segunda-feira, 5 de setembro de 2016

INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA - O DINHEIRO DO "FO..-SE"!


 Olá, colegas. Afinal para que serve o dinheiro? Há dois anos escrevi um texto sobre as As Três Finalidades do Dinheiro. Em minha opinião, é um dos melhores artigos deste blog, bem como um dos que abrem mais possibilidades de reflexões densas e profundas, se realmente quisermos para para refletir mais a respeito do tema. Entretanto, resolvi abordar o assunto sobre uma perspectiva mais familiar, e por via de consequência com mais interesse, aos interessados por finanças pessoais: a ótica do dinheiro sobre a independência financeira.

  Por que alguém gostaria de ser independente financeiramente? Aliás, o que é ser independente financeiramente? A primeira vez que li a definição de independência financeira na forma da frase que consta no título desse artigo foi alguns anos atrás ao ler o livro “A Lógica do Cisne Negro” do autor Nassim Nicholas Taleb. Muitos que citam o Taleb e seus “cisnes negros” aplicados a finanças, talvez não saibam que o autor citado muitas vezes demonstra um profundo desdém, em alguns casos puro e simples desprezo,  por aqueles que buscam mais e mais dinheiro como um fim em si mesmo, ou pior, para ostentar luxo e opulência. Para Taleb, em linha com o meu artigo anteriormente citado, a busca por dinheiro só faz sentido se os objetivos maiores forem o conhecimento e a melhora enquanto ser humano. Todavia, nós estamos inseridos num mundo onde o dinheiro, ou uma forma equivalente de mercadoria que nos proporcione acesso a bens necessários a uma vida digna, é importante, ou até mesmo vital até certas quantidades relacionadas com a sobrevivência do indivíduo. Logo, Taleb diz que o objetivo financeiro inicial de sua vida foi conseguir o que ele chama de “Fu..you!” money. 

  E o que é esse dinheiro do “Fo…-se!”?  Primeiramente, por qual motivo eu uso reticências, assim como o Taleb, para a expressão? Bom, eu acho que realmente devemos ter cuidado com o que escrevemos. Se tem algo que acho de extremo mau gosto e revelador de fraqueza de um autor, principalmente em tempos de proliferação de textos em mídias sociais, é o uso frequente de palavrões quando não há a menor necessidade para tanto  Expressões como “Porra! Acorda para a vida seu FDP!”, por exemplo,  são desnecessárias e banais no meu entendimento, mas infelizmente são cada vez mais utilizadas num empobrecimento  da nossa língua e da capacidade interpretativa dos leitores. Isso quer dizer que desaprovo o uso de palavrões? Não, claro que não. De vez em quando é bom falar um “Foda-se!” (pronto, usei), nem que seja mentalmente. Agora, isso não se confunde com o uso excessivo e desnecessário de palavrões e expressões chulas, a não ser num contexto literário onde isso faça sentido ou num local de descontração com pessoas conhecidas.

  Em segundo lugar, é preciso entender que a expressão não quer dizer, ao menos na minha perspectiva, uma forma de desrespeitar as pessoas. Não, não é isso colegas. Não é, por exemplo, uma forma de querer ofender outros porque eventualmente não se concorda com um determinado argumento, algo muito comum hoje em dia no Brasil. Não, o respeito pelas pessoas, mesmo e eu diria principalmente por eventuais adversários, é o único caminho para uma vida boa, e via de consequência para uma sociedade com relações saudáveis.

  “Soul, se não é para ser um palavrão, se não é para desrespeitar as pessoas, qual a utilidade da expressão então?” alguém pode estar pensando.  Numa resposta simples e direta é  para representar liberdade e independência. Há uns anos, eu estava numa reunião com diversos outros Procuradores, alguns com nível de chefia estadual e regional. O nível da reunião se tornou tão sem sentido , até mesmo cretino, num determinado momento, que eu apenas pensei comigo mesmo “que diabos eu estou fazendo aqui?” A partir daquele momento minha mente simplesmente desligou e  mentalmente comecei a fazer cálculos de quantos anos eu poderia ficar sem trabalhar. Eu estava no início dos meus estudos sobre finanças pessoais, nem de longe tinha a segurança sobre conceitos financeiros e sobre  a minha própria estrutura de gastos para uma boa vida como tenho mais claramente hoje em dia. Ainda por cima estava  finalizando a minha primeira operação imobiliária de leilões, sendo que não tinha a prática e confiança que tenho atualmente nessa modalidade de negociação.

  Se foram vinte , trinta minutos, uma hora ruminando gastos, retornos, medo de largar algo que quase todos querem (um trabalho como o meu), receio de falhar,  sinceramente eu não sei. O que lembro vividamente é que uma colega de trabalho que estava sentada do meu lado apenas falou “Calma Soul! Não faça nada que irá se arrepender!”. Eu falei literalmente em voz baixa para mim mesmo, mas aparentemente perceptível para ela que estava do meu lado, algo como “Fo…-se, eu não preciso disso”. Este foi um momento revelador e libertador. A partir dali muitas coisas aconteceram na minha vida. Muito por um esforço meu de desafiar a minha Zona de (Des)Conforto.   Minha vida, apesar de sempre ter muitas reflexões críticas sobre o meu papel no mundo, estava no piloto automático até então: bom apartamento, bom cargo, patrimônio alto - ao menos para padrões nacionais-, independência de chefes, boa saúde, ótima companheira, e assim eu seguia a jornada.

