terça-feira, 19 de maio de 2015

FINANÇAS - CRESCER OU MANTER O PATRIMÔNIO? EIS A QUESTÃO

   Olá, colegas. Hoje escrevo um pouco sobre finanças, afinal o nome do blog possui alusão a finanças (talvez eu tenha que mudar). Ultimamente (já alguns meses), venho escrevendo sobre temais mais abstratos. Tenho que confessar que prefiro assim. Finanças, dinheiro, economia, são assuntos interessantes, mas não são os mais instigantes para mim. O escritor do livro "A Lógica do Cisne Negro" escreve expressamente que ganhar dinheiro é uma habilidade secundária em ordem de grandeza. Taleb diz que entrou para o mercado financeiro com o intuito de ter dinheiro para literalmente dizer "foda-se" (ele diz textualmente essa palavra). Conforme o autor do famoso livro, os interesses humanos pela verdade, ciência, etc, são muito mais elevados do que interesses motivados simplesmente por aspectos financeiros. Eu concordo com ele. Por isso, Buffett, Lemann, etc, não significam muita coisa para mim do ponto de vista humano. Eles podem ser seres humanos maravilhosos, mas eu me inspiro mais em pessoas como Carl Sagan, Sérgio Viera de Mello (esse brasileiro desconhecido por quase todos), Yunnus, Gandhi, Einstein, etc.

 A habilidade de ganhar dinheiro é apenas uma habilidade derivada da nossa necessidade de sobrevivência. Para mim, a história de uma mulher que foi estuprada por 40 homens ao mesmo tempo, teve três dos seus cinco filhos assassinados, habitando um país esquecido e desolado como a República Democrática do Congo, e mesmo assim consegue sobreviver, sorrir e criar os seus outros dois filhos, é uma história muito mais extraordinária do que alguém que saiu de uma família mais humilde e construiu uma rede de padarias de sucesso, por exemplo. São histórias de sobrevivência humana, e metade da população humana, mais de 3 bilhões de seres humanos, vive com menos de dois dólares por dia, e a história dessas pessoas, a capacidade de sobrevivência, me impressiona mais do que a habilidade eventual de ganhar dinheiro num país de renda média como o Brasil. 

 Feitas as devidas digressões, foco no tema do presente artigo. Ultimamente, pelos blogs que às vezes acompanho, poucas postagens estão sendo feitas sobre temas relacionados estritamente ao mercado financeiro. Pois bem. O colega Além da Poupança escreveu um artigo sobre mais uma simulação, usando vários métodos. Como sempre a postagem foi interessante. Entretanto, ao passar pelos comentários, o que me chamou a atenção foi para uma resposta do colega do blog Di Finance (um dos blogueiros que se mantém fiel à tradição de focar em textos sobre finanças, o que é bom em minha opinião). Eu não sei dar control C e V nesse sistema operacional, mas o blogueiro dizia textualmente que finalmente tinha entendido a mensagem de Buffett sobre o mercado e que o mesmo serviria apenas para manter o patrimônio acumulado, não para multiplicá-lo, pois do contrário seria muito arriscado.  Gostaria de refletir um pouco sobre os diversos conceitos e ideias existentes na afirmação citada alhures.  Os comentários a seguir são feitos apenas com o intuito de reflexão e em maneira nenhuma constituem uma provocação, continuo acreditando que a melhor forma de evoluirmos é questionando conceitos, ideias, etc.

 Primeiramente, eu penso ser temeroso achar que, a não ser que o indivíduo em questão tenha expressamente dito, falar que entendemos o que alguma pessoa pretensamente quis dizer. Se é difícil com uma pessoa conhecida, imagina saber o que um dos maiores investidores financeiros de todos os tempos realmente pensa sobre o mercado. Isso é tarefa para um biógrafo que realmente se debruça sobre a vida do investidor em questão. Entretanto, é possível que uma pessoa realmente tenha captado o que alguma personalidade do mercado realmente pensa.

 Então, o mercado deve ser utilizado apenas para a manutenção do patrimônio? Se isso é verdade, e a pessoa acredita nisso, então a estratégia é simples. Qual o ativo, para qualquer investidor internacional, tem-se mostrado resiliente ao longo do tempo como forma de manutenção do valor? Sim, o vil metal poeticamente descrito por Shakespeare: o ouro. Há ciclos, há momentos de euforia e depressão, mas em longos períodos o ouro tende a ser uma ótima forma de manutenção do poder de compra de uma pessoa, ou seja o patrimônio é mantido. Assim, a pessoa deve apenas focar nos aportes e na taxa de poupança. Se ganha 3 mil, tentar ganhar 10 mil. Se ganha 10 mil, talvez tentar ganhar 20 mil. Se economiza 30%, talvez tentar economizar 50%. Encontrar uma forma segura e eficiente para se investir em ouro e a estratégia está montada.

 Porém, será que é assim que funciona? Primeiramente, nenhum doutrinador de finanças irá dizer, até porque contrário aos resultados históricos na esmagadora maioria dos países, que o mercado é uma forma apenas de manutenção do patrimônio. O próprio Buffett é a antítese dessa interpretação, pois ele é o mago da multiplicação do patrimônio sobre sua responsabilidade. Além do mais, a afirmação contesta o princípio básico de valor do dinheiro no tempo. Explico-me no próximo parágrafo.

 O motivo mais aceito sobre a existência de juros é a questão da preferência temporal. Se vou abrir mão de um consumo hoje, faz sentido que eu consuma mais amanhã, esse meu esforço de não consumir hoje deve ser recompensado, isto é remunerado. Quem já viu vídeos sobre o famoso teste do marsmallow com crianças, conseguirá entender a questão da preferência sobre o adiamento do consumo. Atualmente, devido à existência de juros nominais negativos em títulos não apenas de curta mas de longa maturação de alguns países europeus, há alguns questionamentos sobre se essa premissa em relação aos juros é correta ou não. Há textos interessantes no site do Instituto Mises Brasil sobre o assunto e eu sugiro a leitura, já que não é o foco desse artigo. Partirei da premissa que o consumo adiado deve ser recompensado, ou seja a poupança acumulada deve ser de alguma maneira remunerada.

