razoável de REITs, Bonds, e bons ETFs de ações com uma perspectiva de yield de 4-5% aa, eu não teria nenhuma dúvida de transformar boa parte do meu patrimônio em aplicações no exterior.

      Sugiro, acaso ainda não conheça, a leitura do excepcional site Investidor Internacional. Ele manja muito desse assunto e disponibiliza muita informação de qualidade.

      Abraço!

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    2. Conheço sim, li de cabo a rabo o site do Investidor Internacional. Um dos melhores da blogsfera, incluindo o seu :). Abs e obrigado!

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  5. Ótimo levantamento a respeito do câmbio, principalmente numa época de alta volatilidade.

    Algumas ponderações.

    1-O fato é que o impeachment trouxe de volta um pouco da confiança para o mercado. A equipe do PT estava literalmente destruindo a economia do país e as contas públicas estavam rumo ao desfiladeiro. Ainda há muito a ser feito, mas a continuar naquele rumo um resultado no mínimo argentino, iríamos alcançar.

    2-A Dinamarca tem sim impostos revoltantes, mas vivemos num país também de impostos revoltantes. A taxa corporativa no Brasil é de 69%! É a sétima maior do mundo. Na Dinamarca é 24%. A Dinamarca é o país menos corrupto do mundo, 3º no ranking de facilidade em fazer negócios e 12º em liberdade econômica. Analisando todo o contexto, o brasileiro é muito mais escravo que o dinamarquês.

    3-A diversificação entre moedas é só um componente da diversificação mais importante, que é a política. Não dá pra depender 100% do Brasil, incluindo o emprego e renda. Nosso país é um caos em praticamente todos os aspectos. Não se consegue fazer nenhum planejamento de longo prazo fidedigno. As regras mudam de uma hora pra outra e por mais que você planeje tudo perfeitamente, há fatores incontroláveis e imprevisíveis que podem ser criados do dia para noite e dilapidar seu patrimônio. Um exemplo recente foi a tentativa de taxação dos FII. De uma hora pra outra, quem dependia dessa renda correu o risco de perder 17,5% dela. Agora já tem estado aumentando a taxação das previdências privadas para tapar o rombo. Nunca se sabe quando e onde você será roubado nesse país.
    Abçs!

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    1. Olá, I.Internacional!

      1- Concordo que a gestão foi desastrosa. Entretanto, a maior discrepância entre a taxa nominal x real a favor de nossa moeda foi no governo da Dilma. Além do mais, o descontrole nos levaria a uma inflação maior, o que faria o câmbio nominal a se depreciar.
      Eu creio que o Brasil tomou um rumo institucional incerto, para colocar alguém sem qualquer legitimidade. O resultado não podemos saber, mas para 2018 a chance, se a situação institucional não se agravar, de alguém com um modelo realmente progressivo com menos estado, mais concorrência, mais racionalidade na gestão pública (algo que nós dois concordamos) ganhar é muito pequena.

      2- Eu não tenho a menor dúvida disso, e estamos de completo acordo. O ponto foi apenas endereçado para quem associa tributação com escravidão. Sua mesma mensagem dá a entender que são diversos outros fatores a se considerar e não apenas a tributação. Apenas uma ressalva. A taxação sobre o lucro não é nesse patamar, principalmente se considerarmos a intenção sobre dividendos, bem como juros sobre capital próprio. Muitas das análises que falam sobre a tributação do lucro no Brasil, não leva isso em consideração. Mas de acordo que nosso país é disfuncional.

      3 - Eu concordo contigo parcialmente. Creio que uma diversificação é saudável e bem-vinda, ainda mais para patrimônios mais robustos.
      O risco de tributação de FII não é um risco, é algo natural que vai acontecer no Brasil, pois não faz sentido tributário algum.
      Nós sabemos como a renda é tributada de forma pesada em países desenvolvidos.
      Além do mais, os juros reais no Brasil são muito altos, e na minha opinião, mais do que compensam os riscos de se investir no Brasil. E sim, creio que apenas investir em títulos do governo do Brasil, com essa dívida bruta subindo e sem qualquer consenso político e social para reformas estruturais, possa sim ser um erro. Por isso, a necessária diversificação em vários ativos a nível nacional.
      Continue fazendo o belo trabalho de trazer informações relevantes para nós investidores amadores sobre como investir no exterior.

