sexta-feira, 7 de novembro de 2014

BRASIL - A EXUBERÂNCIA CULTURAL DE NOSSO PAÍS


                Olá, colegas! Vi um filme ontem que me deu vontade de falar sobre algo que acho notável em nosso país: a nossa diversidade e exuberância de manifestações culturais. Ao ver o filme a respeito da vida de Tim Maia (confesso que conhecia pouco sobre o cantor) pensei como a cultura brasileira é exuberante. De cantores sensacionais como o próprio Maia, a poetas musicais como Raul Seixas, Cazuza, Chico Buarque, a atores sensacionais, a culinária fantástica e diversificada e a manifestações folclóricas tão vivas e intensas.

Que vozeirão tinha esse homem! Além de ser um tremendo doidão. Ah, como eu queria dar de Tim Maia em algumas situações no meu trabalho...hehe

                Por mais que eu tenha ido a muitos países, eu sempre me surpreendo com a força da nossa cultura. A nossa culinária é disparada a mais diversificada e saborosa do mundo. Desde os churrascos gaúchos, as pizzas paulistanas (que são muito melhores do que pizzas italianas em algumas ordens de grandeza), a culinária mineira, baiana, etc. Os exemplos são muitos. A nossa comida é um traço muito forte do nosso país. A fartura que aqui existe é algo impressionante. Eu nunca vi nada nem remotamente parecido em nenhum lugar do mundo. Uma vez eu li que a culinária é uma das maiores formas de um povo preservar a sua cultura e tradições, e eu tendo a concordar.  Os EUA, por exemplo, não possuem uma culinária própria deles, razão pela qual talvez eles tenham uma dieta tão pobre do ponto de vista nutricional e cultural. A Índia, para pegarmos um país com características culturais bem fortes, possui uma culinária muito peculiar. Eu particularmente não gostei. Lembro que num albergue em Nova Delhi eu falei para um americano que estava se deliciando com a comida indiana (especificamente a que eles estavam servindo no albergue que era péssima), eu falei que se a comida brasileira era nota 10, aquela comida Indiana era nota 1,5. Vixe, eu descobri duas coisas naquele dia: primeiramente que se você quer injuriar alguém não dê nota zero, mas algo perto de zero, e em segundo que comida é assunto sério para algumas pessoas.

                Assim, se tem uma coisa que eu sinto falta quando viajo é da nossa comida farta e maravilhosa. Isso mostra que temos ainda uma cultura muito forte. Em países da América Central, é triste ver que só existem redes Fast-Food, em El Salvador então é assustador. Porém, além de culinária, nós temos manifestações culturais folclóricas riquíssimas que vão desde as danças típicas gauchescas, passando pelo samba carioca, os ritmos animados do nordeste e as danças ritmadas dos povos indígenas.  Até uma arte marcial própria, que é uma mistura de dança, engenhosidade, luta, o Brasil inventou.

                Na área musical, o Brasil é referência pela qualidade da sua produção. A coisa mais comum é ver filme de Hoollywood tocando música brasileira ao fundo em algumas cenas, o que é algo impressionante, tendo em vista que a nossa capacidade de exposição internacional é muito mais limitada do que alguns países com grande poderio econômico e influência cultural sobre o mundo. A lista de músicas de boa qualidade, de cantores, de intérpretes é tão vasta, que se poderia fazer um texto de dezenas de páginas apenas falando de tantos talentos.

                A riqueza e diversidade culturais brasileiras são reconhecidas no mundo. Talvez essa profusão de cultura tenha vindo da mistura de brancos, índios e negros que aqui ocorreu como descreve o grande pensador Darci Ribeiro no clássico livro “O Povo Brasileiro”. Assim, reconheço que há inúmeros problemas em nosso país, bem como na forma que nós brasileiros nos comportamos em algumas situações.  Porém, é inegável que somos um povo com uma tradição riquíssima. Deveríamos celebrar essa diversidade e fortalecê-la, não usar a diversidade como uma forma de nos separar uns dos outros, pois isso apenas tornaria a nossa vida mais pobre do ponto de vista cultural, bem como em um país pior.

Um grande livro de um grande homem. Infelizmente ainda não tive o prazer de terminar a leitura, algo que pretendo fazer no futuro.

                Respeito pessoas que dizem ter vergonha de fazer parte de uma cultura tão rica como a nossa. Provavelmente, tais manifestações talvez sejam causadas pelo desalento com o nosso sistema político, com a violência que tema em não ceder (ao contrário temos a sensação de insegurança cada vez maior) e pela ineficiência crônica de nossas autoridades em oferecerem soluções razoáveis e inteligentes para os diversos problemas que uma pessoa comum enfrenta no dia a dia.  É compreensível. Porém, creio que não devemos ter vergonha de ser o que somos, de ter nascido num país tão diferente dos outros Países, um povo com uma história e hábitos únicos, nós somos diferentes do resto do mundo.  Tanto é assim que para mim é muito fácil reconhecer um brasileiro no exterior apenas pelo jeito como alguém se expressa, aliás é uma das minhas diversões reconhecer um brasileiro à distância, minha mulher acha algo bobo, eu acho divertido.

                Devemos sim lutar para que nossas relações sociais sejam mais saudáveis.  É um erro tomarmos um caminho  onde possamos nos tornar  um povo mal-humorado e agressivo. Devemos nos esforçar em tentar minorar as profundas desigualdades que ainda existem no seio da nossa comunidade e quem sabe possamos construir instituições fortes que possam um dia ser motivo de admiração e não apenas de desprezo ou desconfiança popular.

