domingo, 13 de outubro de 2019

UM HOMEM SAUDÁVEL POSSUI MIL DESEJOS, UM HOMEM DOENTE APENAS UM


Eu estava há mais ou menos um mês ouvindo uma entrevista interessantíssima do Joe Rogan com Naval Ravikant (um grande investidor em start-ups), quando o entrevistado citou uma frase de uma força profunda: “A Healthy person has a thousand wishes, a sick person has one. Eu não sei se é algum provérbio, se algum sábio disse isso, mas ela possui uma verdade fundamental sobre a existência humana.

Provérbio Indiano? Não sei, não fui atrás para pesquisar, mas que é uma verdade fundamental da existência humana, ah, isso é.

                Eu, ainda bem, sempre tive um sistema imunológico forte (talvez por ter sido amamentado e amado quando criança, quem sabe?), é muito difícil eu ficar doente. Lembro, porém, no ano de 2003 fiz uma viagem com a minha mãe para a região de Bonito e do Pantanal do Mato Grosso. Lugares fantásticos. No final da viagem, entretanto, fui acometido por uma dor de barriga forte.  Tudo que era colorido perdeu a cor naqueles últimos dias. É impressionante o que uma dor forte faz com a pessoa, como a vida fica muito mais difícil, como tudo ao redor parece não fazer sentido. Apenas consigo imaginar as pessoas que sentem dores intensas todos os dias, o martírio que não deve ser.

                Sim, uma pessoa saudável tem milhares de desejos, uma pessoa doente apenas um.  Aos vinte e pouco anos, isso parece algo distante.  Quase todos dessa idade possuem uma boa saúde. O corpo humano é tão fantástico que ele consegue aguentar agressões vindas de dietas horríveis, noites mal dormidas, stress, falta de exercício físico, sem que o corpo colapse quando se é jovem. O sistema de reparo (melhor dizendo os centenas de caminhos metabólicos de reparo) do corpo funciona a todo vapor.

                É verdade que o estilo de vida atual é tão anti-natural, que até mesmo jovens estão ficando doentes e frágeis. Imagina essas pessoas aos 50-60 anos, qual não será a qualidade de vida delas.  Eu já não tenho mais 20 anos, mas sim quase 40. Sinto diferença já de como eu era há 20 anos, e imagino que se eu chegar aos 50, a diferença será ainda mais aguda. Isso mesmo estando treinando forte, com um físico razoavelmente torneado (é a primeira vez que os six pack aparecem em mim).

                Há mais ou menos 18 meses mergulhei fundo no universo da nutrição, otimização de vida, marcadores de saúde, etc.  Para um não profissional e sem treinamento formal, posso falar que realmente fui e estou indo fundo. Já devo ter lido dezenas, quiçá, centenas de papers científicos. Um paper científico não é aquele artigo de blog ou livro escrito para agradar o leitor, geralmente é uma leitura árida, com termos técnicos incompreensíveis para quem não é da área (o que faz com que se precise pesquisar ainda mais para poder entender).  Li também centenas de artigos, dezenas de livros, ouvi centenas de horas de podcast com cientistas, pesquisadores, informação de alto nível.

                Tem sido uma jornada e tanto. Já pensei em fazer medicina, mas desisti. Meu amigo blogueiro Frugal falou “por que não faz nutrição?” e passou pela minha cabeça tentar fazer esse curso numa universidade como a Universidade da Califórnia de San Diego. O campus dessa universidade é na frente da praia de La Jolla, o lugar é simplesmente fantástico, além de ser uma universidade TOP. Imagina voltar a estudar animado num lugar como esse, criando minha filha numa das cidades mais fantásticas que já conheci? Porém, não sei se é caro, se eu teria condições de entrar, etc, etc. Mas isso mostra que o caminho de tentativa de melhorar a compreensão do meu corpo realmente me levou por uma jornada incrível de conhecimento.

Uau, imagine voltar a estudar numa universidade como essa, tendo um enorme interesse pela matéria?

                Nessa minha busca por conhecimento, cada vez fui mais reparando como vivemos numa sociedade com hábitos de certa maneira doentios, como prestamos muita atenção em coisas que não tem tanto valor, e como simplesmente ignoramos aspectos fundamentais de nossa vida.  Algo como a frase de Oscar Wilde de que nem tudo que tem preço possui valor, e nem tudo que tem valor possui preço, e muitas pessoas são cegas a isso.



                O fato mais assustador, porém, é como as pessoas não tomam responsabilidade de sua saúde, como acreditam cegamente nos profissionais de saúde, e como muitos destes não estão preparados nem para diagnosticar problemas de saúde evidentes.  Tome-se como o exemplo o hormônio insulina. Ou, melhor dizendo, a resistência à insulina, ou síndrome metabólica. 