 Se o capital acumulado deve ser remunerado, parece uma conclusão óbvia que o mercado é uma maneira natural de crescimento do patrimônio, e não apenas de manutenção do mesmo,  já que o capital acumulado, ou seja a poupança, deve ser remunerado (sobre o assunto, diversos textos do Mises e o Livro do Piketty são dois nortes para visões com perspectivas diversas sobre o tema). Se assim não  o fosse teríamos que admitir que não há a questão de preferencia temporal. Logo, se alguém possui capital acumulado, é natural que haja remuneração desse capital. Se há renda do capital e a mesma não é totalmente consumida, mas parte reinvestida, então o patrimônio deve necessariamente crescer e não apenas se manter.

 Porém, a questão principal não é nem o aspecto teórico discutido nos parágrafos acima, mas sim outra questão mais prática e tangível: o risco. Poetas escrevem de maneira muito peculiar sobre a ideia de que uma vida sem riscos não vale a pena ser vivida. Pensem, caros leitores, em algumas conquistas suas, ou histórias divertidas, e reflitam se não envolveu algum tipo de risco (nem que seja o risco de ser "ridicularizado" por outros).  Eventuais empreendedores, creio não haver muitos leitores empreendedores desse blog (acho que preferem blogs de empreendedores como o Corey e o Rover), podem responder se as eventuais histórias de sucesso não envolve certo tipo de risco. Até um guru de avaliação de ativos como o Damodaran diz em seus ótimos textos do seu blog que a partir de certo limite não se pode mais estimar muita coisa, e que uma certa dose de risco sempre estará envolvida. Logo, o risco faz parte da nossa vida. É evidente que devemos tentar mensurar os riscos que valem ou não a pena correr. Porém, uma vida mais significativa, e falo aqui num escopo muito maior do que apenas finanças, necessariamente apresentará mais riscos do que uma vida mais "acomodada".  Aliás, assumir riscos é o que leva à humanidade para frente, nos faz evoluir.

 E se o risco se materializar de forma negativa e realmente um evento ruim acontecer? Bom, se não for o risco de morte ou de ficar com alguma incapacidade física severa, eu pergunto e daí? E se for para pessoas jovens, o meu "e daí?" será ainda mais enfático. Foi abrir uma loja, não deu certo, perdeu dinheiro, levante-se de novo. Foi prestar um concurso não passou, tente de novo. "Soul, eu entendo e concordo, mas riscos financeiros do mercado não são diferentes?" alguém pode pensar. Sim, claro que são. É por isso que eu descobri uma estratégia mais confortável para mim, mexer com certos tipos de investimentos onde eu tenha mais capacidade de mensurar os riscos e retornos associados. Também acredito, e talvez tenha sido essa a mensagem, apesar de não ser a literalidade do escrito, do Di Finance, de que enriquecer facilmente, multiplicar diversas e diversas vezes o patrimônio, em pouco tempo com produtos financeiros seja uma ilusão. É verdade, também acho. Porém, uma taxa real de crescimento de "apenas" 4% aa faz com que o patrimônio em aproximadamente 36 anos  (época de uma geração) multiplique por 4. Pode parecer pouco, mas o meu pai sempre me falou isso, e hoje eu consigo entendê-lo melhor. Se a pessoa tiver dois herdeiros, eles serão duas vezes mais ricos do que a geração anterior. Isso é multiplicação do patrimônio e é como os países ricos se tornaram ricos e como muitas famílias se tornaram ricas e permanecem ricas. Se a taxa for de 6% aa, o patrimônio será 8 vezes maior, e os herdeiros 4 vezes mais ricos.  Assim, a poupança acumulada pode sim fazer uma diferença enorme para gerações futuras ou para longos períodos de tempo.

  Portanto, em minha opinião, os mercados não são instrumentos apenas de manutenção do patrimônio. Além do mais, riscos não são para ser evitados a todo custo. Riscos desnecessários talvez, não qualquer tipo de risco. A vida fica muito mais colorida quando nos arriscamos. Falando em risco, amanhã vou de skydive a mais de 15.000 pés, risco desnecessário? Eu acho que não, penso que será uma experiência fantástica.


Será que vale a pena correr riscos? Será que o maior risco de pessoas que possuem o mínimo existencial assegurado não é levar uma vida abaixo, em alguns casos bem abaixo, do seu potencial? 

Abraço a todos!

42 comentários:

  1. Soul,

    obrigado por levantar o tema, o mesmo é importante. Mas creio que esteja enganado em sua conclusão. Converse com algum gerente de banco SÉRIO e se ele for sincero com você, irá dizer algo do gênero:

    "O dinheiro que você deixar aqui é para que nós possamos manter o poder de compra. A multiplicação do seu patrimônio dependerá do seu trabalho."

    Ao contrário do que você mencionou, esta manutenção não é nada simples.

    Você começa citando Taleb e depois faz previsões de tendência baseado numa séria histórica, rsrsrsrsrsrsrs:
    "mas em longos períodos o ouro tende a ser uma ótima forma de manutenção do poder de compra de uma pessoa."

    Então isso vai durar para os próximos 40 anos?

    Inclusive, o próprio ouro de 2011 pra cá (ali uns 1.700) já caiu 30%. Passaram-se 4 anos e alguém com a "simples alocação 100% em ouro" já tomou um fumo de 30%. Só para essa pessoa (ou suicida) igualar o patrimônio nominal ele precisa de uma alta de quanto? 1/0,7 =~ 42%.

    Ou seja, passaram-se 4 anos e o que ele conseguiu na área de investimentos foi -30%. De onde agora que ele vai arrumar +42%? ps - se souber, me avise!

    E nem falei da inflação!

    Se fosse simples, vamos todos de ouro, afinal de contas "é simples"!

    Bom, não é nada simples. Vamos de títulos do governo? Se a economia anda mal das pernas, teria sido melhor investir em moedas fortes (dólar). Então vamos direto de dólar!
    Também não: se a economia vira e anda forte, o dólar perde.

    E veja, eu não disse em NENHUM momento que não é para tomar risco. Até pelo fato de que em economia é tudo relativo. Se você perde um bonde, pode ficar pra trás, mesmo tudo dando certo.

    Investimentos tratam-se de tomar decisões sobre o que fazer se as coisas derem ERRADO.

    Os investidores tendem apenas a olhar para as coisas dando certo. Quando você pensa que vai comprar um FII e o mesmo vai gerar renda por décadas e com isso assegurar uma renda e etc, etc, etc, já está contando com o cenário que irá dar tudo certo.