                É isso colegas, espero que tenham gostado dessa breve digressão sobre a riqueza cultural de nosso país. Se gostarem, eu fico feliz. Se não gostarem, não tem problema, fico satisfeito do mesmo jeito, só de uma pessoa se dispor a ler um texto escrito por mim já é motivo de satisfaçãoJ

O famoso quadro da pintora Tarsila do Amaral pintado em 1933. Mostra com uma beleza única a grande variedade étnica e diversidade do sofrido povo brasileiro (deve ser por isso que está todo mundo sério na pintura). Diversidade essa que deveríamos celebrar não menosprezar ou de alguma maneira incitar sentimentos de ódio e rancor em relação a outros por ventura diferentes.


Grande abraço a todos!               

54 comentários:

  1. Prezado, muito me impressiona sua empolgação com o Brasil e com o que chama de cultura brasileira.

    A bem da verdade, sinto-me até envergonhado pois não carrego o mesmo sentimento. Ao contrário, enxergo um lado sombrio do nosso povo.

    Permita-me expor o contraditório de meu ponto de vista, de forma respeitosa, claro, mas com intuito de abrir um (ou alguns) ponto(s) de discussão.

    Nosso país tem apenas 514 anos, dos quais 30 nossos colonizadores nem deram bola... Sendo assim, somos jovens na formação e somos uma mistura étnica e cultural e não detentores de uma cultura própria. Não temos nem etnia própria. A meu ver nossa mistura não foi das melhores : portugueses com intuito de explorar a colônia, negros trazidos à força para trabalho escravo, índios que subsistiam à distinção dos incas, aztecas e maias e europeus (italianos, alemães) que vieram por destruição e fome impostos pela guerra. Mais tarde vieram os japoneses. Estes três últimos grupos (alemães, italianos e japoneses) possuíam uma forte cultura enraizada no povo, fruto de muitos anos de uma cultura típica de seus povos, mas vieram e foram aqui enganados pelos "expertos" portugueses.

    Nossa cultura desenvolveu-se em um degradante viés de corrupção, e nossa política sempre refletiu isso. Não o contrário! Ademais o importante não é ter a cultura, mas ter o dinheiro, custe o que custar. Os brasileiros são egoístas e acomodados. Querem os direitos, mas repudiam os deveres. Não se incomodam de ter outrem trabalhando a mais para suprir a ele. E a cultura típica reside basicamente, a meu ver, nas manifestações festivas como carnaval.

    Discordo também da ausência de uma cultura americana no que diz respeito à culinária. Oras, o povo americano é prático e eficaz, e isso traduz-se na sua comida e forma típica : fast foods. Pode não agradar e pode não ser saudável, mas sem dúvida é um reflexo da cultura americana.

    Nossa cultura culinária é regionalizada. Cada estado ou região tem a sua. E, você dileto amigo, furtou-se de declarar de uma culinária fantástica, a de minha terra.

    Moqueca, meu amigo, é capixaba. O resto é peixada.

    Abraços,

    Capixaba Investor.

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    1. Olá, Capixaba.
      Os seus pontos são interessantes.
      Eu acho que a nossa força é justamente não termos uma "etnia". Uma vez um delegado da federal me disse que o passaporte brasileiro é um dos que mais vale no mercado negro, pois qualquer um (tirando traços muito distintos como de indianos e mongóis) podem se passar por brasileiro.
      Eu creio que é por isso que não temos tensões étnicas graves, religiosas, etc.
      Se buscarmos a história de qualquer povo, dificilmente não veremos a assimilação ou até mesmo aniquilação de outros povos. Segundo alguns antropólogos a humanidade começou assim, no que poderia ser o primeiro genocídio humano, quando o homo sapiens sapiens (nós) poderíamos ter levado a extinção do homem de neardenthal.
      Os próprios habitantes originais do Japão, os povos indígenas de uma etnia chamado AINU, foram explorados e expulsos de boa parte do território que ocupavam.
      Assim, como já disse se não me engano Hegel, infelizmente a história é uma longa história de violência e sangue.

      Eu não tenho uma empolgação com o Brasil, pelo contrário eu acho que sou até bastante crítico com ele. Porém, em relação a nossa manifestação cultural eu a acho riquíssima, talvez uma das mais ricas do planeta.

      Sobre essa perspectiva você não deixa de ter razão: um povo prático, uma comida prática. Isso até me deu ideia para uma próxima reflexão. Será que é isso que queremos transformar nosso mundo? Um mundo prático, com relações sociais e amorosas práticas, um mundo Fast Food? Pois para mim parece exatamente o que está ocorrendo nos grandes centros urbanos onde os EUA exercem uma influência cultural muito grande e talvez seja por isso que gosto tanto de ir para países onde essa cultura "fast food" ainda não tenha sido disseminada e ver como as relações sociais se dão num contexto como esse.

      É verdade, se tem algo que meu pai se delicia é com Moqueca! Viu, mais uma razão para admirarmos a vastidão e gostosura de nossa culinária!

      Abraço!

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  2. Se gostou do filme, leia o livro do Nelson Motta, o filme é um lixo perto do livro, super recomendo. O Tim foi um cara muito f..., abraço

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    1. Olá!
      Pois é fiquei até com vontade de ler o livro, apesar de não gostar muito de ler biografias. O filme sempre fica devendo para o livro mesmo.
      Valeu!

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  3. Ótimo texto Soul,

    A questão do Brasil é que mesmo sendo uma população jovem com pouco mais de 500 anos de história, nós fazemos algo que não é visto nos outros países do mundo que é a miscigenação. E uma coisa é ter grande variedade cultural como é o caso do Canadá e outra é ter uma variedade cultural interligada como no Brasil.

    Um belo exemplo aqui no Canadá é, quando você conversa com um canadense, você percebe que a maioria é descendente de francês, irlandês e inglês, alguns americanos, mas não muitos, porém poucos deles dizem "tenho sangue irlandês e inglês", ou "francês e irlandês". Aqui todo mundo é separado.