"Você precisa ter o seu dinheiro do foda-se" (numa tradução literal)

  Porém, aquele momento específico foi demais para mim. Evidentemente, eu já pensava em liberdade financeira, mesmo que talvez não de uma forma tão apurada como hoje, mas aquele curto período de tempo foi um fator decisivo para mim. Eu então percebi que tinha sim o dinheiro do “Fo..-se”, mesmo que não representasse uma Independência Financeira no sentido estrito do termo,  estava no controle da minha vida, e não precisaria ser complacente com a mediocridade alheia que por ventura pudesse atrapalhar a minha vida. 

  A partir dali muita coisa mudou em relação ao meu trabalho (o que rendeu a não simpatia de muitos colegas de profissão) e à minha vida.  Passados alguns anos desde então, hoje me sinto, principalmente depois de tanto tempo viajando pelo mundo e vivendo com relativamente pouco dinheiro, muito forte mesmo. Interessante notar que estou lendo outro livro do Taleb que se chama “Antifrágil”, mais sobre este bom livro em outros artigos a ser escritos, e tenho que admitir que me sinto robusto para a vida e pretendo melhorar nesse aspecto muito mais ainda. 

Um interessante livro sobre como estamos criando um mundo frágil em diversos aspectos e como deveríamos procurar nos tornamos "Antifrágeis".


  Sendo assim, o dinheiro do “Fo..-se” é aquela quantia que te deixa livre para realmente tomar os rumos da sua vida. Vejo alguns colegas blogueiros falando sobre relações pessoais em grandes empresas, com chefes, etc, e alguns aspectos disso, para ser sincero, só de ler já me embrulha o estômago.  Eu jamais aceitaria isso na minha condição atual, mesmo que fosse para ganhar uma considerável soma de dinheiro. “Fo..-se, eu não preciso disso”. É por isso que além de uma quantia X de dinheiro, que pode variar de pessoa a pessoa, há um atitude mental. Quantas pessoas não são escravas do dinheiro, e se sujeitam a humilhações, nem que sejam do ponto de vista intelectual, para ter mais e mais dinheiro? Sério, qual é o ponto disso? 

  Eu atualmente estou licenciado do meu cargo. O colega do Blog Viver de Renda uma vez me perguntou se o custo de oportunidade de continuar no meu trabalho não era muito grande. Talvez seja, talvez não seja. O que importa é que eu sou o Senhor do meu destino, eu decido o que é ou não importante  e principalmente eu não preciso aceitar nada que me diminua intelectualmente ou moralmente, pois sempre poderei dizer “Fo..-se, eu não preciso disso”. Isso torna você de certa maneira ingovernável, não no sentido de que não precisa obedecer às leis e  a certas condutas morais, todos nós temos com mil ou um bilhão de reais de patrimônio, sendo o zelador ou o presidente da República, mas sim que não há mais a necessidade de obedecer a certos fingimentos ou a se calar frente a certos desacertos ou abusos. Isso é libertador, é um sopro de ar fresco na vida.

  A jornada para chegar neste ponto é mais fácil ou difícil a depender de muitas coisas. Apenas de não nascer num campo de refugiados na República “Democrática" do  Congo já me torna um sortudo, assim como a todos que estão lendo esse artigo. Porém, ainda tive a sorte de nascer numa família estruturada, com conceitos financeiros muito bem estabelecidos, e que apenas me deu amor e oportunidades. Ou seja, se comparado com o resto da humanidade eu larguei muitos passos a frente, por mais que os defensores intransigentes da "meritocracia"  às vezes não queiram enxergar esse fato. Entretanto, acredite-me prezado leitor, se você está lendo esse artigo, é porque já está muitos passos a frente de boa parte dos indivíduos da espécie humana.  Sendo assim, pode ser difícil, mas é completamente factível que você também chegue no dinheiro do “Fo..-se”.

  Aliás, lembrem-se  de que também se trata de uma atitude mental. Ninguém aqui é um agricultor do interior do Camboja que perdeu uma perna ao pisar numa mina terrestre que foi  enterrada quando da guerra civil do país nas décadas de 70 e 80. O pobre humano, e infelizmente há tantos companheiros humanos de jornada na terra nessa condição, que se encontra nessa situação não tem muitas escolhas, e isso é uma pena e deixa o meu coração triste. Porém, para a esmagadora maioria dos leitores desse blog há sim escolhas, independente da quantidade de dinheiro que se tenha. Não aceite humilhações, um trabalho que não te acrescente em nada, ou jornadas de trabalho absurdamente tediosas, odiosas e longas, simplesmente porque não se é independente financeiramente, porque se tem medo. Não aceite isso. Você pode muito mais. Não torne a jornada pela independência financeira, ou pelo dinheiro do “Fo..-se” , num martírio. Não precisa ser necessariamente assim.

  É isso colegas, um grande abraço a todos!
  

  

59 comentários:

  1. Concordo com seu post. Mas te pergunto: Você saiu do seu emprego?
    Realmente a busca de um objetivo não tem que se tornar um martírio e não é correto que nos submetamos a humilhções ou situações que sejam degradantes inclusive ou principalmente emocional/intelectualmente.
    Mas há um contraponto: A maioria das profissões são "banais", não proporcinam muito dinheiro e muitas vezes nem muito aprendizado. As vezes o tédio é certo, a estagnação também, simplemsmente porque aquela determinada função tem suas limitações.
    O que fazer então? Nem todo o emprego é desafiador, movimentado, permite boas interações com outras pessoas, permite conhecer várias pessoas etc.Mas nem por isso deixa de ter sua importância.
    Entra aí muitas vezes: Passar ou aprender a gostar do que se faz.
    Acho que é quase inevitável para a grande maioria das pessoas essa realidade, na medida do possível aprender a conviver e encarar aquele emprego/função da melhor forma possível, para quando houver outra oportunidade se buscar a esperada mudança.