                Numa pesquisa feita nos EUA, chegou-se a conclusão que pelos parâmetros de saúde metabólica, apenas 12 em cada 100 americanos eram saudáveis. Sim, 88% da população americana não possui um metabolismo saudável. Isso sim é uma crise sem precedentes, isso sim mostra a decadência de um povo, isso sim é “o que tem valor, mas não necessariamente preço”.  Aliás, nem a última frase possui sentido, pois os gastos de saúde com certeza serão um enorme estorvo para os americanos, seja num sistema de saúde público, seja num sistema de saúde privado. A política  de saúde pública, ou privada, ou individual, mais barata para um indivíduo e uma sociedade como um todo é apostar na qualidade de vida e em hábitos saudáveis.

                Eu imagino que os números brasileiros possam ser melhores, mas não muito melhores.  Se assim o é, por que raios quase nenhum médico pede nem mesmo um exame de insulina de jejum? O correto, e todos deveriam fazer, especialmente depois dos 35 anos, é medir a insulina depois de uma carga de glicose e fazer a sua curva. Esse exame criado pelo grande Dr. Kraft é a forma mais certeira de detectar com antecedência que está em maior risco de desenvolver complicações metabólicas. Dr. Kraft fez milhares de testes e descobriu que se este teste fosse rotineiro, isso na década de 70 (de lá para cá o problema só piorou), algo em torno de 75-80% das pessoas poderiam ser consideradas com diabetes, o que ele chamou "diabetes in situ". Porém,  quem faz esse exame? Qual médico pede esse exame? Eu nunca vi ninguém. Eu, por exemplo,  já fiz duas vezes.

Se você não for o Padrão I de resposta insulínica a um teste de tolerância de glicose , você está rumando para inúmeros problemas de saúde na sua segunda etapa de vida (45-85 anos).


                Portanto, as pessoas, principalmente depois dos 35 anos, vão andando por aí, sem fazer a mínima noção de como a saúde delas realmente está.  As pessoas se enganam que uma pessoa saudável ou não se pode perceber apenas pelo peso. Isso é um erro, e dos mais grosseiros.  Sim, a obesidade se correlaciona com inúmeras doenças, mas cada vez mais acredito que a obesidade é um mecanismo de defesa do nosso corpo contra às agressões externas. Na verdade, a adiposidade subcutânea é protetora, o grande problema é adiposidade dentro de nossos órgãos, chamada visceral.  Pessoas obesas tendem a ter as duas, mas pessoas “dentro do peso” podem tranquilamente ter gordura visceral, são os chamados TOFI (Thin Outside Fat Inside – Magro por fora Gordo Por dentro).

                É possível até mesmo que algumas pessoas obesas possuam na sua maioria adiposidade apenas subcutânea, sem muitos malefícios metabólicos.  Aliás, pesquisadores acham que esse é um dos motivos da diabetes estar explodindo em países asiáticos como a China e Índia. Brancos de origem européia parecem ter mais “capacidade” de acúmulo de gordura subcutânea, enquanto orientais possuem uma “capacidade” muito menor. Logo, asiáticos são muito mais suscetíveis ao acúmulo de gordura visceral.

                Bom, isso foi apenas uma digressão sobre insulina e adiposidade. Eu testo algo em torno de 50-60 parâmetros a cada seis meses em mim.  Aliás, é um médico leitor desse blog que faz os pedidos para mim, o que eu agradeço bastante. Na última bateria de exame, resolvi checar um marcador chamado Lp(a) ou Little P(a). Quase ninguém checa, ainda mais no Brasil, esse marcador. O que ele é? Bom,  vou tentar explicar de forma muito resumida.

                Existem substância hidrofílicas e hidrofóbicas. As primeiras conseguem “navegar” sem dificuldades em meio aquoso, as segundas não. Já ouviu falar de vitaminas lipossolúveis?  São vitaminas hidrofóbicas, elas não conseguem circular no nosso sangue livremente. As vitaminas A, E e K são lipossolúveis.  O colesterol, por exemplo, é uma molécula que tende a ser hidrofóbica (na verdade, é um pouco mais complexo do que isso, pois o colesteril-ester, ou seja o colesterol esterificado é hidrofóbico, e o colesterol livre é moderadamente hidrofílico ,mas deixemos essa minúcia de lado)

Demorou para eu aprender sozinho. O colesterol é essa estrutura com quatro anéis e uma cauda saindo no carbono número 18 se não me engano. No carbono 3, há um grupo OH. Esse grupo faz com que a molécula seja um pouco hidrofílica, é o chamado free colesterol. Porém, para ser transportado no centro de lipoproteínas o colesterol precisa ser esterficado. Esterificar é apenas substituir o grupo OH no carbono número 3 por um ácido graxo, o que torna a molécula de colesterol daí completamente hidrofóbica.