    Uma coisa que deixa eles sempre de boca aberta é chegar e falar... "sou brasileiro, mas tenho descendência japonesa, italiana e espanhola". Eles olham como uma cara de, tá, você é estranho...

    Acredito que nossa diversidade se dá por conta disso... Não temos apenas um pouco de cultura alemã, japonesa, espanhola, italiana, holandesa, mas sim a mistura de todas estas culturas juntas... Por exemplo, o que seria da comida bahiana se não fosse a mistura das culturas portuguesas e africanas, ou ainda, nossa cultura paulista, se não fossem as colônias italianas e japonesas?

    Por conta disso, acredito a cultura do Brasil é tão vasta, e sinceramente, acredito que nunca irá se tornar algo heterogêneo, e nem quero. Até acredito que de vez em quando precisamos ter uma mudança nos ventos da migração para que possamos agregar mais um pouco.

    Uta!

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    1. Olá, Estagiário.
      Concordo com todo o seu texto. Sim, eu acho que é isso que nos diferencia. Eu sou simplesmente brasileiro, nunca passaria pela minha cabeça dizer que tenho sangue alemão. Eu acho que essa diversidade, esse caldo cultural que se formou, algo extremamente positivo.
      Tanto é assim que um sociólogo que acho muito criativo chamado Domenico Di Masi (o autor de "Ócio Criativo") diz que acha que o Brasil poderia ser uma fonte de inspiração para o mundo, muito baseado nessa nossa maleabilidade cultural.

      Ora num mundo cada vez mais dinâmico, interligado, termos um povo que se adapta bem a diversas etnias, culturas, etc, para mim é uma grande vantagem.

      É evidente que temos inúmeros problemas. É evidente que se não nos esforçarmos em fazermos reformas, melhorarmos alguns aspectos de como nos relacionamos na sociedade, podemos ficar só na promessa, como muitos dizem que o Brasil é o país da externa promessa.
      Talvez isso ocorra mesmo. Porém, é inegável que o nosso potencial, pelo menos na minha percepção, é imenso.
      Há uma diferença muito grande em apontar os problemas do Brasil ou até mesmo achar que eles são insolúveis a ponto de querer até mesmo emigrar do país, de menosprezar o nosso povo e a nossa cultura.

      A migração sempre é algo que traz dinamismo para um povo. Não é por outro motivo que os EUA são tão dinâmicos.

      Abraço!

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    2. É interessante também que, apesar desta miscigenação toda, o brasileiro possui uma identidade muito característica e específica. A miscigenação não gerou um "frankenstein". Digo isto não só em termos de identidade estética (beleza) como cultural.

      Mesmo os que não se orgulham de ser brasileiros e de nossa identidade, reconhecem, acredito, esta especificidade nossa. A discussão, para estes, permanece para apontar se o "bolo" ficou bom ou ruim rs.

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    3. Olá, Renato.
      É verdade, eu concordo que nós somos um pouco com uma especificidade única.
      Abraço!

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  4. soul, mais uma vez um bom texto, mas eu tendo a discordar em grande parte.

    Eu concordo que a diversidade cultural, culinária e étnica aqui são únicas, mas não vejo isso de maneira tão positiva assim, pois acredito que isso ajuda a nos enfraquecer como povo, e não o contrário.

    Diferente de você eu ando meio desanimado com o Brasil e com nossa cultura, política e instituições, então não consigo mais ver muita coisa boa neste país. Cada dia penso mais na possibilidade de deixar o país e não por mim, mas justamente para que meus filhos tema a oportunidade de crescer em um país com valores que não encontramos aqui.

    Abraços

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    1. Olá, EI!
      Eu já acho o contrário. Isso é até mesmo um princípio biológico. Quanto mais diversificada geneticamente uma comunidade, menor o risco de colapso.
      Sobre a perspectiva humana, eu concordo que uma população mais homogênea é muito mais facilmente "administrável". Deve ser essa uma das razões de que muitas pessoas defendem países cada vez menores. Pode ser verdade.
      Porém, e aqui pego algo que o meu pai sempre me disse, apesar de ser mais difícil, quando uma comunidade humana heterogênea consegue se organizar, ela se torna uma sociedade extramente forte e criativa. Eu tendo fortemente a concordar com ele. Uma das forças dos EUA é ser um povo tão diverso como o brasileiro (apesar de possuir características muito diversas como apontou o Estagiário aí em cima em relação ao Canadá), mas de alguma maneira ser organizado, isso dá força para a economia e sociedade deles.

      Sobre o desapontamento, cito um trecho do texto: "Respeito pessoas que dizem ter vergonha de fazer parte de uma cultura tão rica como a nossa. Provavelmente, tais manifestações talvez sejam causadas pelo desalento com o nosso sistema político, com a violência que tema em não ceder (ao contrário temos a sensação de insegurança cada vez maior) e pela ineficiência crônica de nossas autoridades em oferecerem soluções razoáveis e inteligentes para os diversos problemas que uma pessoa comum enfrenta no dia a dia. É compreensível. Porém, creio que não devemos ter vergonha de ser o que somos, de ter nascido num país tão diferente dos outros Países, um povo com uma história e hábitos únicos, nós somos diferentes do resto do mundo."

      Também estou decepcionado com muitas coisas. Como gostar de ver crianças de 12 anos (tem um colégio na minha rua) fumando, falando palavrão, meninas se degradando, etc? Não dá né. Isso me entristece. Porém, isso não se confunde em reconhecer a nossa diversidade e riqueza cultural, em minha opinião.
      O seu desejo de emigrar é legítimo e se é isso que quer eu dou o maior apoio, e espero de coração que consiga (assim como outros amigos da blogosfera como o ByeBye, Corey, Rover, e tantos outros).
      Cada um tem que ir atrás daquilo que acha que fará a sua vida mais completa e interessante.

      Abraço EI!