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    1. Olá, colega. As suas considerações são pertinentes e adequadas em minha opinião.
      Nem todos, talvez ninguém dessa geração será um Steve Jobs (e estamos falando de centenas de milhões, quiçá bilhões de pessoas). Nem todos os trabalhos podem ser "desafiadores". É verdade. Porém, há uma atitude mental nisso tudo de como encaramos a vida e os diversos desafios que ela nos impõe.
      Concordo que devemos encarar uma eventual profissão da melhor maneira possível, até que outra oportunidade possa surgir. Eu acho que isso é o certo a ser feito.
      Sobre a sua pergunta, na verdade como dito no texto estou licenciado do cargo, porém sinto que eu possuo o cargo, não que o cargo que me possui, como acontece com quase todos, se não todos, das pessoas que conheço em situação de carreira similar a minha.
      Um abraço!

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  2. Concordo com seu texto Soul. Alias, concordo também com sua atitude em relação a vida; principalmente em enxergar que somos beneficiados quando nos comparamos com o resto da humanidade. Claro que não fomos tão sortudos a ponto de nascer dentro do Palacio de Buckingham ou nos paises nórdicos; mas somos sortudos de nascer em familias estruturadas em um pais onde nao existe guerra civil.

    Quanto a parte do dinheiro do fo@#-se; eu acredito que o fato da maior parte das pessoas nao poderem desligar de empregos tediosos e por vezes abusivos - faz com que as empresas em geral tenham uma postura muito agressiva em relação aos funcionários. E porque as pessoas nao podem se desligar destes empregos ??? Porque muitas pessoas não são extremamente qualificadas, nao possuem estabildiade no trabalho e tampouco tem remuneração que permite uma margem de poupança que irá conduzir a IF ou dinheiro do fo@#-se.

    A maior parte da população, além de nao ter conhecimento financeiro (fruto de uma rede de educação sem qualidade), também sobrevive com os seus salários - pois recebem muito pouco. Basta ver que a média salarial no Brasil é de, aproximadamente, R$1.800,00. Com esse valor a pessoa sobrevive, mas nao atende as suas necessidades bascias de saude, educação, lazer e cultura; e muitas vezes também nao atende necessidades basicas de moradia e alimentação.

    Temos um longo caminho a percorrer como país; mas temos de ter a consciencia de que somos "sortudos" ou "privilegiados" de ter acesso a educação que nos permitiu empregos de qualidade (apesar de nem sempre a relação entre um e outro ser direta) e certa estabilidade financeira.

    Um grande abraço e parabens pelo seu texto.

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    1. Olá, Executivo Pobre.
      Como sempre pontos bem elaborados. Concordo com suas ponderações. Apenas acrescentaria que vejo muitas pessoas que se não tem a IF, nem mesmo vislumbram no médio prazo, ao menos elas possuem oportunidades para seguir outros caminhos. Num certo ponto da vida, parece que a comodidade, mesmo que numa situação incomoda, atrai os seres humanos, ou boa parte deles, de uma maneira quase invencível. Cabe a nós enquanto indivíduos por meio de reflexão, tentativa e erro, não cairmos nessa armadilha.

      Grande abraço e grato pelo comentário!

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  3. Caro Soul,

    Muito bom texto. Acho que o dinheiro do f@da-se geralmente é menos do que imaginamos. Mudei minha opinião sobre isso, antes achava que precisaria atingir a IF, mas acabamos achando que a única alternativa para gerar renda e continua fazendo mais do mesmo, mas nada impede de arriscar em outras atividades ou ocupações.
    Abraço

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    1. Olá, Samurai Financeiro.
      Eu acho que você foi ao ponto. A maioria dos leitores de blog de finanças já tem certo nível de renda, geralmente sem dívidas e quase sempre com um nível educacional ao menos razoável. Pessoas assim tem oportunidades, muito mais do que muitas outros indivíduos. Não se precisa ter IF ou muito dinheiro para fazer determinas escolhas.
      Um abraço!

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  4. Grande Soul,

    Acho que seu texto resumiu bem o que Independência Financeira significa para mim: É ter a opção de dizer “Foda-se esta merda. Vou pra casa”.

    Não sei se você acompanha meus ‘textões’ (apelido carinhoso dado pelos meus leitores rsrs), mas com uma possível subida de cargo, projeto maior, muito estresse, teve um dia que eu simplesmente cansei (computador pifou, eu estressado), e fui pra casa, após o almoço Pensei “Fod#¨&, se me mandarem embora, tenho um bom currículo e principalmente: Minha renda passiva já cobre no mínimo 3 vezes os meus atuais gastos com sobra).

    O que eu sempre coloquei na mente é juntar dinheiro simplesmente e puramente para ter o direito de dizer “Não”.

    Imagina eu com apartamento financiado, prestação de carro, gastos altos e totalmente dependente do salário: Como eu poderia dizer não? Eu seria humilhado, mas não poderia dizer, pois precisaria do dinheiro.

    É isto o que a IF representa pra mim: Escolhas.