    O raciocínio é justamente o contrário: e se eu comprar o FII e o prédio explodir como agora aconteceu no RJ (e ele cair)? E se o governo inventar uma taxação maluca de 50%? Desta linha de pensamento que surge o gerenciamento do RISCO...

    Vejamos uma situação comum, nosso investidor quer se expor à Renda Variável e fica 100% alocado na mesma. Já um outro resolve montar uma alocação 80% em RF e 20% em RV.

    Imaginemos então os 2 cenários: o que dá certo e o que dá errado e considerar uma RF subindo 2% reais. Neste cenário a RV sobe também 6% reais. Já no cenário ruim, a RV cai 6% reais. Após 20 anos, teremos:

    Cenário Positivo:
    RF = +48%
    RV = +220%

    Cenário Negativo:
    RF = +48%
    RV = -70%

    Para o investidor com patrimônio de 1milhão, é a diferença entre estar com 300mil ou 3,20 milhões.

    Já para o que fez a alocação, teria o patrimônio oscilando entre 1,24milhões e 1,82 milhões.

    Uma coisa é fato: não conseguimos prever o futuro.

    Mas aí eu pergunto pergunto: em qual das estratégias cumpriu-se, em TODAS AS SITUAÇÕES, o que Buffett prega - "Não perca dinheiro" ?

    Deixo um texto para reflexão:
    http://www.fundamentus.com.br/pagina_do_ser/perdedor.htm

    []s!

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    1. Olá, Márcio. Grato pelo comentário. Permita-me responder em tópicos.

      a) Citei apenas o Taleb para dizer o que ele pensa sobre interesses humanos. Parece-me que você o utilizou no sentido de não se poder traçar cenários futuros baseado em eventos passados. Veja, Márcio, esse não foi o tópico. Porém, adentramos no conteúdo. Eu não li o último livro dele "Antifrágil", mas eu não lembro dele ter escrito contrariamente a certos fundamentos financeiros, pelo contrário. Lembro de uma parte onde ele diz expressamente que com 80-85% do seu patrimônio você deve fazer o básico (alocação, diversificação interna, bons ativos, etc) e com o resto se expor a eventos improváveis que podem fazer você ganhar muito dinheiro e não se expor a eventos que possam fazer você perder muito dinheiro. Assim, precisamos ter certo cuidado ao achar, pelo menos em minha visão, que ele escreve como se não fosse haver amanhã e estamos sempre à beira da falência por um evento improvável, porque isso não é verdade;
      b) O ouro tem uma série histórica muito antiga, talvez a mais antiga entre os ativos financeiros. Sempre foi considerado como uma reserva de valor. Porém, como dito no texto, há momentos de euforia, depressão, etc, mas no longo prazo ele tende a ser uma reserva de valor. O seu exemplo foi de um único aporte antes do mini-crash dos últimos anos. É até por isso que os aportes devem ser periódicos, se não podemos antecipar movimentos futuros. Porém, creio que na mesma postagem do Além, você discordou e disse que aportes periódicos apenas vão fazer você ficar com um PM que pode estar abaixo ou acima da cotação atual. É verdade, mas o risco é minimizado de um único aporte num momento de cotação esticada. A toda evidência isso não quer dizer que esse vai ser o comportamento daqui para frente do ouro, mas ele inverteria uma tendência histórica de reserva de valor e seria estranho num cenário onde os BC colocaram dinheiro-papel como se não houvesse amanhã nos mercados como nunca antes visto;
      c) Márcio, a razão de eu ter relativo sucesso em meus investimentos imobiliários, é que só me interessa o cenário pessimista. Eu não me preocupo com as coisas dando certo, nem perco tempo. Se derem certo, quer dizer que deu certo. Se derem muito certo, quer dizer que ganhei muito dinheiro. Eu penso no cenário pessimista sempre, essa sempre foi a minha forma de pensar, seja finanças, seja em outras escolhas, assim eu concordo contigo que temos que ter esse modelo mental:
      d) Sobre FII. Olha, acho que temos que discutir de maneira mais específica. Se um prédio cair, há seguro, e há o terreno que há VP. Se a pessoa possuir 20-25 FII são centenas de prédios. Todos eles vão colapsar ao mesmo tempo? Se isso ocorrer, será que não estamos num cenário mad max, e não vai importar muito a sua alocação ( a não ser que possua diamantes que caibam num bolso?). O risco maior é a tributação, e desse risco nenhum investimento feito dentro de um país escapa, pois quem manda é o governo.
      e) Eu também partilho da ideia de alocação, então concordamos. Mas o texto não foi sobre isso, foi sobre a multiplicação de patrimônio. Talvez você esteja contando em anos, mas em gerações o efeito é enorme, e os países ricos são exemplo disso.
      Se o capital não for mais remunerado, e tudo derreter ao mesmo tempo por vários anos, a qualidade de vida humana vai cair Márcio, não adianta estar posicionado em nenhum papel, muito menos em derivativos, pois estes seriam os primeiros a não valer nada numa crise financeira profunda de vários e vários anos.

      Tudo no fundo terá um risco. Qualquer coisa. O que não podemos é ficar paralisados pelo risco e não tomarmos atitudes que possam nos trazer uma vida mais significativa no geral, ou um resultado financeiro melhor (falando apenas em dinheiro).

      Ah, e por último. O Brasil é o país dos juros reais estratosféricos. Quem poupa no Brasil, muito dificilmente estará numa posição pior em décadas no futuro, muito menos a geração posterior.

      Abraço!

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    2. Soul, permitam-me:

      a) Ao citar Taleb, então é de se esperar que você esteja familiarizado com as ideias assim pregadas por ele. E, se fosse o caso, você nunca faria as tais previsões do Ouro. Você, repetidamente, incorre no erro de esperar que as coisas se mantenham como estão, quando ele na verdade mostra que o mundo é dinâmico demais para esperar isso. Você acha que eu sempre falo de um evento catastrófico, quando na verdade alguns poucos eventos médios são suficientes. Acabou de passar no Conta Corrente a situação da Rússia...... rs

      Mas... já imaginou se aqueles mesmos BCs amanhã resolvessem desconsiderar o ouro como reserva monetária de seus países? Inclusive, acho que isso pode ser bem real, já que estão criando um título único e internacional, baseada numa cesta de moedas.... o dólar, ao que parece, pode estar com os dias contados em sua soberania.....

      b) Talvez por não ter uma formação matemática você não consiga ver as incoerências que escreveu aqui. Repetindo: fazer aportes periódicos é, em última instância, ficar com um preço médio em algum lugar entre o início e o fim.
      Se o ativo HOJE está no em alta histórica, parabéns! Há lucro, pois o seu preço médio estará abaixo dele.
      Mas se o ativo HOJE está num fundo, então você está no prejuízo, pois o seu preço médio estará em algum lugar acima dele.
      O resultado é IDÊNTICO ao de alguém que fez um aporte único naquele preço médio.