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  5. Diversidade é o que mais temos, para bem e para o mal.
    Tim Maia é foda!
    Quero ver este filme...
    Bom fds Sô!

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    1. Olá, UB!
      Tô lembrando de você mais constantemente, pois comecei a almoçar com mais regularidade num restaurante mineiro. Vocês gostam de uma gordurinha hein! hehe
      Bom final de semana para você e sua família!

      Abraço!

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    2. kkk, torresminho né?!
      Eu gosto mais de comida japonesa... pena que é tão cara, rs.

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    3. Pô, se fosse só o torresmo heheh
      Eu adoro comida japonesa, é o que eu mais gosto. Tem que aprender a fazer em casa UB...
      Abraço!

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    4. Não, mas a minha companheira arrisca fazer um cortes.Porém, eu quero ver se faço sim, não e difícil e às vezes pode sair bem em conta, principalmente se reunir amigos para fazer.

      Abraço!

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  6. Oi Soulsurfer, iniciei meu blog de finanças agora e eu gostaria que você o seguisse, se possível: http://fclivre.wordpress.com/

    Um abraço, aprendo bastante com vc aqui.

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    1. Olá, colega.
      Fluxo de caixa livre crescente e frequente? Gostei dessa estratégia:)
      Boa sorte nos investimentos, e parabéns por compartilhar suas experiências com outras pessoas e doar um pouco do seu tempo para fazê-lo.

      Abraço!

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    2. A estratégia é de fato boa, espero entender suas principais nuances para aplicá-la bem. Obrigado pelas palavras de incentivo. Abraço!

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  7. Olá Soul,

    Acredito que todas as culturas possuem pontos positivos e negativos.
    A questão é, se no frigir dos ovos, estamos mais ou menos felizes onde estamos.

    Provavelmente para um cidadão que não seja lá muito ligado ao trabalho, que adora uma festa, uma praia, um samba, uma cervejinha e quem sabe até receber uma ajudinha financeira do governo, o Brasil seja um paraíso.

    Para outros que não gostam de festa, que preferem a ordem, a educação, a disciplina, o trabalho, morar no Brasil é não é nenhuma maravilha.

    Então, essa exuberância cultural depende dos olhos de quem vê.
    Temos uma variedade enorme de comida e em abundância, mas às vezes pecamos na qualidade.
    Temos nossa música, assim como os canadenses têm as deles, os italianos, os franceses, os espanhóis, os alemães, os americanos ... tudo depende do gosto.
    Eu particularmente não gosto da música brasileira.

    A miscigenação com certeza traz pontos positivos, mas a falta dela também traz, o japonês é um bom exemplo disso.

    E por fim, não vejo problema em separar o Brasil em partes menores.
    O nosso modelo centralizado em Brasília não funciona.
    Talvez a Ucrânia seja um bom exemplo disso. Existe uma parte que quer aproximação com a Europa e uma outra que quer ficar junto a Rússia.
    Então, por que não separar os dois lados?
    Ambos sairiam satisfeitos, não entendo o porquê dessa obrigação de ter que ficar juntos.
    Isso me faz lembrar aquelas histórias de mulher que apanha do marido mas não se separa.

    Enfim, tem gosto pra tudo.

    Abraço

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    1. Olá, Bye! Sua resposta possui pontos interessantes e foi bem ampla, permita-me responder em tópicos:
      a) Eu acho que é uma conceituação que não podemos generalizar. Parece-me mais um arquétipo que pode ser verdadeiro em algumas situações, mas não o é para a maioria dos brasileiro. Mesmo que isso fosse verdade, eu não sei se ter um transporte público péssimo, uma saúde péssima, transformaria o Brasil para esse indivíduo num paraíso;

      b) Claro, como respondi para um Anônimo, cada povo tem sua manifestação cultural e longe de mim querer diminui-la. Pelo contrário, depois de viajar para tantos lugares diferentes, pude aprender a respeitar e a gostar mais de manifestações culturais tão diversas da minha. Porém, como também já dito, há manifestações mais ricas do que outras. Não podemos comparar a riqueza da música brasileira com a música do Canadá. Isso não quer dizer que a nossa seja melhor ou pior, apenas que a nossa é mais vasta.
      Eu desde os 6 anos escuto heavy metal e música erudita (os meus dois primeiros LPs que minha mãe comprou para mim foram "The Number of The Beast" do Iron Maiden e "As Quatro Estações" de Vivaldi - sempre ainda me emociono quando ouço essa música maravilhosa). Sendo assim, eu mesmo nunca tive muito contato com a música brasileira na minha infância e adolescência.
      Hoje em dia eu também nem escuto muito música brasileira. Porém, mesmo assim eu sei reconhecer o talento de nossos artistas, e a vastidão imensa de que os brasileiros conseguiram atingir em termos musicais;

      c) O Japão foi um dos lugares que mais gostei. O povo japonês sempre ficará na minha memória, é um povo extraordinário. Porém, há um lado sombrio sim do povo japonês ligado principalmente a não aceitação de diferenças (talvez esteja melhorando com as novas gerações). Imigrantes Coreanos e Chineses sofrem muito lá. A violência dos japoneses com os povos ocupados na 2ª guerra Mundial (China, Filipinas, etc) foi atroz. O discurso contra a miscigenação (e não que você esteja o fazendo, pois não vi isso em sua mensagem) pode nos levar a caminhos perigosos como a um xenofobismo, racismo e em casos mais extremos até mesmo a eugenia.

      d) Aqui tenho que discordar profundamente. Ucrânia e Brasil são duas coisas completamente distintas. Primeiramente, a Criméia fazia parte da União Soviética até a década de 50. Foi uma concessão de Nikita Kruschev a Ucrânia, mas ela não foi total. Creio que mais de 70% da população da criméia era formada por russos, a Rússia sempre teve uma base naval gigantesca lá. Assim, a relação entre a Criméia e a Rússia é profunda.
      Em menor grau, isso ocorre com algumas partes do leste da Ucrânia (não é tão forte como na Criméia). Na Ucrânia, estamos falando de um gigantesco jogo de interesse entre o ocidente e a Rússia. Estamos falando de uma das regiões mais sensíveis no planeta atualmente, algo que se não for bem conduzido pode levar o mundo inteiro a consequências não muito agradáveis.