    Não é simplesmente atingir uma cifra X e parar de trabalhar e ficar atoa em casa.

    Um grande abraço

    VDC – Viver de Construção

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    1. Olá, VDC!
      "Imagina eu com apartamento financiado, prestação de carro, gastos altos e totalmente dependente do salário: Como eu poderia dizer não? Eu seria humilhado, mas não poderia dizer, pois precisaria do dinheiro." Isso é que o Taleb chamaria de uma posição de fragilidade, isso devemos evitar ao máximo. Atualmente, pelo que já li do seu blog você tem um ótimo patrimônio financeiro, uma boa família e é bem centrado no que faz. Você é e está fortalecido contra eventuais intempéries.

      Entretanto, não podemos deixar que um dia ruim no trabalho faça que tomemos decisões impensadas. Se este novo cargo é algo que realmente não te satisfaz, depois de você refletir e vivenciar o suficiente, é uma coisa. Uma eventual insatisfação temporária é outra. Só você pode responder isso a você mesmo.

      Com certeza não. A vida é muito interessante para ficarmos apenas em casa, apesar de eu estar sentido uma certa falta de estar na minha casa:)

      Um abraço!

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    2. Claro Soul, tem uns 5 anos que você esta viajando rsrs (risos efusivos). To brincando, claro.

      Foi temporário ... Ainda estou me acostumando com as reuniões até tarde e uma pressão maior, de ter várias reuniões, em inglês, em outro idioma, reunir com diretor, com gerente, ficar até tarde fazendo apresentação pro diretor ... Mas, a gente acostuma. Gosto do que faço. O que ainda estou estranhando é ter tantas reuniões que não consigo ler e-mails ... Agora é a hora que realmente eu deixo de ser muito técnico e passo a gerenciar mais, e espero que isto reflita em aumento salarial, pois profissionalmente tenho aumentado bastante coisa rs.

      Um grande abraço

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  5. Soul, meus parabéns pela capacidade de síntese na transmissão dessa mensagem que, creio, é fundamental. O seu desdém é o meu quando os meus arredores não entendem o porquê do dinheiro - como colegas que visam sempre comprar o bem material último do momento (e há que se dizer se quase sempre é um carro), em um círculo sem fim.

    Hoje batalho para que meu pai possa alcançar o fod... Primeiro liberto ele, e logo em seguida serei eu.

    Escrevo como anônimo para não logar nesse computador alheio onde escrevo.

    Abraço!
    Risco é Tempero

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    1. Olá Risco é Tempero,
      Bacana a sua preocupação com a situação financeira do seu Pai.
      Grande abraço!

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  6. Boa Soul. Ainda aguardo o dia de não precisar mais do meu trabalho. Pois trabalho muitas noites acordado e também no fds enquanto fico vendo fotos dos meus amigos nas praias, surfando, se hospedando em pousadinhas legais com suas namoradas belíssimas... mas passando adiante...

    Eu tenho absoluta certeza de um dos custos de oportunidade do seu trabalho. Vc tem um conhecimento teórico muito grande de finanças pessoais, fundos imobiliários e bolsa. Poderia ser um escritor MUITO, MUITO melhor e mais profundo do que o Gustavo Cerbasi, e poderia ganhar muitos milhões com isso (muito mais do que em mais 25 anos no seu atual trabalho). Caso vc quisesse investir na carreira de escritor ou de palestrante, coach (claro que de forma séria e não na pura e simples picaretagem) você poderia decolar muito mais, isso se vc quisesse e se dispusesse. Além de ganhar dinheiro (muito) poderia sim ajudar a melhorar a vida de milhares de pessoas no nível nacional. Essa é só uma hipótese. Eu digo pq, não tiro o mérito do Cerbasi ser um milionário e estrelinha no Brasil, o fato é que acho os livros dele MUITO ruins, muito mesmo, sob qualquer aspecto, e ele se fez com esses livros e ainda continua a receber royalties e vários convites pra palestras (não falo da pessoa dele, nem do caráter e das intenções que nem sei nem procurei saber) mas o conteúdo dele em si, é pobríssimo.

    Em tempo: Seria legal se vc me colocasse no seu blogroll. Ainda tá na China/Mongólia?
    Abraço.

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    1. Olá, Frugal!
      Grato pelas palavras de incentivo, mas o meu conhecimento está longe de ser tão grande assim, há colegas na própria blogosfera com um conhecimento melhor em diversos temas.
      Entretanto, uma das minhas ideias ao voltar ao Brasil é transformar esse blog num portal, começar a fazer vídeos e, se alguém tiver interesse, começar a falar em público. Não sei se tenho todo esse potencial que você falou, mas realmente gosto de falar, escrever e interagir com as pessoas, para mim é um motivo de satisfação genuína.
      Estou com ideia de escrever de 7 a 8 livros com várias temáticas. Entretanto, como tem que se dar o primeiro passo, resolvi, espero manter a resolução, escrever um livro sobre leilão de imóveis e resolvi contar tudo que sei, diversas questões práticas e escrever até mesmo se é ético ou não comprar imóveis em leilão. A depender desse projeto, vou avaliar como me saio como escritor.

      Grande abraço e grato pelo comentário.

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    2. Soul,

      Desculpe, vou esgotar a minha cota de perguntas neste post: Voce pretende revelar a sua identidade? Penso em começar a gravar videos, mais focado em meu estilo de ser mesmo, mas sem mostrar a minha cara fica dificil.

      O que pensa sobre?