      Veja o que vc escreveu:
      " É verdade, mas o risco é minimizado de um único aporte num momento de cotação esticada."

      Errado. Pense num ativo como a Ambev, que subiu fortemente. Já considerando reinvestimentos e blá blá blá, ela saiu ali duns 4 em 2009, bateu um pico de quase 9 em dez/2010 e depois seguiu firme e forte. E o ano de 2012 ficou por ali rodando os 14. Numa conta bastante aproximada, quem veio aportando desde 2009, teria o mesmo preço médio de alguém que entrou no pico em 2010.

      Mas é muito fácil falar o que é pico e o que é fundo olhando pro lado esquerdo do gráfico.

      Você por acaso sabe dizer qual é o "momento de cotação esticada" ?

      O IBOV está com cotação esticada?

      Pois é.

      c,d) Não quis falar sobre os FII em específico. O raciocínio é válido para todo e qualquer tipo de renda variável. Mas existem alguns poréns e detalhes mais obscuros sobre esse mercado que você ainda não percebeu... um pouco de inocência... mas ok, eu também não imaginava certas coisas, mas depois que você que elas existem e são reais, é bom começar a colocar um pé atrás. O livro que abriu meus olhos para isso se chama Supermoney.... estou pra fazer um post sobre o assunto, mostrando que essa ideia de "viabilizar e socializar" o lucro de tais empreendimentos está mais para "vamos enriquecer com o dinheiro das sardinhas sedentas por rentabilidade..." rsrsrs

      e) Talvez você não tenha então entendido o que eu quis dizer. Comentei que o mercado NÃO deve ser utilizado para multiplicação de patrimônio. Multiplicação aqui, traduz-se como altas rentabilidades. Ao buscar isso, está incorrendo em MUITO RISCO.

      E um investidor que busca manter o patrimônio, deve buscar baixo risco.

      Eu não disse que ele deve evitar o risco. Mas dei até um exemplo numérico para demonstrar isso. Muito pelo contrário! O risco é NECESSÁRIO...

      Mas vc colocou o risco como se fosse 8 ou 80... aí complica...

      []s!

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    3. Marcio,
      a) Eu citei o Taleb única e exclusivamente pela sua opinião sobre dinheiro. Existem séries históricas, e no texto, bem como na resposta a você, ficou claro que mesmo apesar da longa história do ouro como reserva de valor isso não necessariamente ocorreria no futuro, mas há uma probabilidade razoável que assim o seja. Não entendi a insistência no assunto e muito menos dizer que eu insisto num pretenso erro, está expresso no texto. Talvez você que insista em dizer sempre a mesma coisa. Traduza em fatos específicos a situação da Rússia e a relação com a discussão do tópico, pois assim fica muito solto. Não, Márcio, você não fala de um único evento catastrófico, na verdade eu estou com dificuldades para entender o seu ponto;

      b) Márcio, com a devida vênia está faltando interpretação. Vou relembrar os fatos- 1) você disse que quem entrou antes no mini-crase do ouro está perdendo (com a conclusão de que o ouro não necessariamente será um bom ativo para proteção patrimonial. Já há um erro aqui seu, pois deixei bem claro no longo prazo e é isso que os gráficos mostram); 2 - Então disse que aportes periódicos minimizam esse risco e coloquei exatamente o que você disse (sobre o PM ficar entre a diferença de preços no período do aporte. 3- Você escreve sobre inconsistências matemáticas minha, repetindo o que eu disse. 4- Abaixo da sua resposta você diz que tem que pensar no pior cenário. 5- Ora, o pior cenário é fazer um aporte altíssimo num momento de pico do ativo. 6- Se assim o é, como não podemos saber o lado direito do gráfico, é óbvio que aportes periódicos reduzem o risco de um aporte pesado no pico do mercado. 7- Assim, realmente você tem que se decidir. 8 - Além do mais, presume que uma pessoa terá 30 anos de aportes, não apenas 3-4 anos. Assim, é preciso aumentar e muito esse horizonte.

      c e d) De novo com a devida vênia, sua resposta além de fugir do assunto (de dúvidas que você mesmo levantou) é uma resposta do tipo Kachanga (não vou me estender na história, mas é como uma resposta-curinga que vale para tudo). Primeiramente, falar de um ativo sem conhecer as especificidades deles é temerário. Você levantou uma questão de alguém que não conhece muito o funcionamento dos FII que foi a questão do prédio caindo. A sua outra questão foi mais pertinente e foi já diversas vezes tratada aqui. Respondi objetivamente dizendo que enquanto vivermos sobre um arranjo onde o Estado tem muito poder, qualquer investimento na fronteira de um Estado Específico pode sofrer. Ou você acha que a alíquota do IR para determinadas faixas não pode estar uns 45% daqui uns 10 anos? A isenção de IR dos FII é uma verdadeira mamata. Não tem sentido uma pessoa física pagar 27.5% de IR, e uma investidor muito mais diversificado num FII com dezena de imóveis não pagar. Qualquer planejamento de FII sério deve levar em conta uma possível tributação. Enquanto ela não vier, melhor para quem está acumulando ou já vivendo de renda ou complementando a aposentadoria.
      Eu realmente acredito no que eu escrevo. Sendo assim, o que eu mais quero é ouvir argumentos concretos sobre as desvantagens de FII escritos com conhecimento técnico. Eu sempre procuro falhas nas minhas argumentações ou nos meus projetos, sempre agi assim, e depois na fase adulta vim descobrir que a ciência funciona assim.
      Agora, argumentos como o Jonas, e você os repete aqui, a "banca", "sardinhas", etc, e se eu falar KNRI não saber do que se trata, não saber o portfólio, forças e eventuais fraquezas, não saber diferenciar BBRC de BRCR, então daí é forçar demais a barra. Com certeza em momentos de euforia, e os FII passaram por isso em 2012 e meados de 2013, há muita gente esperta que ganha dinheiro em cima mesmo. Eu fui um que fiz um péssimo investimento em CEOC. Aprendi sobre RMG, aprendi com pessoas mais vivências no mercado imobiliário, e foi uma lição. Como fui conservador minhas perdas são da ordem de menos de 0,1% do meu PL. Ninguém gosta de perder dinheiro, mas foi um aprendizado.