      Sobre dividir o Brasil em partes menores, pode ser que fosse algo a ser pensando. Não creio que possa ter algo que não possa ser discutido. Porém, com certeza não baseado num resultado eleitoral de uma simples eleição, onde pretensamente se viu um país rachado. Se fosse assim, os EUA deveriam ser divididos, a França, a Alemanha, pois todos esses países possuem regiões bem dividas de acordo com votos mais "conservadores" ou "liberais".
      Por fim, concordo plenamente na parte em que diz que o modelo centralizador do Brasil não está dando certo, não está mesmo. Uma das coisas que deveria ser discutida é uma descentralização maior. Hoje a União se agiganta cada vez mais, sobrando pouco para os Estados e migalhas para os municípios. Porém, nós não vivemos na União, nós vivemos em cidades.

      Valeu pela mensagem Bye, mesmo não concordando com algumas partes, o simples fato de você escrever uma mensagem extensa e bem articulada, mostra respeito de sua parte.

      Abraço!

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  8. Fala Soul!

    Acho que finalmente concordarei com vc, rsrs! Sobre o Tim ele foi um gênio, um cara com talento excepcional, dom mesmo! Como disseram aí em cima, leia o livro do Mota, o filme é ridículo perto do livro. Eles poderiam ter feito um filme muito mais realista pq a vida do Tim foi um filme...

    Sobre comida, sem dúvida a nossa comida é muito boa. Como vc disse o americano não tem uma cultura culinária própria, o que se chama de comida americana é a tex-mex que de americana não tem nada... Se for pensar em carne então... O americano não sabe comer carne! A pizza italiana não é pizza, é massa suja de molho. Musicalmente falando tb somos muito bons, temos excelentes cantoras e compositores muito bons, porém comer bem e ouvir boa música não são motivos suficientes para que eu me orgulhe de fazer parte de uma sociedade onde a falta de educação e respeito ao próximo reinam absolutos. Com certeza vc sabe que a exuberância cultural brasileira é vista lá fora sempre ligada a festa, carnaval, futebol e outras coisas do gênero. Isso pra mim não é motivo de orgulho (opinião).

    Uma coisa que me incomoda mais ainda no Brasil é que fomos colonizados em grande parte por portugueses, logo é de se pensar que os portugueses deveriam ser os grandes responsáveis pela nossa "cultura" porém os portugueses são completamente diferentes de nós. São educados e cordiais a tal ponto que muitos de nós os consideramos "burros". Não sei se vc conhece Portugal (recomendo a qualquer pessoa), mas Portugal é completamente diferente do Brasil. Não sei explicar o porquê disso...

    Grande abraço!

    Corey


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    1. Cocorey, o cara conhece até Bangladesh e você pergunta se ele conhece Portugal?
      Vou te dizer porque Portugal é tão diferente do Brasil. É porque de la só veio a escória para cá. O Brasil serviu para limpar Portugal dos indivíduos da pior índole, por isso nossa cultura tão rica em enganar o outro.

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    2. O cara come uma pizza de turista pé de chinelo numa das esquinas da piazza spagna ou um bife com pão no Sawgrass numa viagem bate-e-volta pra Miami e já sai conceituando a culinária do país.

      E cultura e música, cada lugar e cada povo tem a sua. Nem melhor nem pior. A beleza está em saber apreciar a expressão. O resto é chauvinismo.

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    3. Olá, Corey!
      Nós concordamos em muito mais coisas do que possa imaginar. Talvez possamos ter opiniões contrárias sobre temas mais gerais envolvendo Brasil, mas isso não quer dizer necessariamente desavença total e absoluta:)

      Sobre o Tim Maia, acho que vou ter que ler o livro. A cena que ele recebe uma carta-intimação do Ministério Público e disse que não vai abrir "porra nenhuma" hehe eu achei demais. Por isso que disse que gostaria de ter, em algumas situações, mais momentos Tim Maia.

      Olhe, Corey, eu acho que são duas coisas distintas. Ninguém em sã consciência pode se orgulhar de certas coisas que ocorrem atualmente com o país e alguns comportamentos sociais difundidos. Não é porque temos uma cultura rica que vou sentir orgulhoso toda vez que vejo alguém furando uma fila ou sendo mal-educado e agressivo no trânsito (e como isso está cada vez mais comum). Portanto, sobre esse aspecto eu concordo contigo.
      Porém, o meu artigo foi apenas para destacar, pelo menos na minha visão, a vastidão e riqueza da nossa cultura. Ao final do texto, aí sim é um juízo de valor mais forte, eu coloco que acho que essa diversidade cultural e étnica é a nossa força e não podemos deixar que discursos de ódio de alguma maneira floresçam em nossa sociedade.
      Muitos dos problemas apontados por você ou pelo ByeBye para mim podem e devem ser combatidos com educação de qualidade. Não creio que nossa diversidade cultural tenha qualquer ligação com isso.

      A colonização portuguesa, pelo meu parco conhecimento de história, foi extremamente predadora. Eles não viam o Brasil como um lar a ser desenvolvido, mas sim uma terra para ser sugada até o último limite. A administração instalada aqui foi de péssima qualidade. Muitos dos desvios estatais que vemos hoje por meio dos nossos políticos, tem algumas características plantadas desde aquela época. Porém, apesar de todos esses problemas, apesar de escravizarem negros, degradarem o país como uma colonização predatória e aniquilarem os índios, nós nos tornamos um país relativamente pacífico, onde diferenças étnicas e culturais foram assimiladas e respeitadas, criando algo meio único no mundo.