      Abraco

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    3. VC,
      Sim, irei revelar minha identidade. Eu acho que fazer vídeos usando máscaras, por exemplo, muito esquisito. Você tem que sopesar bem se vale a pena você se identificar. No meu caso, eu não vejo problemas. Eu acho que há um medo desnecessário dos blogueiros, porém como não revelo números creio que é mais fácil para mim.

      Abraço

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    4. Os livros do Cerbasi são ótimos para quem está iniciando. Ele sabe passar noções de matemática financeira e contabilidade melhor do que a maioria dos outros autores.

      Numn nível mais avançado sobre Bolsa de Valores, talvez seja melhor ler os livros do Bastter e do Paulo Portinho, Anderson Lueders.

      Mas falar que o Cerbasi é ruim é muita ingenuidade ou falta de respeito pelo bom trabalho dele.

      Aprendi muito nos livros e nas palestras, assim com milhares de pessoas.

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    5. Eu nunca li nenhum livro do Cerbasi, mas li o do Mauro Halfeld. Creio que quantos mais educadores financeiros num país tão carente de educação financeira melhor. Sendo assim, o Cerbasi merece o reconhecimento por tentar trazer mais educação financeira. Se os conselhos são simples, é porque muitas vezes o que muitas pessoas necessitam escutar e ler, ao menos num primeiro momento, são coisas simples. Se ele ganhou um bom dinheiro no caminho, só posso ficar contente, pois essa é a essência do livre mercado. Que surjam muitos outros livros, cursos e autores no tema, e que o mercado selecione aqueles preferidos pelo público.

      Abraço!

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    6. Frugal,

      Você não gosta do Cerbasi, porque não é o público dele. O público de praticamente todos os educadores financeiros do Brasil é formado por pessoas sem nenhum ou pouco conhecimento financeiro. Eu já li 2 livros dele e eles realmente ajudam quem está perdido no assunto.

      Outra é que existem grandes obstáculos entre ter conhecimento e transformá-los em produtos de sucesso.

      Abçs!

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  7. Concordo com o Frugal, acho que vc tem um grande potencial para ser escritor e/ou palestrante. Há tempos atrás comecei a acompanhar vários blogs s/ finanças, hoje, 2 anos depois, o seu é o único que ainda acompanho. A qualidade do que vc escreve é muito superior a qualquer outro que tenha se aventurado na blogosfera. Sou sua fã hoje e sempre.

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    1. Olá, colega. Obrigado pelas palavras. Fico extremamente lisonjeado. Um incentivo a continuar escrevendo.
      Abraço

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  8. Olá, Soul. Tenho 28 anos, sou de Recife, e descobri o seu blog ontem. Já li bastante coisa e transmito meus sinceros aplausos pelo excepcional conteúdo que vc produz!

    Sempre me interessei por assuntos econômicos (apesar de ser formado em Direito) e atualmente estou aguardando nomeação para uma procuradoria estadual aí pelo Sul (vi que vc tbm é procurador, né?).

    Nas últimas semanas, resolvi explorar o interesse que sempre tive por economia e finanças (tenho até pensado em fazer uma segunda graduação). Pensando nisso, comprei alguns livros básicos sobre investimentos (As leis invisíveis do dinheiro, de Ricardo Melo; Investimentos, de Mauro Halfeld; Você vai ficar rico, de Anatole Cirello Jr.; e Investidor inteligente, de Ben Graham). Já li os 3 primeiros e estou lendo o de Graham. Além disso, tenho lido (ainda co alguma desconfiança) alguns sites sobre investimentos, como o Empiricus e o Criando Riqueza.

    Vi que vc fez um post, em 2014, sobre indicações bibliográficas (http://pensamentosfinanceiros.blogspot.com.br/2014/06/bibliografia-indicacoes-de-livros-sobre_17.html). Entretanto, notei que era a parte 2 (revirei o blog atrás da parte 1 mas não encontrei hehehe).

    Assim, gostaria de saber se vc pode sugerir algumas leituras para quem quer entender melhor sobre investimentos. Estou aceitando indicação de tudo: livro, site, curso, documentário, filme, artigo e até poesia hahaha

    O que for preciso para ampliar meus horizontes nessa área eu estou aceitando, pois além de ser útil para a vida, é algo que me dá muito prazer!

    Gostaria de ter conhecido o blog mais cedo, mas aos poucos vou lendo as postagens antigas! Parabéns mais uma vez!

    Abraço,

    Antonio.

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    1. Olá, colega. Antes de mais nada, parabéns pela aprovação no concurso. Em segundo lugar, grato pela mensagem e pelas palavras. Meu pai é de Pernambuco e tenho grande apreço pelos pernambucanos. Aliás, uma das experiências mais interessantes que tive na vida foi ir ao casamento de um primo numa cidade muito pequena no interior de pernambuco. Na época, tinha uma cabeleireira loira farta e fui a atração da cidade vestido de terno e gravata. Boa memória.

      A primeira parte está aqui. http://pensamentosfinanceiros.blogspot.ru/2014/06/bibliografia-indicacoes-de-livros-sobre.html. Sim, o meu blog está uma bagunça, a formatação dos artigos do ano de 2014 está ruim, pretendo arrumar isso ano que vem.