      Abraço!

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    2. obs: isenção dos dividendos

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    3. "E sim, creio que apenas investir em títulos do governo do Brasil, com essa dívida bruta subindo e sem qualquer consenso político e social para reformas estruturais, possa sim ser um erro. Por isso, a necessária diversificação em vários ativos a nível nacional."
      Desculpe a ignorância, mas diversificar como? Se o Tesouro quebrar não quebra tudo?

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    4. Olá, colega. Não necessariamente.
      Caso o descontrole permaneça e o Brasil não faça os ajustes necessários, é muito provável que o ajuste fiscal venha via inflação. Isso ocorreu na Argentina, com juros reais negativos nos títulos públicos argentinos. Logo, é necessário diversificação em várias classes de ativos como imóveis, ações, FII, etc.
      Se procurar um artigo meu sobre juros reais brasileiros e mercado imobiliário argentino, irá ver que os imóveis argentinos resistiram à inflação, já que mantiveram o seu preço mais ou menos estável em dólar, enquanto os credores da dívida interna argentina sofreram perdas consideráveis em seu poder de compra.

      Portanto, a diversificação é importante sim.

      Abraço!

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  6. Muito bom soul, concordo plenamente em tudo no artigo. tenho esta mesma visão, mas seus comentários e gráficos foram ainda mais esclarecedores para confirmar meus pensamentos.

    Mantenho cerca de 5% do meu capital (menos de 2% do patrimônio total) em conta nos EUA, buscando a preservação do poder de compra naquela moeda justamente para viagens e gastos em USD. Eventualmente sirva como um "porto seguro" em caso de uma tragédia em nosso país. Como todo seguro tem um custo, eu abro mão da rentabilidade real desta porção do patrimônio.

    Boa aventura na Mongólia!

    Abraços

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    1. Olá, EI!
      Uma boa estratégia essa sua. Eu quero ir um pouco além e ter uns 15-20% investidos em ativos no estrangeiro.
      Pretendo fazer isso com calma e com uma taxa de câmbio o mais perto possível do patamar "justo".

      Obrigado, amigo.

      Grande abraço!

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    2. Grande Surfista,

      Na verdade se observar bem o gráfico, vai ver que há momentos que o dólar fica distorcido, barato demais, em até 20%-30%. Ali é a remessa pro exterior matadora!

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    3. Acho que o melhor porto seguro em caso de uma tragédia é ter ativos reais como parte do patrimônio, como imóveis físicos e ouro. Se essa tragédia for de proporções apocalípticas, o melhor ter armas e comida em casa.

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  7. Você não tem queixo, Soul?

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    1. A última vez que conferi, o meu queixo estava por aqui:)

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    2. Hahahaha!!! O Surfista de perfil parece com o Noel Rosa! :-)))

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  8. PF,

    Parabens pelo artigo .. muito bom mesmo.

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  9. Olá Soul,

    Como leigo ainda tenho algumas dúvidas. Esse "Índice da Taxa de Câmbio Real" seria a mesma coisa que o cálculo feito no Mises? Pega-se a inflação do Brasil durante o plano real e divide pela dos Estados Unidos no mesmo periodo, é isso mesmo? Lá foi utilizado o IPCA, após o IGMP que deu um valor maior e por último a média entre esses dois.

    Você como investidor se aproveita dessas variações no câmbio nominal? Pois observando o gráfico ficamos 7 anos com o valor abaixo do real (2009-2014), alguém que tenha comprado dólar em 2009 para fazer trade só teria um resultado positivo após alguns anos, por algum motivo o cambio mantinha a taxa nominal baixa.