      Infelizmente ainda não conheço Portugal. O meu pai adora lá, principalmente o bacalhau e o vinho. As pessoas falam muito bem de Portugal. Deve ser um país interessante para passar um tempo.

      Abraço, colega!

      obs: boa sorte em seu novo empreendimento!

      Anonimo,
      Por qual motivo a ofensa, colega?
      Infelizmente, também não conheço Bangladesh, mas quero conhecer. Se possível quero fazer uma visita ao Banco Grameen e conhecer mais sobre o trabalho maravilhoso do Yunus.
      Olha, também mandaram a "escória" para Austrália, então não sei se apenas esse motivo explicaria.

      Abraço!

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    4. Anônimo 2,
      Em nenhum momento foi dito que há cultura melhor ou pior. Cada povo desenvolve a sua, e realmente devemos saber apreciar essas diferenças.
      Porém, é claro que há diferenças. Há aspectos culturais de certos povos que são mais ricos do que outros, e não há nenhum mal com isso.
      Basta comparar a cerâmica de certos povos há 3 mil anos atrás ou qualquer outra coisa. Isso não retira a beleza da cultura de cada povo.
      Abraço!

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    5. Anônimo: concordo que um monte de gente vai para os EUA e retorna falando que a comida é ruim, mas quando questionados respondem que só comeram fast food. Eu não disse que a comida americana é ruim, muito pelo contrário, come-se muitíssimo bem nos EUA, mas não venha comparar uma steakhouse americana onde vc paga uma fortuna por 1 bife com uma churrascaria rodízio brasileira, tb não dá pra comparar uma Dominos pizza com a pizzaria do Zé da esquina e suas pizzas de 2 kg... Compare uma pizza servida aos pedaços de uma padaria porcona da ZL de SP com o mesmo produto servido em little Haiti em Miami.

      Soul:

      Leia sim, aprender um pouco sobre a vida do cara é inspirador, nos faz querer sair da zona de conforto e arriscar mais, como vc disse, ter mais momentos Tim Maia.

      Entendo que são duas coisas distintas, mas na minha opinião as manchas de caráter da sociedade brasileira sobrepõem as belezas culturais e alguns traços culturais são contestáveis. O "espirito festeiro" do brasileiro mesmo é algo que não vejo vantagem alguma. Sem dúvida educação ajudaria bastante, mas certas coisas estão no DNA, não sei até que ponto uma educação devente iria mudar.

      Entendi e concordo com seu ponto de vista sobre a colonização portuguesa, faz muito sentido. Os britãnicos que colonizaram os EUA foram com outra cabeça, queriam terra pra fazer uma vida nova com mais qualidade de vida (engraçado que o mesmo acontece ainda hoje com quem imigra pra lá), portanto cuidaram melhor do país e o fizeram com base em regras.

      Vá para Portugal, alugue um carro e rode o país, se perca no interior, visite "aldeias" e perceba o quão anos luz os portugueses estão a nossa frente qd o assunto é educação, cordialidade e trabalho pesado.

      Abraço!

      Corey

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    6. Corey,

      Vou intrometer-me um pouco em sua conversa só para reforçar quem lê aqui.

      Quem não conhece Portugal deveria aproveitar. País do qual falamos a mesma língua, 1 terço do tamanho do Estado de S.P. e no entanto com tanta diversidade de paisagens, casarios, enfim... Tem que se fazer exatamente o que você diz: Alugar um carro e perder-se no interior. Vo deixar aqui, de brinde, uma recomendação a você e outros que gostam de Portugal. Leiam o livro de José Saramago chamdo "Viagem a Portugal". É um livro aonde ele registra uma viagem de norte a sul do país, que durou 3 meses, e que ele fêz pessoalmente. Conta o que viu. O que gostou e o que não gostou. O livro dele vale totalmente já por uma frase que há já em seu início. Mai ou menos assim: "Cada lugar de Portugal deve ser conhecido mais de 1 vez e ao brilho das diferentes estações". Achei isto, um insight fantástico! Porque é uma verdade. Depois disto, estive em determinados lugares de Portugal no verão, primaveira e inverno. Realmente são experiências fascinantes e diferentes.

      Abraço, Corey.

      Carlos

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    7. Valeu, Corey.
      Eu acho que uma educação boa durante uns 30 anos (não, não vamos ver resultados tão cedo infelizmente) já mitigaria muitos problemas.
      Eu acho que não deveríamos querer que nos transformássemos em Europeus ou Japoneses, pois nós temos as nossas singularidades como povo, e algumas delas vantagens sobre outros povos. Assim, com mais educação, poderíamos minorar alguns problemas comportamentais e talvez daí pudesse emergir uma cultura ainda mais exuberante, e poderíamos ter uma qualidade de vida muito melhor.

      Abraço!

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    8. Valeu, Carlos, pelo insight.
      Eu gosto muito de Saramago e não conhecia esse livro.
      O meu pai é apaixonado por Portugal, apenas me deixou com mais vontade de conhecer as terras portuguesas, ora pois!

      Abraço!

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    9. "Há aspectos culturais de certos povos que são mais ricos do que outros..."

      Só o fato de você se considerar capaz de julgar que uma determinada cultura pode ser ou é "mais rica que outra" já demonstra um certo viés de chauvinismo, considerando que se autodeclara tão culto e tão aberto a novas ou diferentes percepções humanas. Você possui tanta bagagem a ponto de saber distinguir e comparar detalhes em nível de riqueza cultural? Agora fiquei surpreendido. No mínimo, faltou certa humildade.