                O colesterol é uma molécula vital.  As membranas de todas as células possuem colesterol. Vários hormônios possuem o colesterol como precursor. Nossos neurônios para funcionar apropriadamente precisam de colesterol. Como o colesterol é hidrofóbico, ele não pode “navegar” livremente no sangue, ele pega “carona” no que chamamos de lipoproteínas.

                O que são Lipoproteínas? É uma mistura de lipídios com proteínas, sendo que a proteína geralmente é a parte hidrofílica e uma espécie de manto, ou seja, o que permite a “navegação” no sangue, sendo que os lipídios mais hidrofóbicos como o colesterol estereficado é transportado no centro da lipoproteína.

                Existem diversos tipos de lipoproteína, sendo o LDL (Low Dense lipoprotein) e o HDL (High Density Lipoprotein) os mais conhecidos (há diversos outros VLDL, IDL, Chylmicrons e subtipos de LDL  e HDL – pré-beta HDL, HDL2, HDL3, etc). Como curiosidade, uma lipoproteína como o HDL é mais densa, pois ela possui mais proteínas e menos lipídios, e como o peso molecular de proteínas geralmente é muito maior do que lipídios, isso confere ao HDL uma maior densidade, ao contrário do LDL.

Uma conceituação artística de uma Lipoproteína

                Quando se começa a estudar um pouco mais colesterol, e o assunto é extremamente complexo, o que chamaria de grau zero sobre colesterol e transporte de lipídios (o grau menos um é o que a gente lê em blogs de saúde ou no em conversas de dia a dia), é que não existe colesterol “bom” ou “ruim”, o que existe são lipoproteínas diversas que carregam o mesmo colesterol. Portanto, o colesterol chamado de “ruim” carregado numa lipoproteína LDL é rigorosamente a mesma molécula do colesterol “bom” carregado numa lipoproteína de HDL.

                Existem uma variedade enorme de proteínas em cada Lipoproteína, num HDL já foram catalogados mais de 100 proteínas diversas. As principais são APOE, APOC-II, APOC-III, APOA-1, APOA-2 e APOB100. Cada uma possui uma função específica, e foram necessários alguns papers e entrevistas para eu entender o esboço geral da coisa.

Depois de muitas horas de quebra-cabeça, posso dizer que entendo, ao menos de um ponto superficial, todas as setas dessa esquematização, e sei o que representa todas as letras (SRB1, ABCA1, LCAT, CETP, etc). A coisa é alguns graus mais complexo do que se ouve de LDL"ruim"e HDL "bom"

                A proteína APOB100 seria a mais importante na família das lipoproteínas LDL. Se a coisa não fosse complica o bastante, há ainda outra proteína que pode-se ligar a algumas lipoproteínas que possuem a APOB100, e ela se chama apo(a) (em minúsculo, para diferenciar da APOA-1 presente em HDL).  E aqui, depois de um resumo gigantesco, chegamos ao meu exame da Lp(a) que é um exame que tenta de maneira aproximada medir a quantidade de apo(a) num determinado indivíduo.

A LP(a) é essa proteína que parece um fio de telefone antigo acoplado numa Lipoproteína LDL (Apob100). A ligação se dá por um ligação dupla sulfídica o que torna o elo entre essas duas proteínas muito forte.  Se a coisa ainda não fosse complicada, cada apo(a) varia de indivíduo para indivíduo e isso altera o peso molecular e a concentração. Tecnicamente falando, há uma variação de isoformas (ou seja de formas), baseado no número de repetições de Kringles que ocorrem no Kringle IV - subtipo 2. Na imagem acima, no canto superior direito, o K4-II possui diversas cópias, e já o K4-II abaixo possui poucas repetições. Quanto menor o número de repetições, maior parece ser o risco de eventos cardíacos.

                E por qual motivo medir o Lp(a)? Porque essa proteína vem sendo associada em estudos epidemiológicos e genéticos (ramdomizações mendelianas) como um risco independente para doenças cardíacas. Em alguns casos, a depender da quantidade, os riscos são muito aumentados, na esfera de 100-150%.

                Não vou entrar em detalhes sobre a Lp(a), e olha que quando descobri que o meu nível era altíssimo eu mergulhei de cabeça em dezenas de papers sobre o tema,  mas é a “nova fronteira” em pesquisas médicas sobre lipídios e doenças do coração. O Lp(a) é determinado geneticamente, apesar de evidência anedóticas é muito difícil alterar a sua concentração, e não há qualquer tratamento atual que diminua a sua concentração drasticamente.