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    4. Escreva um artigo de forma técnica e com dados concretos (dados sobre o mercado imobiliário, pois é um mercado diferenciado, e é difícil falar sobre ele às vezes sem nem ter comprado e vendido um único imóvel) sobre FII, destacando o motivo do spread entre um yield residencial num imóvel próprio e nos FII, que eu serei um dos primeiros a ler e gostarei bastante, pode ter certeza.

      e) Márcio, sugiro que leia de novo a parte final do texto, pois foi exatamente isso que eu escrevi. Apesar da literalidade da sua fala ser isso, não acreditava que você estaria questionando a questão da preferência temporal, mas sim querendo dizer multiplicação de patrimônio em pouquíssimo tempo. Falei no texto, se fosse essa sua visão (o que você confirmou), eu concordaria. Entretanto, destaquei que o mercado, via taxa de poupança, é sim uma forma de se multiplicar patrimônio em longos períodos de tempo ou de geração para geração. É assim que países ficam ricos. Foi isso que aconteceu com a minha Avó, com meus pais e agora comigo. Cada geração foi deixando a geração posterior cada vez melhor. É assim nos países desenvolvidos. Meu pai sempre dizia isso, eu não entendia direito. Mas é a pura verdade. Uma taxa de 4% real deixa os herdeiros, na época de uma geração (sendo dois herdeiros) duas vezes mais ricos. Isso é muita coisa. Se ampliarmos para o Brasil, é como o país ficando duas vezes per capta mais rico em 30 anos, imagina as oportunidades que não são criadas assim, a sociedade muda muito sendo duas vezes per capta mais rica, assim como uma nova geração.
      Situações de 8 ou 80 não foram ditas por mim, quem falou de prédios colapsando não fui eu, nem de pessoas indo a falência da noite para o dia. Que bom, fico contente que saiba que uma certa dose de risco é necessária na vida, principalmente quando se é jovem como é o seu caso.

      Grato pelo comentário, Márcio!

      Abraço

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    5. Soul, seu texto foi claro, didático e lógico, mas conteve um erro elementar: dar início a uma discussão com o dimarcinho.
      Boa sorte.
      Quando terminarem a conversa (após você desistir por cansaço), seu ano sabático estará reduzido a um semestre sabático.
      Que sirva de lição.

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    6. Soul,

      acho que, infelizmente, não podemos continuar a debater o assunto. Aparentemente, eu não entendo o que vc fala e vc não entende o que eu quero dizer. Assim fica impossível.

      Mas gostaria de colocar uma coisa: vc fez um péssimo investimento em CEOC e perdeu a imensa quantia de 0,1% do patrimônio? rsrs

      Sobre os FII, não é necessário um estudo técnico. E também por não ser do meu apetite para risco, não vou perder tempo da minha vida para fazer um estudo bom e técnico que terceiros poderiam utilizar gratuitamente...

      Mas não é estranho que este ano quase não haja lançamentos?
      Se um FII qq agora resolver fechar as portas, vc tem direito de reclamar? Ou vai ter q vender a cota pelo valor 25% abaixo do que comprou?

      Outra: os "argumentos estilo Jonas" não são vazios. Você que não os entendeu. Desculpa, cara. Mas, como disse acima, fica difícil. Leia Supermoney. O livro é simples, a mensagem é simples. E fala sobre o mundo obscuro do mercado financeiro do qual vc está tratando como inexistente ou teoria da conspiração. Inclusive, Marcos Elias e MILK11 mandam um abraço... rs

      Além disso, vc não teceu nenhum comentário sobre o texto do Jogo do Perdedor, posição da qual defendi lá no AdP, em um trecho de frase, e o motivou a escrever este texto... Texto este que foi vc disse ser uma digressão, mas claramente quis contrapor a ideia.

      ps - é realmente temeroso achar que, a não ser que o indivíduo em questão tenha expressamente dito, falar que entendemos o que alguma pessoa pretensamente quis dizer. Principalmente quando são terceiros. Mas nós podemos tudo.

      Sds,

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    7. Márcio,
      Sim, para pontuar que erros são cometidos quando um mercado é aquecido e poucos podem ganhar dinheiro de muitos (sua linha de argumentação e minha fala sobre o CEOC).
      Eu sei reconhecer argumentos bons, mesmo vindo de pessoas que eventualmente até mesmo possam não gostar de mim. Assim, argumentos jonas em relação a esse tópico.
      Bom, se você não precisa conhecer FII para emitir opinião sobre FII, aí realmente complica.
      Exatamente, há boom e momentos de depressão do mercado, nada mais natural. Assim, como a mania de título de dívida soberana high yield na década de 80, dot.com 90, IPOs no Brasil 2006-2007, sim e dai? Qual é o ponto objetivo de sua fala?
      Todos os seus pontos abordados foram respondidos, você fez mais um, e não me furto em responder. Se resolverem fechar o fundo e venda-lo abaixo do VP, isso deve ser aprovado em assembléia. Vai ter que haver uma bela justificativa para vender algo abaixo do VP. Se a justificativa não for boa, pode ter certeza que pode ser questionada judicialmente.
      Além do mais, você sempre ignora esse ponto, você não precisa ter um FII, você pode ter 20-25, com centenas de imóveis. Vão vender centenas de prédio ao mesmo tempo para quem?
      Portanto, ao invés de falar de REITs, falar de negociações de imóveis semelhantes fora dos FII (você acompanha? Há inúmeros imóveis sendo vendidos por valor de m2 muito superior ao valor de mercado de m2 de muitos FII. Inúmeros FII com gestão ativa, HGRE e HGLG, estão vendendo imóveis acima do VP, ou seja o cotista está tendo um duplo ganho).
      Se você não vai fazer um estudo técnico para que outros usem "de graça" é uma escolha sua. Porém, não menospreze quem tenta contribuir com o assunto, mesmo com eventuais limitações, e o faz de maneira gratuita.Há pessoas com experiência prática no mercado imobiliário. Você já comprou e vendeu um imóvel? Não falo de 10-15 imóveis, apenas um, tirante eventual compra de imóvel financiado. Talvez você não tenha experiência prática nesse mercado (que segundo economistas equivale a 50% do estoque de capital do mundo), porém eu considero muito conhecimento teórico. Agora, se nem isso está disposto a fazer. Assim, perguntas objetivas que dariam ótimos artigos técnicos: a) o spread entre o yield do IFIX e de uma NTN-B com maturação média-longa está adequado? b) há razões para spread tão grande entre rendimentos imobiliários de imóveis próprios e rendimentos imobiliários via FII, c) a correlação negativa entre preço de imóveis e aluguéis se observa no Brasil, como eu constatei em outros mercados internacionais?, d) há realmente uma tendência dos aluguéis residenciais e comerciais seguirem ao menos a inflação no médio-longo prazo? e) quais eventuais impactos no médio prazo da sobre-oferta de lajes comerciais, e em certa medida de galpões logísticos, sobre os aluguéis de FII específicos e f) uma análise sobre o comportamento cíclico dos imóveis, algo muito visível nos EUA, e ciclos às vezes de 20 anos de duração.
      Seria ótimo ver opiniões sérias sobre isso. Porém, o argumento "a Banca", "sardinhas" e katchanga nenhuma das perguntas acima precisa ser respondia. Isso realmente não é uma discussão. Posso não ser versado em matemática, o que é uma pena (apesar de pensar em algum dia fazer faculdade de física), porém sobre técnicas argumentativas conheço um pouco.