      Há tantos livros de finanças, mas o que eu listei dá uma boa base e partir dali você pode ir expandindo mais e mais.
      Eu recomendo os artigos dos anos de 2010 a 2012 do blog viver de renda. Também recomendo os artigos de um blog mais recente chamado investidor internacional.
      Recomendo, se você saber ler inglês, o site do MMM (Money Mustache) para uma abordagem diferente sobre a vida e finanças.
      Amplie os seus horizontes, conheça mais a si próprio, aproveite para economizar uma boa parte do seu salário, e verá que você terá muita força em poucos anos.

      Abraço!

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    2. Valeu, Soul! Muito obrigado pelas dicas, tanto de leitura como pessoais! Vou olhar tudo com calma hoje e nos próximos dias. Ganhou um leitor assíduo do blog!

      Abraço!

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  9. Bom filosofar viajando pelo mundo.
    Na vida real, ou trabalha no que não gosta ou pede esmola no farol.

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    1. Colega, nisso concordamos: é muito bom "filosofar" viajando pelo mundo.
      Sobre a sua segunda sentença, uma pena, espero que não seja um reflexo da sua situação atual. Se for, creia que não precisa ser necessariamente assim, exemplos abundam nas mais diversas pessoas, nas mais diversas condições sociais e econômicas.
      Abraço

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  10. Você como funcionário do Judiciário ou do Executivo (Procurador) acha ético comprar imóveis em leilões podendo ter informações privilegiadas?

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    1. Colega, em poucos meses você poderá obter o livro e saber com mais detalhes. Entretanto, já adianto que não existe "informações privilegiadas" em leilões.
      Abs

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    2. Qual livro Soul?
      Abraços

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    3. Olá, colega. O que pretendo escrever sobre o tema, se mantiver a minha motivação atual.
      Abs

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  11. Olá Sô!

    Isto não é spam, esto apenas divulgando este artigo pois notei que você ainda não tem acesso ao novo site.

    Qual é o tamanho da blogosfera financeira? Qual é o blog mais popular? E o mais antigo? O objetivo deste trabalho é apresentar os resultados de uma investigação realizada por meio da análise de rede, a fim de compreender as relações entre os sujeitos envolvidos (blogs da comunidade de finanças) nesta rede social.

    http://abacusliquid.com/blogosfera/mapeamento/

    Abraço!

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    1. Olá, UB! Fique à vontade, vou adicionar o seu novo espaço.
      Abraço!

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  12. Se é apenas licença do cargo, não há verdadeira independência financeira. A mantença do vínculo demonstra insegurança de uma decisão definitiva, pois, além de o precaver contra qualquer percalço financeiro, o permitirá sempre voltar ao abrigo do Estado. É como trabalhar e continuar morando com os pais. A licença de um procurador, eticamente falando, é um desfalque para o órgão e o público que espera de você a defesa institucional para a qual você é remunerado. Certo de que pode ser um direito positivado no ordenamento da sua carreira, mas é imoral. O povo espera trabalho de você, não viagens. Exonere-se e permita que alguém mais engajado possa realizar o caro serviço público de que nós somos tão carentes.

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    1. Olá, colega. Antes de mais nada, grato pelo comentário.
      A imoralidade da licença sem vencimento é assunto que pode ser debatido. Penso contrariamente. Nesse período estou sem vencimentos, algo que contribuiu positivamente para o ajuste fiscal, oxalá o governo pudesse usar disso em períodos de quedas da receita. A nível individual, por causa que o tempo não é contado como tempo de exercício, perdi direitos na carreira. Por causa de dois meses após a minha decisão, não consegui realizar um ato que esperava 10 anos na carreira para o fazê-lo. Ou seja, direto prejuízo pessoal.
      O que a população precisa é de serviços prestados com eficiência pelo menor número possível de pessoas. O que se precisa é uma estruturação eficiente para que determinados locais tenham o número adequado de pessoas trabalhando, não mais, nem menos.
      Uma certa dose de insegurança é normal em qualquer decisão humana com efeitos perenes no tempo, e os seres humanos, conforme próprios ensinamentos da escola austríaca de economia, procuram tomar decisões que em certa medida tentem minimizar eventuais "percalços financeiros". Sendo assim, nada mais é do que uma decisão racional. No mais, como tenho mais controle sobre mim e como hoje em dia não sou controlado pelo cargo, se eu achar que é conveniente pode ter certeza que tomarei a decisão que for mais compatível com os meus objetivos enquanto ser humano.
      Sobre engajamento, isso ouço há muito tempo. Quase todo "engajamento" se transforma em decisões não-eficientes em acomodação política. Prefiro o meu não-engajamento e as dezenas de milhões de reais que já economizei de dinheiro que iria sair do seu e meu bolso.

      Abraço!

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  13. Olá soul,
    Qto aos números? Para se viver com 15000,00 mensais, e o patrimônio permanecer eternamente,corrigido pela inflação e sua renda tbm sendo corrigida. Qual o valor para se dizer foda-se? rsrsr
    Renato abs

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    1. Olá, Renato. De forma simplificada, seria mais ou menos assim.
      De forma muito conservadora - 9M - 2%aa
      De forma conservadora - 6M - 3%aa
      De forma conservadora-moderada - 3,5M a 4,5M - 4 a 5%aa
      De forma arrojada - 3M (a partir de 6%aa)

      Talvez seja mais fácil trabalhar no lado da despesa, pretendo escrever mais sobre o assunto, quando se trabalha com a despesa o ganho é duplo.

      Abraço!