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    1. Olá, colega. Pelo fim. Ultimamente, ando aproveitando apenas a viagem. Não tenho pretensões de fazer grandes trades e ganhar dinheiro com isso. Apenas lido com imóveis para esse tipo de tentativa.
      Claro, por isso foi destacado inúmeras vezes no texto, e nos textos do IMB, médio e longo prazo, que se mede em vários anos.
      É possível que tenha. Guerra do Iraque? É a explicação do IMB. QE e suas várias rodadas? Talvez, quem sabe. Não tenho pretensão de saber, mas no médio-longo prazo as duas taxas tendem a convergir.
      Nem mesmo o Gestor do Fundo verde acertou precisamente o timing. Ele teve um ano abaixo do CDI, pois tinha muita exposição ao câmbio. Entretanto,a paciência dele foi recompensada nos últimos dois anos.

      Sim, é assim mesmo. O do BC sai de um índice de 100 quando da conversão para real. Como isso foi feito convertendo a URV (que nada mais foi do que indexação em dólar) é bem preciso.
      Eles fizeram variações, pois não podemos saber precisamente qual índice de inflação é o mais preciso para medir o poder de compra de uma moeda. Por isso, variações entre 5 a 10% podem ser normais. Quando há variações muito mais bruscas do que isso é que pode ser um indicativo de que algo está "fora da ordem".

      Abraço!

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  10. Boa noite, Soul

    Belíssimo artigo este como todos os outros escritos por sua autoria neste excelente blog,
    Soul você ja atingiu a IF acho muito nobre da sua parte descrever essas suas aventuras viagens a lugares longilíneos e inóspitos normalmente na blogsfera vejo postagens falando apenas de finanças e quando entro neste aqui sempre me surpreendo com temas diferenciados meus parabéns continue trabalhando com estes temas.
    Você mesmo não estando no Brasil conseguiu acompanhar esta alta no IBOV e IFIX impressionante como em 6 meses muita coisa pode mudar quais suas perspectivas diante deste cenario para o futuro do IFIX
    Sempre acompanhei seus posts como anonimo agora criei um blog e iniciei minha caminhada para a IF e coloquei minha estrategia assim que você tiver disponibilidade de um pulinho la para dar uns pitacos no me blog

    Obrigado desde já meu amigo

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    1. Olá, colega!
      Primeiramente, parabéns por criar um blog. É preciso certa resolução para colocar os seus pensamentos para o público mais amplo. No processo, se você persistir, você verá que aprenderá muita coisa no caminho, sobre investimentos, mas principalmente sobre você mesmo. Desejo boa sorte.

      Sobre a pergunta. Olha, eu gosto de pensar sobre os princípios, analisar a conjuntura, mas eu não sou muito bom em dar palpites sobre precificação.
      Agora, quando revistas começam a falar sobre investimento em ações, isso costuma ser um bom indicativo de que o boom mais expressivo pode já ter passado. Vi um link pago da Empiricus, onde eles falavam de um Tsunami de alta no Bovespa.

      Sério mesmo? Déficit primário de quase 200Bi para 2017, inflação absurdamente alta mesmo com o país andando para trás, presidente interino e se for confirmado possui 7-8% de popularidade (o que dificulta a aprovação de qualquer coisa significativa), etc.
      Esses são sinais que mostram que a situação é difícil no Brasil.
      O que está acontecendo é que o mundo todo está pagando muito pouco de retorno. Juros negativos, yields de REITs (fii americano) de 2.5%aa, etc, faz com que o país, mesmo com a atual bagunça, seja poupado de um choque muito pior.
      Como minha exposição em ações e FII é bem pequena em relação ao meu portfólio, eu não me preocupo tanto. Porém, ver PQDP a mais de R$2.000,00, quando comprei há poucos meses a R$1.1,xx, NSLU a R$240,00, FCLF a R$1.600,00, faz me pensar se não é hora de vender.

      Abraço amigo!

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  11. Excelente texto Soul.