      Aí é que você só está batendo na mesma tecla. Você cita a MILK11. Ok e qual é o seu ponto objetivo com essa afirmação, sério mesmo?

      Não, releia o texto de novo. As digressões foram os dois primeiros parágrafos, o resto foi a minha opinião sobre determinadas ideias como está claro no texto. Sim, contrapor ideias respeitando é algo que não vejo nenhum mal, principalmente em assuntos não-polêmicos.

      Valeu márcio:) Realmete, não vamos entrar numa espiral de comentários, onde a cada comentário surge 3 novos assuntos.

      obs: não li o texto linkado, qualquer hora leio. Estou fora da minha rotina e há muitas outras coisas para ler sobre o que fazer e as históricas locais, mas obrigado pela indicação.

      Abraço

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  2. Fala Soul!

    Belo texto! Tb estou contigo, os interesses humanos, o aprendizado como um todo, as experiências de vida são muito mais importantes que o ganho financeiro.

    Ganhar dinheiro é relativamente fácil, se vc tem conhecimento, oportunidade e um pouco de capital seja pra investir num negócio ou em ganho de conhecimento, o dinheiro virá por osmose. Ficar rico pode ser difícil, mas se vc tem um mínimo de conhecimento, vontade e capital, ficar pobre é mais difícil ainda.

    Penso assim: todo mundo quer ganhar e ter mais patrimônio, porém o medo acaba fazendo as pessoas focarem na proteção patrimonial, isso acontece cedo ou tarde, mas acontece. Eu mesmo sou exemplo disso: não perder é muito mais importante na minha vida que ganhar mais, por outro lado, perder não me assusta tanto, não é algo que me faria pular da janela. Mais uma vez: ganhar é relativamente fácil, manter é muito mais difícil. Eu opto por manter e ter a opção de ganhar mais, se necessário.

    Abraço!

    Corey

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    1. Olá, Corey. Grato pela visita e comentário. Estou lendo sobre as suas últimas "aventuras" empresariais e estou gostando dos textos.
      Claro, num certo momento a pessoa pensa mais em preservar. Porém, o foco do artigo é que mesmo com retornos baixos, os efeitos para longos anos são brutais.
      Sobre riscos. Veja você. Quer imigrar. Vai para um país que por mais que você fale a língua nunca será como a sua língua materna. Outros costumes, às vezes muito frio. Você vai correr certos riscos, pois não está satisfeito com a sua vida. Você não está deixando eventuais riscos de uma mudança brusca serem impeditivos de uma busca de uma vida mais significativa, e foi isso que tentei passar no texto.

      Também tem receios de perder dinheiro, mas isso não me desespera, pois se mesmo que eu perdesse todo o meu dinheiro em algum desastre financeiro, eu creio que de alguma maneira eu não passaria fome. O ser humano se adapta. Eu há uns cinco anos estava com muitos medos, medos que foram implantados por mim mesmo, pois eu nunca fui de ter receios exagerados. Ainda bem que nos últimos anos refleti bastante, mudei algumas posturas, e hoje creio estar no caminho de uma vida mais significativa.

      Abraço e boa sorte na nova empreitada.

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    2. É isso mesmo Soul, os riscos inerentes a emigração são irrelevantes pra minha realidade, pra outra pessoa pode ser impeditivo. Abraço!

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    3. "Eu fui um que fiz um péssimo investimento em CEOC"

      E se daqui 5 anos o prédio estiver todo alugado e distribuindo bons aluguéis?

      Péssimo olhando neste momento o valor investido e o valor atual, mas não é um prazo muito curto para avaliar? Mas se vc investiu considerando que em julho o imóvel estaria todo alugado então realmente foi péssimo.

      Dias atrás comprei um pouco mais de CEOC considerando que o valor atual está muito abaixo do VP e que daqui uns anos estarei recebendo bons aluguéis. Mas se venderem o ativo fechando o fundo e eu receber um valor abaixo do que eu paguei então foi um péssimo investimento, mas se a cota continuar caindo por mais uns 5 anos e depois começar subir com possíveis melhores de mercado não quer dizer que foi um péssimo investimento nos 5 primeiros anos.

      Desculpe Sô, esta resposta não é para vc, sei que vc tem seus objetivos bem definidos, mas fico vendo por aí muita gente chorando com CEOC, mas são visões de curto prazo, apenas um mimimi chato.