      Anônimo 2

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    10. Olá, colega.
      Pode ter me faltado humildade, mas creio que lhe faltou um pouco de educação.
      Eu adoro Ramones. Não posso dizer que Ramones seja pior ou melhor do que Led Zeppellin. Agora, eu posso tranquilamente dizer que musicalmente um é muito mais sofisticado do que o outro, o fato de Ramones tocar basicamente em três acordes não o transforma em pior, mas com certeza mais simples.
      Os povos pré-colombianos atingiram uma riqueza muito maior no plano arquitetônico do que os povos nativos da Amazônia, nem por isso pode-se dizer que um é pior o outro.
      Eu disse isso expressamente. Se você quer usar uma expressão como chauvinismo, primeiro aprenda a definição correta desse termo e segundo leia o texto e os comentários em sua totalidade, sob pena de ser uma manifestação apenas agressiva sem agregar absolutamente nada.

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    11. Não estou sendo agressivo, estou sendo sucinto.

      Chauvinismo: http://pt.wikipedia.org/wiki/Chauvinismo

      O termo acima foi usado de forma adequada sem conotação agressiva. O interessante na sua reação é que considerando que volta e meia você se dá o direito de fazer uso de interpretações livres e desconexas sobre termos de mercado financeiro, como por exemplo, o termo tradeoff no seu último post, então pelo menos deveria ser mais compreensivo nas interpretações dos comentários que não agregam, só porque não são embalados por elogios a sua sabedoria de almanaque.

      A 2

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    12. Olá, Sr. Creisson .
      Suas palavras: "considerando que se autodeclara tão culto". Primeiramente, alguém se auto-declarar culto seria uma estultice. Primeira demonstração agressiva. Depois faz ilações sobre pretensamente o que sobre o meu caráter, numa clara falácia ad hominem. Depois deturpa tanto o termo chauvinismo, como o que foi dito.
      E diz que o termo foi usado de maneira adequada sem conotação agressiva. Faz isso de maneira anônima, o que demonstra covardia.

      Agora diz que: "só porque não são embalados por elogios a sua sabedoria de almanaque.", o que me soa típico de Jotícia. Eu apenas não entendo, por qual motivo, se te incomoda tanto, ficar frequentando espaços. Ok. É um troll, mas se quer se um troll, seja pelo menos bom nos argumentos. Não fuja dos mesmos, quando não sabe o que responder, como aconteceu inúmeras vezes.
      Não tenho qualquer problema em discutir argumentos. Trato a todos com respeito, independente do que falam, como algumas mensagens de colegas que às vezes discordam. Agora, uma pessoa agindo de maneira desrespeitosa, eu costumo continuar com respeito, mas tratar os argumentos de uma maneira mais estrita, uma pena que você sempre foge das discussões e sempre apela para as falácias ad hominem.
      Não deixa de ser um pouco patético. Porém, se você é masoquista e gosta de sofrer, continue frequentando o espaço:)

      Abraço!

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    13. Soul, vc deveria moderar os comentários. Tenho certeza que fará de forma responsável e evitará que leitores do seu blog tenham o desagradável momento de encontrar anônimos recalcados que apenas maldade agregam. Fica a dica, pense nos leitores que apreciam seus posts e o debate inteligente.

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    14. Acho que este vídeo será pertinente ao post...
      https://www.youtube.com/watch?v=euD46SXKaOc
      Abraço a todos!

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    15. UB, grato pelo vídeo, amigo.

      Colega, talvez. Eu não me importo com críticas ou até mesmo agressões. Agora covardia já é um pouco demais. Por enquanto, continua assim mesmo.

      Abraço!

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    16. Não há necessidade de moderação. O Surfista já provou que tem talento para lidar com toda a sorte de situações com extrema galhardia.

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    17. Troll,

      Tem mesmo. De forma polida, elegante, paciente, assertiva... Cabe aqui uma mão cheia de predicados.

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  9. Olá, Soul.

    O Brasil é cheio de pontos positivos, culinária fantástica (você falou aí acima da cuinária mineira - nada como um tutu de feijão à mineira ☺), belezas naturais, povo mais alegre do mundo, etc... Mas temos mazelas enormes, 100 % derivadas de uma grande estratificação sócio-econômica. Já morei em uma cidade de 180 mil habitantes, Jacareí, SP, e estou atualmente morando em uma de 34.000 ha. E por um motivo caro a mim e a muitos cidadãos: Segurança.

    O pessoal tem também falado aí em cima de emigração. Confesso que tenho pensado nesta possibilidade, e cada vez com mais frequência. Primeiro por uma facilidade, pois tenho dupla cidadania (Brasileira-Portuguêsa). Segundo por de sobrevida física. Vou explicar melhor. Saúde (nem vou falar da saúde pública). Nossos planos de saúde são caríssimos quando comparados a Portugal. Um plano de saúde padrão UNIMED (enfermaria) custa por volta de 800 a 1 mil reais por aqui. E regional (sem cobertura nacional). E quando você precisa, por exemplo, para serviços de Oncologia (um amigo meu precisou), tem que se enfrentar uma batalha, inclusive júrídica. Um seguro de saúde da Allianz (simulei ano retrasado) me custaria lá, em Portugal, € 70 por mês! Com cobertura muito, muito maior que no Brasil. Comparável com um dos seguros saúde mais caros do Brasil (senão o mais caro), o da Omint, mas extremamente inalcançavel por mim. Mais, da Allianz. Cobertura de alto risco de € 1.000.000 a cada 10 anos.

    E aí te pergunto: Por instinto de sobrevivência (necessidade básica do ser humano) tenho outra escolha para daqui alguns anos?

    Enfim, o Brasil, para mim, está no mesmo status político-social mostrado no início do filme "Era uma vez na América" (Já assisti 4 ou 5 vezes).

    Grande abraço, amigo Soul.