    A série temporal do Banco central é "11753 - Índice da taxa de câmbio real (IPCA) - Jun/1994=100 - dólar americano"

    O passo a passo para acessar esta série é:

    1) Acessar a área de série temporais do BACEN (http://www.bcb.gov.br/?serietemp)
    2) Clicar em "Acesso ao Sistema de Séries temporais"
    3) Na página "Início -> Consultar séries -> Localizar séries" clique no tema "Setor externo"
    4) Selecione o subtema "Taxas de Câmbio - > Taxas de câmbio reais e efetivas"
    5) Selecione "11753 - Índice da taxa de câmbio real (IPCA) - Jun/1994=100 - dólar americano" e clique em "Consultar séries"
    6) Indique o periodo desejado e clique em "Visualizar Valores"

    Boa viagem e Grande abraço.

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    1. Olá, Investidor AM.
      Muito obrigado pela explicação passo a passo. De grande valia para todos.
      Uma coisa que quero explorar mais são essas diversas séries do BC, muita informação interessante.
      Abraço e obrigado!

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    2. Valeu Investidor AM segui seus passos e fui no site do BACEN e consegui gerar o gráfico.

      Muito bom!!

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  12. Camarada Soul, excelente artigo, exatamente como penso. Eu penso que o dólar é mais uma forma de proteger dinheiro do que investimento. Uma vez li um artigo (acho que no clube dos poupadores) que fala sobre investir em dólar ou em renda fixa. O artigo mostra que com o passar dos anos a renda fixa rende mais que o dólar, o problema é que as pessoas são imediatistas e adoram acreditar nas noticias do dia a dia em jornais que sabem de tudo.
    No momento estou ganhando em dólar e estou repassando 90% do que ganho para o Brasil. Diversificar investimentos é fundamental no meu ponto de vista.
    Acho bom ter dinheiro em dólar nos EUA e rendendo alguma coisa por lá pois isto te garante ao menos poder de viagem no futuro kkkkk, enquanto as pessoas ficam reclamando da crise e da alta do dólar, eu praticamente não sinto isto e viajo do mesmo jeito. Quando o dólar estava quase 4 reais lá estava eu em LA, San Diego e Vegas com minha filha em um conversível. Crise? que crise? tudo depende de como você gerencia todo o seu patrimônio.
    Falando em imóveis, já possuo o meu e estou construindo 3 flat na praia para alugar. Resumindo, diversificação!
    Quanto à viagens,. parece que somos bem partidos, adoro viajar e conhecer lugares diferentes, estou pensando em fazer mais comentários sobre minhas viagens no meu blog, dá uma conferida lá depois www.buscandooprimeiromilhao.blogspot.com.br , atualmente estou no Saara Ocidental entendendo um pouco do conflito entre Marroquinos e a Frente Polisário.
    Vou te adicionar na minha blogroll, se achar meu blog digno, por favor, me inclua no seu.
    Abraço!

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    1. Olá, colega! Grato pelo comentário. Peço desculpas pela demora em responder.
      Califórnia? Lá é demais. Os meses que vivi em San Diego foram excelentes. Está aí um lugar que moraria e criaria eventuais filhos, se eu tiver um dia.

      Concordo contigo. Fico feliz que já esteja em fase avançada de acumulação de patrimônio. Diversificado, com imóveis físicos, parabéns!

      Você está na África atualmente? Tenho que ser sincero e dizer que nunca ouvi falar da frente polisário. Vou procurar algo a respeito quando tiver um tempinho.

      Abraço!

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  13. Grande Soul, valeu pela menção e que bom que vc está bem. Eu tinha ficado preocupado de verdade, além de perigos externos ainda tem as coisas de saúde como desidratação, infecção intestinal, ou algo do tipo, quando voltei aqui tinham 2 posts novos, muito bom! O mais impressionante nessa sua viagem bastante peculiar é ter sua mulher do lado e topando essa aventura toda (é bem difícil arrumar uma mulher parceira pra encarar aventuras desse tipo, a maioria só quer ir pra resort caro ficar parada na piscina bebendo e comendo). Ou seja, vc é um homem de sorte.