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    4. Olá. UB! Beleza meu amigo? Foi um péssimo investimento não apenas porque o ativo derreteu em relação ao meu PM. FII para mim é investimento de muito longo prazo e tem uma função específica. Foi um péssimo investimento, pois foi um dos primeiros, e eu não analisei corretamente alguns fatores. O prédio ainda existe, é novo, e pode ter dificuldades no curto-médio prazo, mas com certeza há valor nele, e ele pode dar bons retornos em prazos maiores. Entretanto, eu não prestei muita atenção no que o instituto da RMG realmente representa, nem da dificuldade que o setor de escritórios iria passar. Além do mais, o fundo é muito pequeno e não vejo sentido, atualmente, em possuir fundos tão pequenos.
      O HGRE e BRCR estão uns 15% abaixo do meu PM (com dividendos deve estar igualado) e não tenho nenhuma preocupação. Juntos eles possuem dezenas de prédios, estratégias de gestão ativa, e principalmente o HGRE vem fazendo um bom trabalho. Ninguém ainda me veio com uma explicação coerente e técnica como receber rendas de dezenas de imóveis comerciais com abl de mais de 100.000 m2, pode render o triplo líquido do que alugar uma sala comercial de 100m2, onde se ficar vaga o seu fluxo fica negativo, pois terá que pagar as despesas.

      Abraço!

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  3. Soul, a sociedade como um todo está evoluindo. E se temos acesso a Internet (arma anticomunista da Guerra Fria) é por conta de empresários ganaciosos capitalistas. Assim como temos câmeras, celulares, pranchas de surf, carros bons para viajar.

    Podemos pensar que o Capitalismo, apesar de seus defeitos, trouxe inovações que aumentaram a perspectiva de vida, e diminuiu a mortalidade infantil. Pense-mos nas vacinas e outras descobertas.

    Na Europa, no Japão, na Coréia do Sul, as sociedades avançaram tanto em termos educacionais, que as mulheres POBRES chegaram à conclusão chocante de que é "burrice " ter filhos e lançá-los na pobreza. Com isso, o número de aposentados aumenta em relação ao resto da sociedade e os políticos se desesperam por ter de pagar mais e mais aposentadorias.


    Buffet e outros magnatas têm sua importância, assim como a pobre mulher vítima de uma guerra. Todos os seres humanos podem ensinar algo.

    Abs,

    Super Funça, defensor dos funcionários públicos

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    1. Olá,colega. Claro, não estou tirando a importância deles, nem mesmo questionando a nossa forma de se organizar economicamente.
      Uma das melhores formas, realmente, de diminuir a taxa de natalidade é via educação de meninas, nisso você está correto. É uma das melhores formas de se diminuir a taxa de natalidade, bem como a de mortalidade infantil. Li um livro interessante chamado "O Fim da Pobreza" que dedica um capítulo apenas para uma temática.

      Abs

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  4. Gostei do seu post, mas sou suspeito para falar pois já li a biografia do Buffet umas 8 vezes e pretendo ler mais algumas vezes.

    Abs

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    1. Não sei se ´o caso do Anom, mas as pessoas ficam lindo biografias de grandes personalidades tentando encontrar a fórmula mágica. Mas quase ninguém faz o óbvio: "ler a própria biografia". O segredo está nela amigo. Leia e releia mais de 8 vezes.

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  5. Respostas
    1. Olá, Investindo na Meta.
      Grato, colega.
      Abraço

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  6. Falou que vai em uma skydive, tem que ter foto hein Soul HAhahahahaa!

    Cara, é o que eu sempre disse, precisa haver risco para que o gosto seja mais prezeroso... Assim como aqueles que experimentam filé de Baicú onde há uma certa probabilidade de acredito, um em cento e vinte de poder morrer com o veneno.
    Estou correndo um grande risco até voltar para o Brasil, e acredito que este risco valerá a pena em todos os sentidos... A questão é, o que leva uma pessoa a não correr riscos? Medo. E como disse, o medo não é real, o que temos que fazer é aceitá-lo e encará-lo da melhor maneira possível, ou como diz meu amigo, o medo é como um soldado spartano de papel, ele te intimida, mas se vocÊ correr gritando e pular nele, perceberá que nada ele poderia fazer a você.

    Uta!

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    1. Olá. Estagiário. Vamos ver, era para ter sol, mas está nublado, estou esperando a confirmação ou não.

      Veja o seu exemplo. De certa forma, apesar de ser uma bela experiência, você correu certos riscos de ir estudar em outro país. Você poderia não entender corretamente o idioma, sentir falta de qualquer coisa aqui no Brasil, etc. Porém, eventual receio que você pudesse ter foi vencido e tenho certeza que está sendo uma ótima experiência.
      Os perigos são reais. Há riscos grandes em várias empreitadas humanas. Porém, não podemos nos esquivar sempre dos riscos se quisermos ter uma vida mais significativa.

      Abraço!

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  7. Parabéns pelo texto.
    Quero ler o livro do Nassim, mas, no momento, estou lendo o livro Rápido e Devagar e ele demanda um pouco de tempo. Mas é o próximo da minha lista.
    Aliás, esse é um dos fatos que aprendi sobre leitura. Quanto mais livros você lê, maior é a sua lista de espera.
    Sobre risco: Interessante reflexão a respeito dos herdeiros. Juros compostos faz parte das matérias mais importantes que eu considero, pois, dependendo de como utilizado, pode ser uma maravilha ( ter uma aplicação) ou uma complicação ( ter uma dívida).
    Abraços
    Fábio.

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    1. Olá, Fabio.
      Sim, é por esse motivo que países que cresceram durante décadas 3-4% hoje possuem elevado padrão de vida. Uma geração pavimentou uma vida melhor para outra geração.
      Abraço

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  8. E o skydive, Soul, saiu? :)
    Sobre o pensamento do Buffet, pensei que ele poderia ter pensado em manutenção, porém, com sua retirada "mensal" padrão. Vc vive, e seu dinheiro nunca acaba. Você vive o foda-se, suas realizações, sem preocupar-se em correr grandes riscos. O mercado possui sempre a função para o desejo adequado ao seu utilizador!
    Abração!

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    1. Dae André!
      Beleza?
      Rolou sim, que experiência.
      Se você retira mensalmente e o seu patrimônio se mantém, você nada mais está consumindo a sua renda proveniente do capital acumulado. O seu patrimônio não aumentará provavelmente, nem a próxima geração será mais rica. Porém, se o patrimônio já é substancioso, a pessoa realmente pode fazer isso e a próxima geração ainda ficar bem.
      Abraço!