                Resolvi testar o meu nível de Lp(a) crente que, como a esmagadora maioria da população, seria baixo, pois nós temos a falsa sensação de que coisas desagradáveis não vão ocorrer com a gente, mas apenas com os outros. Lembro da minha sensação há 40 dias, quando eu abri o resultado do exame na tela do computador e vi o meu número. Eu simplesmente gelei, e uma sensação de pânico tomou conta de mim.  O meu número não era apenas maior do que o que é considerável aceitável,  mas era três vezes e meia maior.

                Foi um choque. Nos dias que se seguiram, eu tive uma sensação de “Dead Man Walking”, olhava para minha filha e imaginava se eu a veria com 15-20 anos, ou se morreria de algum evento cardíaco antes disso.  Entretanto, e aqui entra o “empoderamento” de saber por conta própria como pesquisar fontes sérias sobre o assunto, e foi o que fiz.

                Com o passar das semanas fiquei mais tranqüilo, até me consultei em Porto Alegre  com o famoso Dr. Souto (foi a primeira vez que paguei uma consulta na vida), e consolidei alguns conceitos sobre a minha situação.  O meu Lp(a) elevado não é uma “doença”, é um fator de risco apenas. Obesidade, hipertensão, tabagismo, história familiar de doença cardíaca, doença auto-imune (como artrite), resistência à insulina, sono de péssima qualidade, stress e diversos outros também são fatores de risco.  Sendo assim, se eu estiver bem relação a outros fatores de risco, e atualmente acredito que eu esteja muito bem, talvez esse fator de risco nunca venha a se manifestar e muito menos precocemente (isso é, antes dos 70-80 anos).

          Para se ter ideia, ser pré-diabético (algo que talvez metade dos brasileiros sejam), aumenta o risco de doenças cardíacas consideravelmente, talvez na faixa dos 300-400%.  Stress, por incrível que pareça, li um estudo feito na África do Sul que pessoas com alto grau de stress financeiro e na vida em geral, comparada com as com menos stress, tinham um risco aumentado de 1.200% para eventos cardíacos.

                Porém, a única forma de saber se uma pessoa apresenta doença cardíaca não é por meio dos fatores de risco, mas sim olhando diretamente se já houve alguma agressão nas artérias, especialmente as que abastecem o coração, as artérias coronarianas. E a forma mais simples de fazer, é fazer um exame de escore de cálcio. Foi o que fiz.

                Essa semana saiu o resultado, e quando o escore veio 0, um alívio percorreu o meu corpo. Ter um escore de cálcio de Zero para alguém com 39 anos é o normal. Porém, vai que eu tivesse um escore positivo, ou pior ainda, um escore de 150-250, eu estaria rumando ao desastre nos próximos 15-20 anos.

                Sim, eu trocaria algumas centenas de milhares de reais para ter uma Lp(a) bem diminuída, e se eu tivesse escore de cálcio positivo, eu trocaria centenas de milhares para ter um escore de cálcio zerado (a depender do escore de cálcio, eu trocaria milhões, todo o meu patrimônio).  Quando o espectro da mortalidade e doença se abate, a prioridade, os desejos diminuem para apenas um.
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                 Um escore de cálcio de zero não significa que não há risco, apenas significa que nos próximos 10-15 anos possuo um risco bem baixo de eventos cardíacos. Pretendo repetir esse exame com 46 anos, e torcer para que o escore permaneça zero.

Essa é uma tabela mostrando os riscos de acordo com o escore de cálcio. Significa que em média uma pessoa com zero possui uma chance menor do que 1% de nos próximos 10 anos sofrer um evento cardíaco. Já uma pessoa maior do que 400 possui 24%, ou seja 2.400% a mais de risco, se comparado  o meu fator de risco de Lp(a) some. Essa tabela é um pouco exagerada pelos estudos que já li, mas a diferença entre um CAC de zero e um CAC de 400 ou de 1000 para efeitos de risco, em quase todos os estudos é na faixa de 600 a 1000% de risco aumentado.

                E você, o que deveria fazer? Se você tem mais de 40 anos, você deveria medir a sua Lp(a) e fazer um escore de cálcio. Há uma chance em quatro de você possuir uma Lp(a) alta, e uma chance em 10 de possuir uma Lp(a) muito alta. Se 1000 pessoas lerem esse artigo, significa que 200-250 em média terão esse fator de risco aumentado, e 50-100 terão esse risco bem aumentado.

                Se você, ao contrário de mim, possui resistência insulina (o que é bem provável se você faz o que a média da população faz), se possui história na família de diabetes, se é estressado, você pode ser uma bomba relógio ambulante. O primeiro sintoma de um problema cardíaco para 30% das pessoas que sofrem desse mal é morte (daí o meu receio).  A pessoa com 40-45 anos, pode ter um CAC (escore de cálcio) de 400 e estar em extremo risco de um evento cardíaco sem saber disso.

                É isso meus prezados leitores, era um artigo que eu precisava escrever até como forma de “desabafo” interno meu.