    Bem sobre a Dinamarca não sei que dados foi esse que vc pegou, na verdade a Dinamarca é um dos países que MENOS cobram impostos sobre empresas industriais médias (em média 15%) enquanto que o Brasil cobra quase 69% (em se falando de impostos pagos em relação ao lucro líquido) considerando toda a cadeia. Isso estou lhe falando peguei do próprio banco mundial e inclusive fiz um post sobre isso. Outros países que MENOS exploram as empresas são Cingapura, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Hong Kong. O Brasil na verdade é o PIOR nesse sentido. A carga tributária total em cima das empresas brasileiras é o maior absurdo que pude constatar de acordo com o estudo do banco mundial.

    Sobre o Leandro Karnal comecei a gostar e já desgostei.
    Mais especificamente quando ele se posicionou contra o Escola Sem Partido. Um projeto que acho muito importante e necessário ao nosso país.
    Eu tenho testemunho pessoal de como minha turma foi doutrinada por Marxistas e Socialistas lá pelos idos do ano 2000. Eu estudava num CEFET, nossos professores quase que nos obrigavam a fazer campanha pro Lula, nos davam bottons, e sim, fizeram lavagem cerebral TODOS os alunos. Quem estudou num CEFET na vida sabe do que estou falando, quem estudou em escola pública no ensino fundamental também (meu caso). Universidade eu fiz federal na área de saúde e era bem menor. Meu irmão fez Direito numa federal também, nem preciso dizer que todos os alunos foram doutrinados pela esquerda na universidade, isso ele mesmo fala, e o sonho de todos é passar em concurso e ser funcionario publico. Deixando de lado os rótulos tenho um amigo muito estudado, poliglota, formado em psicologia, filosofia, com mestrado e doutorado e hoje leciona no Canadá. Ele apenas me disse que na nossa Universidade Federal onde tudo começou (UFRN) inexistem sequer estudos com autores da direita ou conservadores, TODOS os autores estudados e debatidos eram da esquerda, TODOS, isso são palavras dele pois nunca pisei num campi de humanas. Os professores ainda tinham a desfaçatez de tornar autores da esquerda menos da esquerda e ficavam num embate de ultra esquerda x esquerda x centro esquerda ( chamando os últimos de Direita, quando na verdade nunca o foram ). Enfim, hj em dia eu NÃO ACHO que um aluno universitário da graduação tenha maturidade pra enxergar isso de cima, não tem mesmo. O ensino de autores da Direita é praticamente NULO. Já o de autores libertários/libertarianos é praticamente ZERO. E ainda vem o Karnal dizer que "essa coisa de escola sem partido é uma bobagem". Sério mesmo Karnal? O CEFET disponibilizava ÔNIBUS pra gente ir pra comício de Lula quando ele vinha pra cidade, e as bandeiras vermelhas. Não sei por onde o Karnal andava nesse tempo, talvez lendo autores da esquerda achando que eram da direita lá na Unicamp. E ainda um grande P.S.: A Unicamp foi pródiga em produzir seres na área da medicina e saúde coletiva que mais pareciam a reencarnação de Lênin. Essa área é a mais sensível da medicina para isso e é lá que eles dominam sem nenhuma oposição.

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    1. Olá, Frugal! Só posso agradecer pelas palavras e por um comentário tão bem elaborado como esse.

      É verdade. Creio que 99 em cada 100 brasileiras simplesmente surtariam ao ver um típico banheiro no interior da Mongólia. Tenho sorte sua. Viajar junto tanto tempo é muito bom. Claro que rola umas discussões, pois a convivência é quase 24 horas, mas é bem engrandecedor.

      Foi uma relação entre carga tributária e PIB. A Dinamarca é o país com maior carga tributária disparada no mundo (quase 50%). Se apesar de ser alta, a tributação é mais eficiente é algo que provavelmente deve ser o caso. Na verdade, foi apenas uma leve “provocação" a quem associa tributação com escravidão.