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  9. Soul, é preciso não ter preconceito contra os capitalistas, como se eles estivessem fazendo algo errado, estivessem vivendo como escravos do dinheiro. Ter a vontade de acumular capital e construir uma fortuna não pode ser visto como obra de alguns egoístas, "tubarões" do mercado financeiro.

    Se nós podemos usar a internet, conversar com entes queridos apesar de separados por longas distâncias, viajar de avião e dormir dentro de carros confortáveis, tudo isso é obra vários capitalistas "egoístas"

    Abs,

    Super Funça

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    1. Olá, colega. Respondo novamente ao seu comentário.
      Sim, concordo. Os incentivos financeiros são poderosas ferramentas de progresso tecnológico que nos leva a um maior bem-estar.
      O texto não tratou sobre isso:)
      Abs

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  10. Quem entra num blog de finanças não quer saber de fofoca, trivialidade, de quantas meninas comeu, etc. Em sites de finanças gosto de ler sobre estratégias de ter renda passiva, diversificação, comparativo com mercado externo, experiências mal e bem sucedida, sobre a conclusão que teve de um livro, etc. O seu blog é dos mais inteligentes quando se propõe a discorrer sobre o mercado financeiro, continue assim.

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    1. Olá Boteco Bom, grato pelo elogio e palavras.
      Abraço

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  11. Quem entra num blog de finanças não quer saber de fofoca, trivialidade, de quantas meninas comeu, etc. Em sites de finanças gosto de ler sobre estratégias de ter renda passiva, diversificação, comparativo com mercado externo, experiências mal e bem sucedida, sobre a conclusão que teve de um livro, etc. O seu blog é dos mais inteligentes quando se propõe a discorrer sobre o mercado financeiro, continue assim.

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  12. Muito interessante suas considerações aqui (e aprender uma palavra nova - vênia rs). Acho que é por esse caminho mesmo, a acumulação e seus rendimentos geram sim mais riqueza, mas devemos considerar que o tempo para que isso faça uma diferença substancial pode não ser o tempo em que queremos aproveitar esse montante, e daí entra o risco, na forma de se procurar formas, em negócios próprios (ou aumentando sua renda de outra maneira), de ganhar mais para que essa acumulação seja maior e assim com efeitos mais rápidos.
    A crítica sobre o mercado que o Márcio fez acredito que ficou um pouco fora de contexto...Claro que os responsáveis pelo fii ganham $ em cima de tds que compram as cotas, esse é o negócio deles e uma vez que as características desses títulos agradam mais do que outros títulos, o investidor sabendo dessas condições deixa parte de seu patrimônio alocado nessa modalidade...caso o Márcio leia não quero que considere uma ofensa, mas essas constantes discussões com outros blogueiros buscando todo tipo de falha não fará nenhum bem. Me preocupo em dizer isso pois uma pessoa inteligente como ele está deixando de compartilhar bons argumentos como antes fazia e nem consigo entender onde começa tanta diferença com os argumentos dos outros. Desculpe soul pelo uso do espaço para o desabafo, mas não quero ver nenhum dos dois nesse caminho, já aprendi bastante com ambos.
    Abraços!

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    1. Olá, colega.
      Sim, leva tempo. Ontem mesmo um Irlandês estava me falando como o camboja estava ficando turístico demais. Eu disse que isso me agradava, pois quer dizer que eles estão melhorando de vida (gostei muito da minha visita a esse país há 7 anos). Daí ele disse que o dinheiro não vai para os pobres, eu disse que isso é um processo lento de acumulação de riqueza. Não adianta que o Camboja não vai se tornar uma Irlanda em uma geração. Pense na Nigéria, se o país crescer 10% aa durante 50-60 talvez não chegue nem mesmo ao per capta da grécia, estou falando de um crescimento chinês por seis décadas seguidas.
      Portanto, há sentido no que você disse em relação a indivíduos. Cabe a cada um ver o melhor caminho para ter uma vida plena. Eu acho que hábitos frugais levam a uma vida plena, pois não demanda tanto capital acumulado.

      É claro que os administradores de FII ganham dinheiro, assim como os gestores de qualquer fundo de investimento no mundo. Porém, há administradores de FII e administradores, colocar tudo no mesmo saco, sem conhecer minimamente, é um erro, em minha opinião.

      Colega, sempre procuro levar as discussões para o lado das ideias não, não fico nem um pouco ofendido ou magoado quando pessoas discutem comigo. Quando a discussão "esquenta" um pouco, é hora de parar mesmo, pois talvez não esteja indo por um bom caminho. Porém, a discussão sem preconceitos ou sem rancor é o melhor caminho para o desenvolvimento. Sempre procuro me colocar de maneira respeitosa, por mais que eu esteja sendo incisivo num comentário. Do outro lado há uma pessoa.

      Claro, o Márcio é uma pessoa inteligente, já li diversos artigos interessantes dele (e já o elogiei diversas vezes) e espero que continue escrevendo. Também acho que o foco dele está meio desajustado nos últimos meses nas postagens e realmente discordar apenas por discordar não é um caminho que nos leve a um melhor discernimento.

      Abraço!

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  13. Muito boa a sua postagem, como sempre.
    Penso que não há nada de ruim em buscar uma evolução material. O que devemos prestar atenção é a importância que damos a ela.
    Abraço.

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  14. Sô, com vai vc? Ode estás?

    De todo texto, esta frase me chamou atenção: "mexer com certos tipos de investimentos onde eu tenha mais capacidade de mensurar os riscos e retornos associados"

    Acho que este é o grande ponto. Eu por exemplo não entro em leilões de imóveis, não tenho capacidade de avaliar se um apartamento sendo leiloado é um grande risco ou não. quem é da área jurídica e mais atento ao mercado imobiliário tem esta facilidade mas eu não. Em suma, assumir um risco não é o grande problema, o difícil mesmo é calcular o tamanho do risco para saber se ele vale a pena ser assumido.

    Abraço!

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    1. Olá, UB! Eu vou muito bem, espero o mesmo contigo e família!

      Eu tendo a concordar. Assumir riscos pode vir a ser um grande problema, mas quando você ao menos consegue de certa maneira mensurar, nem que seja de forma aproximada, mais os riscos, é mais fácil saber se pode vir a valer a pena ou não.

      Abraço!

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  15. Meu caro, acabas de ganhar um fã!
    Excepcional texto.

    Abraços!

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