Esse é o podcast que eu falei. Uma baita entrevista, Naval Ravikant é um baita pensador.

                Um abraço a todos!

61 comentários:

  1. No final, o fator sorte parece ser o mais importante
    Ótimo post

    Abs

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    1. Olá, Scant.
      Hum, concordo em partes. Com certeza algumas pessoas são dotadas de um perfil genético mais favorável a uma longevidade saudável. Porém, mesmo uma boa genética sucumbe a estressores ambientais muito profundos e variados.
      Se a pessoa possui um stress elevado, se dorme mal, se não possui em senso de comunidade e de sentido, se é sedentário, mesmo um perfil genético dos mais favoráveis não será o bastante.
      Agora, ter um perfil favorável para um monte de potenciais problemas, é a extrema minoria, talvez 1 em cada 1.000 ou 1 em cada 5.000. O mais provável é que a pessoa seja normal e que uma vida de estressores ambientais apenas vai fazer com que a pessoa a partir dos 45-50 anos tenha um declínio significativo na qualidade de vida.

      Um abs!

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    2. O q vc acha de ácido alfa lipoico e picolinato de cromo para auxiliar na prevenção de diabetes?

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    3. Oie Scant!
      Não saberia dizer.
      Quer prevenir o diabetes? Pare de comer carboidrato refinado e faça jejum intermitente, a chance de melhorar a sensibilidade à insulina e evitar a síndrome metabólica (sendo que a diabetes é apenas uma das consequências) é enorme.
      Um abs!

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    4. Como você combina o jejum intermitente com treinos físicos de alta intensidade e cardio? Nesse dia da semana você não pratica exercícios? Acredito que eu não conseguiria tomar café, almoçar, fazer tais exercícios e depois jantar. Quando eu como pouco (por falha mesmo) antes de malhar, crossfit ou correr, sinto a pressão baixar e perco a força.

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    5. Oie Raphael!
      Então, eu creio que a nomenclatura mais adequada quando se faz janelas de alimentação, seja "Time-restricted eating". Jejum creio que se aplica a períodos superiores a 30-36 horas sem se alimentar.
      Eu me alimento em janelas de tempo. Hoje, por exemplo, jantei as 17:45. Devo voltar a comer lá pelas 08:45. Faço isso pelos inúmeros benefícios à saúde, e também pelo tipo de alimentação que eu faço que realmente fico sem fome.

      Eu não vejo, ao menos para mim, problema nenhum em treinar força, ou algo como crossfit, depois de ficar apenas 14-15 horas sem comer.
      Tipo, o seu glicogênio serve pelo menos para umas 24-30 horas. Além do mais, quando se está mais adaptado, o corpo utiliza gorduras (Beta-oxidação). Se você não está falando de treinar crossfit tipo atleta nível Games, algo mais amador e recreação, eu não vejo nenhum problema.
      Treino de força, há muitas pessoas que treinam força fazendo jejum de sete dias, sem muita perda.

      Porém, por razões de rotina da casa aqui, eu treino quase sempre depois de tomar café, então isso nem chega a ser uma consideração na minha rotina de exercício.

      Um abraço!

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  2. A maioria das pessoas não procura informações sobre esse fatores pois simplesmente não é de seu interesse.

    O modelo de interesse moldado para a sociedade não é esse e nem é possível que seja, o conhecimento não é a força motriz de boa parte das pessoas e para que a roda continue a girar, isso é bom.

    No fim, a ignorância é uma benção, te permite viver plenamente.

    Aproveitando o ensejo, pode indicar conteúdos/canais do YouTube/blogs que você tem interesse (cultura em geral ou economia, excluindo-se os assuntos médicos)?

    Abc

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    1. Oie, colega. Eu perfeitamente entendo a sua mensagem, e creio que há aspectos verdadeiros nela. Porém, eu divirjo num aspecto fundamental.
      Sim, ninguém precisa gostar de detalhes, eu particularmente que acabei gostando, mas por um gosto pessoal e porque eu realmente gosto de estudar.
      Entretanto, imagino que a maioria das pessoas quer estar bem consigo mesmas, seja mental ou fisicamente. E um auto-conhecimento sobre o próprio corpo, sobre os hábitos, rotinas, etc, é imprescindível.
      Se a nossa sociedade não é voltada para o estímulo dessas curiosidades, é porque algo está falhando. Ninguém quer chegar aos 50 anos pré-diabético, sem conseguir subir cinco lance de escadas, e tendo mais 30 anos pela frente de uma qualidade de vida cada vez pior.
      Não acho que essa ignorância da pessoa seja algo positivo para a sociedade "para a força motriz", pelo contrário. Uma sociedade constituída de pessoas fortes e saudáveis é capaz de coisas incríveis. Uma sociedade de pessoas doentes e estressadas não é capaz de muita coisa.
      Não creio que a ignorância necessariamente te permita viver plenamente, em relação à saúde, pelo contrário, a ignorância tem mais probabilidade das pessoas viverem vidas menos otimizadas, e talvez vidas mais curtas e sem vigor.