      Você tem toda razão que o sistema tributário brasileiro é disfuncional e penaliza a produção. Por outro lado, é pródigo, ao menos para padrões internacionais, no tratamento da renda e da propriedade. Eu vi o gráfico que você me enviou, e achei muito estranho. Quando se fala em imposto sobre o lucro, geralmente se fala sobre o imposto de renda. No caso brasileiro, talvez faça sentido falar da CSLL também. Será que o Banco Mundial está considerando todos os tributos que incidem na produção? Se for isso, tecnicamente é incorreto dizer que é uma tributação sobre o lucro e não se pode falar que quase que 70% do lucro é tributado. Agora, isso pode mostrar como o processo produtivo é tributado de forma maluca no país. Dos países que você citou, podemos ignorar os países da península Arábica que nadam em dinheiro do petróleo. Os outros dois na verdade apenas um é um país independente: Cingapura. Já estive lá duas vezes, e é uma cidade interessante. É basicamente uma cidade, não um país e extremamente favorecido pela posição geográfica e ascenção nos últimos 30 anos do leste do mundo como força motriz do planeta. O outro H.Kong tive o prazer de visitar esse ano. Pertence a China e em 2047 volta ao domínio total chinês. Acredite em mim, Hong Kong não é parâmetro para se refletir sobre o mundo e como lidar com os diversos problemas.

      Sobre o Karnal ainda não tive a oportunidade de assistir até o fim e não vi essa parte da entrevista. Eu creio, como você, que escola é um lugar onde ideologias partidárias políticas deveriam ter um peso zero ou ao menos muito pequeno. Assim, apenas pela frase, eu não concordo com o L.Karnal nessa. Agora, se ele quis dizer que é impossível que um professor seja neutro ao lecionar, daí eu concordo. Ninguém é neutro. Você ao falar sobre o mundo, ou discorrer sobre algum tema, provavelmente de forma inconsciente ou não o fará de uma forma que seja coerente com seus valores e ideias sobre o mundo. Com professor não é diferente. Entretanto, um bom professor deve saber até onde pode ir sem comprometer ou influenciar indevidamente o aluno, principalmente jovens alunos.
      No mais, como dito no texto, o Karnal não é o arauto do conhecimento, mas ele traz reflexões interessantes sobre muitos temas como inveja, ódio, maldade, etc. Não deixe que uma opinião contrária num tema qualquer o impeça de assistir ótimas palestras dele.

      Abração!



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  14. E aqui vai o link do estudo do Banco Mundial pra vc dar aquela conferida:

    http://data.worldbank.org/indicator/IC.TAX.TOTL.CP.ZS?end=2015&start=2005&view=chart

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  15. Soul, e esse dólar caindo? Tem algum pensamento sobre a situação? Pelos cálculos o preço está baixo considerando a inflação.

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    1. Olá, colega. Como dito no texto, movimentos de curto prazo podem ter inúmeras explicações, e há vários analistas dando muitas.
      O que posso dizer, é que quanto mais o dólar se distancia do valor de paridade, e quanto menor é a taxa de juros real de um país, tanto é melhor vender ou comprar essa moeda.
      O dólar a este valor, começa a se tornar um investimento interessante, principalmente para quem já tinha ideia de comprar essa moeda ou investir no exterior.

      Abraço!

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  16. Muito legal essas matérias do USD, já tinha lido a matéria do Mises, mas tua explicação, o link do BCB e o relatório do Credit Suisse foram de grande valia. Obrigado!
    Deixo aqui os links atualizados:
    BCB Série Temporal:
    https://www3.bcb.gov.br/sgspub/localizarseries/localizarSeries.do?method=prepararTelaLocalizarSeries

    Yearbook 2017:
    https://www.credit-suisse.com/corporate/en/articles/news-and-expertise/credit-suisse-yearbook-2017-201704.html

    Abs

    Alessandro

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