    Carlos


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    1. Olá, Carlos!
      É mesmo? Não sabia que Portugal poderia ser tão mais barato no quesito seguro-saúde, além do mais com uma população bem mais envelhecida do que a nossa.

      O seu caso é diferente do de pessoas mais jovens que querem emigrar como alguns colegas da Blogosfera. Eles querem fazer uma nova vida lá. No seu caso, seria como um expat.

      Se você tem condições, por que não? Poderia morar um tempo lá, e um tempo aqui revendo a sua família. Poderia viver de aluguel nos dois dois lugares. Poderia comprar FII aqui e alguma forma de investimento semelhante lá (eu nunca olhei nada em Portugal).
      Se você quer e tem uma condição financeira que possa permitir isso, eu acho uma boa.
      A Europa é um continente muito, mas muito amistoso para pessoas com mais idade do que a América Latina como um todo.
      Eu moraria na Califórnia ou Austrália (ou Indonésia hehe) se tivesse que morar em algum lugar diferente do Brasil hoje em dia. Porém, se tivesse mais idade, eu acho que talvez escolheria algum país europeu.

      Eu vi esse filme apenas uma vez, é um com o Robert de Niro não?

      Abraço!

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    2. Olá Soul.

      Sim, o seguro é muito mais barato. É por isso que creio que há algo de podre na formação de preços dos seguros daqui. Fruto da política inapetente às necesidades mais primárias de nossa sociedade.

      Sim! Já pensei exatamente isso! Algo como morar 6 meses lá e 6 aqui. E estou com planos de fazer isto a partir dos 65 anos, portanto, daqui a uns 4 anos. Como levo uma vida espartana mas com conforto, o que economizei dá para eu morar em uma aldeia (aonde nasceram meus pais) cuja lugar fica a uns 30 km de Aveiro e 45 km de Coimbra.

      Lá tem sim, FII's. Há um ano atrás, tinham DY de algo como 3 a 3,5 % a.a. Mas não fui mais a fundo para saber de custos e carga fiscal. Mas vou voltar a pesquisar.

      Um abraço, Soul. E ótimo Domingo para você e sua esposa!


      Carlos

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    3. Parece-me um ótimo plano.
      A vida numa aldeia em Portugal deve ser bem tranquila, e se é perto de cidades maiores, melhor ainda.
      Bacana hein! Visitarei se um dia você realmente colocar esse plano em movimento:)
      É, geralmente esses são os yields lá fora. E ainda são tributados. E o pessoal acha ruim BRCR pagando 10,5% aa, vai entender!

      Valeu, Carlos, para você e sua família também!

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  10. Mais um post fantástico, Soul. Você é o melhor da blogosfera pelo conjunto da obra. Muitos falam mal daqui, mas não conhecem a História, nem sabem que Getúlio Vargas e a Ditadura Militar investiram muito para que o povo fosse cada vez mais estúpido. Desgraças como incentivo à natalidade, REde Globo, Embrafilme patrocinando filmes de sacanagem e proibindo filmes políticos são alguns dos exemplos porque estamos mal hoje.


    Sobre emigrar pode ser ideia boa. Mas sair daqui, recebendo um U$ 10K por mês de dividendos e proventos de fiis, e viver num país quente, com boas praias é uma ideia excelente. Pode ser a Espanha com Ibiza, pode ser alguma ilha do Caribe, pode ser até MIami.

    Mas sair daqui para idolatrar americanos e europeus e ficar falando eternamente mal dos brasileiros parece reclaque. Ou coisa de quem queria se exibir por aí de Ferrari, mas tem medo da violência e acha injusto um país que não permite a ostentação de quem ralou muito.


    Sair daqui para se matar de trabalhar e ganhar menos de U$ 7k ao mês parece uma ideia meio boba.

    Acho mais interessante juntar R$ 2M aqui e ir morar no Caribe, ou em Fernando de Noronha mesmo, lugar calmo, sem tanto crime, com coisas legais e sem ser tratado como cucaracha....

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    1. Olá, colega.
      Grato pelo comentário.
      Abraço.

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  11. Soulsurfer: você afirmou em um comentário no blog do Zé Mobral:
    "Há CRI com 55% do saldo devedor em atraso, e com mais de 20% com mais de 90 dias de atraso. Para saber o risco ou não, é preciso analisar o LTV. Em alguns CRI o LTV é razoavelmente seguro, em outros nem tanto."
    Como lá não aceita comentário anônimo, vou lhe perguntar aqui: em qual site e em qual parte do site você consegue ver a taxa de inadimplência dos CRI e o LTV?
    Grato

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    1. Olá, colega.
      Estou preparando um texto a respeito. Indicarei lugares para consultar, métricas de análise, etc.
      Abraço.

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  12. Soulsurfer:
    As da Brazilian Securities eu achei a informação no site dela (não sobre o loan to value, ou então não consegui descobrir quais dados exatamente constituem o LTV...). Mas as da Gaia, não consegui encontrar...
    De qualquer forma, aguardamos ansiosamente o post

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    1. Olá, colega. Olhei apenas das CRIs do FEXC que eram da Brazilian Securities. Não fui atrás ainda de outras informações sobre outros securitizadores.
      Abraço.

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  13. O melhor do Brasil eh o brasileiro, infelizmente o pior também,,, :(

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  14. Olá, soul. Muito bom o seu artigo. Por que as pessoas sempre acham que o estrangeiro trabalha mais do que o brasileiro? Sempre que vejo críticas ao Brasil é esse argumento. Infelizmente, são pessoas com síndrome de colonizados, que acham que tudo que vem de fora é melhor. A diferença entre essas pessoas e os índios da época da colonização é que estes não tinham acesso à informação. É o velho complexo de vira lata. Acho que não precisamos de pessoas assim no nosso país. Viva o nosso país cheio de problemas! Com o tempo, iremos melhorar...mas, vira latas complexados, não voltem, por favor!

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