      Sobre indicações: Não tem erro, vai de Joe Rogan (citado diversas vezes), Tim Ferriss e Sam Harris que você vai ter assuntos para refletir, pesquisar, por anos e anos.

      Um abraço!

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    2. Caro, Soul.

      Primeiramente gostaria de agradecer as dicas, os produtores de conteúdo que você indicou realmente são excelentes e já os sigo.

      Quanto a sua réplica, não quero mudar a sua maneira de pensar, apenas pretendo desenvolver um pouco mais meu raciocínio como exercício mental.

      "Entretanto, imagino que a maioria das pessoas quer estar bem consigo mesmas, seja mental ou fisicamente."
      Sobre este ponto, você está certo. Mas o que é estar bem consigo mesmo? Para você, uma pessoa que gosta de estudos, acabou de ter um filho, é independente financeiramente e mais ligado a um lado espiritual a resposta é uma.

      Contudo, o que é 'estar bem consigo mesmo' para a grande massa das pessoas?

      Para responder essa pergunta, vou me amparar no exemplo do Ronnie Coleman, multicampeão do mister olympia e que creio que representa o pensamento de boa parte dos esportistas.

      Ronnie teve uma séria lesão, talvez em decorrência do abuso de anabolizantes prescritos por seu preparador, então tido como maior autoridade na preparação de atletas para o bodybuilding, sendo que esta lesão o deixou em uma cadeira de rodas.

      Ao ser entrevistado, foi perguntado a ele se o esforço qe realizou para ser campeão e as consequências disso valeram a pena. O multicampeão respondeu que sim, sem pestanejar e ainda completou que faria tudo novamente.

      Neste sentido, acredito que a história relatada, assim como a história da humanidade é moldada pela busca do poder e por poder, entenda este no sentido multifacetado (sex appel, dinheiro, prestigio etc).

      A grande massa da sociedade busca o poder e claro, como bem ressaltado por você, aliado ao fato de estarem bem consigo mesmas, contudo, antes de mais nada, vem o poder.

      Acredito que seja esse o fator propulsor de toda sociedade e consigo traz os avanços em todas as esferas do conhecimento (tecnlogia, saude...)

      As pessoas se agarram ao fato de poderem remediar eventual problema de saúde com tratamentos e delegando a terceiros sua saúde, o que, em um aspecto geral, vem dando razoavelmente certo, haja vista o aumento da expectativa de vida.

      Ao contrário de você, acredito que nossa sociedade é sim voltada para o estimulo dessas curiosidades, contudo, as pessoas simplesmente não demonstram interesse na busca de uma maior longevidade, mas sim em melhorar sua aparência estética e com isso o seu 'poder'.

      Será que em quanto sociedade estamos minimamente próximo de atingir a mudança de mindset? Creio que não.

      Abs.

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    3. Olá, colega. Grato pela réplica.
      Veja, eu assisti o documentário do Coleman. Eu não o conhecia, e achei incrível a sua história. Lembro também da parte onde ele fala se arrependia do extremo que levou o seu corpo, e ele, apesar de conviver com muita dor, disse que não.
      Sobre o Coleman, eu creio que ele é um ponto fora da curva. O cara fez back squat com quase 400 kilos para repetição (ou seja, não foi nem um RM). Ele levou o corpo dele a um extremo. Pelo que já li e assisti, hoje em dia nenhum mister olímpia, ou aspirante a, treina tão pesado como ele treinou.

      Porém, acho que é um pouco diferente do que estamos tratando. É evidente que as pessoas são diferentes naquilo que as faz bem. Nisso, concordamos. Porém, pode ter certeza que ninguém quer ter um ataque cardíaco aos 45 anos. Um rock star da década de 80 pode dizer que ele não se arrepende da cocaína consumida, mesmo que esse hábito fez com que ele tivesse um ataque cardíaco aos 45 anos, mas ele com certeza não gostaria de ter tido um ataque cardíaco.
      Entende a diferença?

      A grande questão é que 99.999% das pessoas não são mister olimpía, ou vocalista do Iron Maiden (que por sinal não deve consumir drogas para cantar do jeito que canta aos 60 anos) ou um Brad Pitt.
      A maioria das pessoas vive suas vidas sem pensar muito nas consequências de alguns atos, e com certeza se elas soubessem o quão mal esse atos fazem para a sua qualidade de vida saudável futura, eu não tenho a menor dúvida que a maioria se interessaria em saber mais a respeito e até mesmo fazer um esforço.
      Especialmente se elas já estiverem com mentes e corpos fragilizados.