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    2. Mas qto à volatilidade do principal. ? Abs

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    3. Essas taxas já incluem a "volatilidade" do principal. O assunto pode ser mais aprofundado, pretendo fazer isso no ano que vem numa série de artigos. Foi apenas uma resposta objetiva ao amigo.
      Abs

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    4. Entendo e agradeço a reposta. Mas trabalhar a despesa com dois filhos estudando não é nada fácil.
      Eu como vc tbm vim de família financeiramente estruturada e tbm quero deixar isso para meus filhotes. Não pretendo usar a herança qdo ela vier.E já consegui mais de 5M por conta própria em 15 anos. Mas não vejo margem de segurança para viver somente do patrimônio eternamente. Abs e parabéns pela jornada

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    5. Entendo, colega. Depende da cidade de onde vive. Se mora numa capital como SP, deve ser difícil proporcionar uma boa vida a dois filhos sem gastar muito. Porém, eu creio ser possível.
      Se você já conseguiu essa quantidade grande de dinheiro, então está muito próximo dos seus objetivos, se é que já não os atingiu.
      Abraço e boa sorte também em sua caminhada.

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  14. Oi Soul,

    Hoje baixei um aplicativo e me lembrei de você.

    Conhece o AIRBNB ?

    Um aplicativo para alugar casa, apto, quarto ou o que quiser do imóvel de anfitriões locais cadastrados?

    É como se fosse um Uber do mochileiro.

    Abraços

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    1. Olá, Guardião.
      Claro, é um ótimo aplicativo. Muitas pessoas nem ficam mais em hotéis, mas apenas alugam pelo AIRBNB. Recomendo, apesar de eu nunca ter usado, já vi várias propriedades no site e são bem interessantes.
      Há vários tipos outros tipos de aplicativos, até mesmo um que você fica de graça na casa de alguém em troca cuida de animais de estimação. Às vezes são mansões em lugares caros.

      Um grande abraço!

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  15. Rapaz, você pode ser escritor, sim. Pois além de saber finanças vc pensa sobre a vida. Algo mais importante que sonhar com Camaros e outras besteiras.

    Nestes tempos sombrios de burrice e ignorância é preciso espalhar mais as vozes da razão.

    Finanças mais surf seria a receita completa,rssss.

    Abs

    Carioca.

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    1. Valeu, Carioca. Grato pelas palavra e mensagem.
      Abraço

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  16. O Povo de maneira democrática "exige" livros do Soul Surfer. Rsss.

    Parabéns pela viagem, pode ter certeza que inspira centenas de pessoas aqui no Brasil.

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  17. Soul, inspirado em você e outros aqui da blogosfera financeira, também comecei a estudar finanças para dizer o meu "fo..-se";
    Consegue me dizer se 3M é o suficiente para isso?
    Possuí mais artigos sobre o assunto?
    Também montei meu blog para documentar essa trajetória.
    https://oriquinho.wordpress.com/
    Se puder me adicionar ao seu blogroll eu agradeço ;)

    Abraços

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    1. Olá, O Riquinho. A sua pergunta envolve muitas esferas possíveis de resposta.
      Possuo alguns artigos sobre o tema, abordando sobre aspectos diferentes.
      O que posso dizer que 3M é uma soma de dinheiro, se compararmos com o resto da população do Brasil, razoavelmente alta. Com este patrimônio, com certeza sua capacidade de escolha aumenta bastante.

      Abraço!

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  18. Olá Soul,

    Em breve pretendo fazer um texto sobre independência financeira e poderei ir mais a fundo do que nessa resposta.

    Só acho que é uma situação bastante inexata e que depende de inúmeros fatores. Não vejo como prever qual quantidade de dinheiro é suficiente para que não se precise mais ter renda ativa.

    Claro que quanto maior a idade e mais definida for a vida, maior a chance de se chegar perto dele. Querer com 30 anos elaborar valores para se viver os próximos 50 é muito prematuro ao meu ver. O mundo não é tão previsível.

    Não poderia me despedir, sem pegar no seu pé por causa desse trecho aqui: "Ou seja, se comparado com o resto da humanidade eu larguei muitos passos a frente, por mais que os defensores intransigentes da "meritocracia" às vezes não queiram enxergar esse fato."

    Não entendi o que a meritocracia tem a ver com isso. Óbvio que a situação de uma criança que nasceu numa família real européia é melhor do que uma que nasceu no interior da Síria, mas não somos deuses para determinar onde as pessoas nascem. Isso acontece ao acaso. Não tem nem como discutir algo tão aleatório. Warren Buffett provavelmente não seria tão rico se tivesse nascido numa tribo de esquimós. Por outro lado, já vimos casos de pessoas que fugiram de condições ruins para um vida melhor, muitos tendo ido para os EUA (país que mais recebe imigrante no mundo).

    Meritocracia é um termo amplo, mas que se definirmos como ascensão econômico-social pelo trabalho, vemos que ela é mais visível em ambientes de liberdade. Por isso o cubano sobe numa câmera de ar e navega até Miami. É com liberdade econômica que as pessoas estão mais livres para se desenvolver, trabalhar, gerar valor para os outros e prosperar.

    Abçs!


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    1. Olá, II. Claro, o mundo não é tão previsível, aliás está longe de ser. Eu creio que a resposta sobre a IF é simples por um lado e pode ser mais complexa, se quisermos trabalhar com números. Escreva sobre o tema sim, tenho certeza que será(ão) ótimo(s) texto(s).
      Eu também vou escrever uma série trazendo inúmeros estudos, inúmeros dados e inúmeras reflexões, mas apenas no ano que vem.