      Sobre a busca pelo poder, não é isso o que eu vejo na maioria do meu entorno, e com certeza nas pessoas com mais idade. Você acha que o Buffett toma as 10 cocas por dia e está preocupado se o o patrimônio dele vale 30 ou 40 bilhões de dólares? Pode ter certeza que ele está muito mais preocupado com o tempo de vida que o resta (Aliás, o Peter Attia numa palestra dele fala expressamente isso sobre Buffett).

      Um abraço!

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  3. Excelente artigo meu amigo.
    Me atualizei aqui!

    O legal de estudar saúde é que sempre tem muita coisa nova saindo, e muita relação e inter-relação entre várias outras coisas.
    Essa coisa do Lp é muito interessante, pois HOJE, não há nada a se fazer com um Lp alto, pois bem, essa é uma nova fronteira aberta e aposto que já estão sendo investidos milhões de dolares para descobrir algo a se fazer em relação a isso, sendo baixando o Lp com medicamentos ou então fazendo terapia gênica para ele baixar antes de ser liberado, já que parece que os seus níveis persistentes elevados são parte da causa do mal.

    Mas no seu caso, que não bebe compulsivamente, nem fuma, nem usa drogas, dorme bem, não tem muito stress, e etc etc os riscos diminuem bastante, já que somos sempre a soma de tudo que acontece na nossa vida.

    Não adianta muito se preocupar muito com uma coisa específica se existem n formas de morrer.

    Até hoje me lembro de um paciente que foi muito difícil toda a sua história e finalmente lhe fizemos um transplante renal. Estava tudo indo bem, mas 6 meses depois ele morreu atropelado, quando ia comprar o pão da tarde, na rua de casa.

    Talvez exista algum curso de nutrição de uma boa faculdade mundial na sua forma online. O Brasil precisa muito de bons nutricionistas (bons de verdade, interessados e que estudem a fundo as coisas e saibam escrever bem e conciliar com a prática)- a qualidade dos nossos nutricionistas hoje, mesmo os formados em universidades públicas é bastante sofrível, o que é uma pena.

    Abraço!

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    1. Olá, Frugal.
      a) Existe sim. Já estão recrutando para a Fase 3 de um clinical trial. Na Fase 2, a droga conseguiu reduzir a Lp(a) em 80-90% sem efeitos adversos significativos. Agora, na fase 3, eles vão ver se essa redução da Lp(a) vai resultar em algum resultado clínico com significância estatística. O estudo deve começar no começo de 2020, e terminar em abril de 2024, logo serão 4 anos de acompanhamento, não é o ideal, mas já é razoável.

      b) Claro, eu realmente espero chegar aos 70-80 com uma saúde vibrante, podendo brincar com os meus netinhos (se eu tiver), ou podendo fazer trilhas de vários dias pela Nova Zelândia. Esse é o objetivo.

      c) Eu concordo contigo, Frugal. Porém, realmente acredito que devemos nos importar em construir um caminho para termos uma vida com uma saúde vibrante. Você no alto de seus 30 anos, talvez ainda não sinta, mas é impressionante como a qualidade de vida da esmagadora maioria das pessoas começa a declinar de forma assustadora a partir dos 50 anos.

      d) É verdade, mas que seria bom morar em San Diego novamente seria hein?

      Um abraço!

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  4. Muito bom o artigo. Acredito que devemos fazer aquilo que está a nosso alcance em busca de uma saúde melhor. O resto fica com a sorte mesmo. É interessante como passamos a nos preocupar com essas questões ao nos aproximarmos dos 40 anos, sobretudo quando se tem filhos!Como diz Gozaguinha, "ninguém quer a morte, só saúde e sorte".
    Obrigado por compartilhar os seus conhecimentos. Forte Abraço.

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    1. Olá, colega. Exatamente. Fazer o que está em nosso alcance, procurar ter uma boa vida, o resto realmente é aleatoriedade mesmo.
      Um grande abraço!

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  5. Olá Soul.

    Parabéns pelo excelente artigo. Eu leio sobre saúde, mas bem superficial.
    Eu já assisti a um documentário (sobre açúcar) dos EUA e que diz que no futuro próximo os gastos maiores do país vão ser com tratamento de saúde.

    Esse exame de medir a insulina é aquele que a gente fica tomando glicose por 3 horas? Eu já fiz esse exame. Não deu nenhuma doença, mas tiveram algumas variações.

    Abraços!