      Meu amigo, você pegando no pé com bons argumentos e cortesia é sempre um privilégio. Foi apenas para destacar que apenas pelo acaso podemos largar inúmeros passos na frente de outros seres humanos. Na sua mensagem, você mesmo concordou com esse fato.
      Você tocou em vários temas. Um foi imigração. Talvez a maior fonte de riqueza, seja econômica, tecnológica e cultural, dos EUA é a imigração que sempre existiu naquele país. Por isso, é estranho ver esses ataques ideológicos que os imigrantes estão sofrendo no mundo.
      Sobre liberdade, ao menos a econômica, estamos de total acordo. Mais liberdade para empreender, mais prosperidade econômica. O termo meritrocracia apenas foi usado no texto para indicar, no caso no meu próprio exemplo, que algumas pessoas por atos aleatórios tem vantagens iniciais sobre outras pessoas. Faço isso em diversos textos apenas para que sejamos mais humildes com as nossas próprias conquistas, e não celebremos a cultura, errônea na minha opinião, de que os "vitoriosos" são tudo e os "perdedores" não são nada.

      Grande abraço!

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    2. um registro: o pai de Buffett, além de ter trabalhado diretamente no setor de 'investment banking', foi empresário e político de projeção, tendo sido eleito para quatro mandatos de deputado federal em sua época. Se não me engano, o próprio Buffett declarou que seus feitos em vida são fruto quase que exclusivo de sua capacidade inata para investimentos e do ambiente com condições ótimas para que ele desenvolvesse suas habilidades. Apesar disso, obviamente ele tem mérito e conquistou o que conquistou por suas ações. Esse é o negócio da meritocracia numa corrida com pontos de partida extremamente desiguais. O filho de um famoso político se torna diretor de estatal aos 19 anos, prefeito aos 23 e deputado aos 27. Ele se elege governador aos 33 e senador aos 39. Esse cara tem mérito, obviamente, mas é claramente um caso de vantagem inicial intransponível para ter uma carreira política. É só uma visão, um exemplo, mas é algo que me parece coerente com os fatos. Meritocracia no nosso mundo, especialmente para os que tiveram oportunidades sistêmicas, é uma auto-ilusão, algo para fazer o privilegiado se sentir menos culpado consigo mesmo.

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    3. Olá, Jairo. Grato pelo comentário. Penso exatamente assim. Apenas no final, creio que não é uma questão de culpa ou não. Não há responsabilidade por ter nascido na Dinamarca e não no Suão do Sul. Creio que é apenas para sermos mais tolerantes com os outros, e quem sabe mais generosos.

      Abraço!

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    4. Soul, pode parecer estranho falar em culpa, concordo com você, mas tenho no fundo uma certa parcela de inquietação com isso, como se eu ter de modo fácil o que o irmão do lado não poderia alcançar, mesmo com mais esforço que o meu, fosse culpa minha. Não é, mas também não esta situação não me parece justa com quem está embaixo. Na visão bíblica / católica, há uma passagem onde se incentiva a quem tem excedente que venda todos os seus bens e distribua entre os pobres. Assim ganharia o reino de Deus. Não sou rico, longe disso, mas tenho uma vida financeira relativamente estabilizada. Apesar disso, não tenho desprendimento para seguir este conselho, mesmo parcialmente, por isso falo em usar a meritocracia como racionalização, uma forma de reduzir esta parcela de culpa e de sentimento de injustiça material. Claro que não é um sentimento geral (se sentir co-responsável pela miséria alheia, nem que seja por omissão). Ter ou não essa culpa depende de uma série de fatores, criação, background, vivência, crenças, mas posso identificar uma certa pulga atrás da minha orelha com essa situação, posso sim.

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    5. Olá, Jairo. Quando voltei da minha primeira viagem para o sudeste asiático coincidiu com o momento que eu tinha acabado de comprar o apartamento onde moro. Eu me senti pesado. Por qual motivo eu com menos de 30 anos podia ter um lugar para morar tão confortável enquanto havia tanta miséria e sofrimento num lugar como o Camboja ? Evidentemente, eu não tinha nada de especial, era apenas sorte de ter nascido nas condições mais apropriadas.
      Entretanto, esse sentimento não nos leva a nenhum lugar. O que nos leva a algum lugar é quando, movidos pela ideia de que somos agraciados na vida, tentamos ser mais cordiais, generosos ou ajudar os próximos. Sendo assim, use esse seu sentimento para fazer o bem em alguma medida, que não precisa ser necessariamente através da doação de dinheiro.

      Um abraço!

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  19. Excelente artigo Soulsurfer, descobri seu blog a pouco tempo e estou começando a leitura de alguns posts. Acredito que em 10 anos, se meus cálculos estiverem certos, devo chegar ao dinheiro do "fo..-se". Enquanto isso, sigo na jornada trabalhosa que eu muitos momentos me trazem felicidades e outros "não preciso disso". Seu texto é motivador.
    Abraço

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    1. Olá, git! Grato pelo elogio. Fico feliz que tenha descoberto o blog, e espero que se torne um leitor do mesmo.
      Acho que essa é uma boa atitude mental, seguir na jornada e procurar extrair bem-estar nisso tudo, apesar de eventuais dificuldades.
      Abraço!

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  20. Muito bom o seu blog, me identifiquei bastante com as suas postagens e a forma realista que vê mundo , parabéns !

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    1. Olá, colega! Grato pelas palavras. Espero que acompanhe o blog com mais frequência.
      Abs

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