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    1. Oie Cowboy!
      Sobre açúcar, há diversos documentários hoje em dia. O que boa parte das pessoas não entende é o básico sobre carboidratos. Tomar um suco de laranja é a mesma coisa do que tomar uma coca-cola, mas com algumas poucas vitaminas a mais. Um pão vai se transformar em glicose muito rápido em sua corrente sanguínea, ainda mais rápido do que um açúcar de mesa.
      O açúcar deveria ser algo que as pessoas consomem de vez em quando, não deveria ser uma parcela razoável de suas dietas.

      Não, não é a mesma coisa. O que você fez foi a curva glicêmica. Você tomou um líquido asqueroso de 75 gramas de glicose. O laboratório daí mediu a sua glicemia (a quantidade de glicose no sangue) no período 0, 60 minutos e 120 minutos.
      Se apareceu variações medindo apenas a glicose, isso significa que você provavelmente já possuía na época indícios de resistência à insulina.
      A insulina é um hormônio, logo ela é complemente diferente da glicose que é um substrato de energia.
      Fazer uma curva de insulina é basicamente medir a insulina quando se faz o mesmo exame que você realizou. Assim, além de medir a glicose (ou seja como o seu corpo reage a uma carga de 75g de glicose), mede-se a insulina, pois uma das funções da insulina, ela possui muitas, é a regulação dos níveis de glicose no sangue.

      Um abraço!

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  6. Excelente (mais um) post Soul.
    Você é um cara organizado, certamente tem os dados e índices de antes e depois de mudar dieta/treino.
    Se puder, responda aqui ou faça um post, com o que está dando certo para você em termos de ingestão calórica e divisão dos macros e como é o seu treino.

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    1. Olá, Filipe. Sabe que não sou muito metódico.
      O meu teste é olhar no espelho e como me sinto.
      Eu estava consumuindo pouco carbo, mas nas últimas 2 semanas dei uma aumentada em alguns carbos não tão problemáticos para aumentar minha ingesta calórica e ganhar peso.

      Um abs!

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  7. Fala SS

    Sabendo que tem Lp(a) elevado :

    1) Tirar todos os outros fatores de risco
    2) Considerar uso de AAS baixas doses (Ecasil 81 mg)
    3) Considerar objetivos de LDL abaixo de 70, mesmo que para tal tenha que usar estatinas
    4) Considerar o uso de alirocumab
    5) Aguardar um pouco mais porque drogas anti-sense como ISIS-APO(a) e IONIS-APO (a) estão em franco desenvolvimento.

    Abraços e boa sorte

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    1. Olá, amigo!
      1) Todos não sei se é possível, mas com certeza o objetivo é amenizar.
      2) Aspirina? Bom, saiu um estudo do cara que mais entende no mundo, ou um dos, Lp(a) em setembro que pegou todos de surpresa. Um dos potenciais danosos da Lp(a) seria o seu efeito trombótico, e por causa disso que creio que você sugeriu a aspirina de baixa dosagem. Acontece que em sujeitos na fase 2 do trial (que você se refere no item 5) com reduções de 80-90% na Lp(a) não houve qualquer aumento ou redução na fibrinólise, ou seja, aparentemente o grande problema da Lp(a) não é um potencial efeito na criação de clots. Esse é o paper: "Potent reduction of plasma lipoprotein(a) with an antisense oligonucleotide in human subjects does not affect ex vivo fibrinolysis" - http://www.jlr.org/content/early/2019/09/24/jlr.P094763.abstract
      Logo, talvez o problema da Lp(a) seja o fato dela ser um scavanger de fosolipídeos oxidados - OX-PL. Se ela retira esses fosfolipídeos e é cleread no fígado ou seja lá onde a Lp(a) é catabolisada (ainda não se sabe ao certo), não há nenhum problema. O problema é quando vai parar no lugar errado, na intima da sua artéria.
      Resumindo, o negócio é não machucar o endotélio, e manter um estado de stress oxidativo o mais baixo possível.
      Depois desse estudo, não vejo razão para tomar aspirina de baixa dosagem.
      3) Sim, esse é o protocolo do Peter Attia. Porém, não sei se sabe, mas estatinas aumentam Lp(a) e não diminuem. Não pretendo tomar estatinas com um CAC de zero, pois mais de um estudo mostrou que não há qualquer vantagem no uso de estatina para pessoas com CAC de zero. Se o meu CAC viesse positivo e acima de 100 eu refletiria sobre os riscos de se tomar estatina e a minha situação. No meu caso, não irei tomar estatinas.
      Sobre o LDL, creio que você se referiu ao LDL-C. LDL-C não é uma métrica bem, muito melhor, corroborado por estudos como M.E.S.A, usar se o LDL-P ou um proxie como APOB100. Eu gostaria de trazer esse número para o percentil 20, que é algo em torno de um LDL-P de 1000 nmol/L ou 80mg/dl de APOB100. Estou consumindo um pouco menos de gordura saturada para atingir esse objetivo, mas eu realmente acredito que as razões APOB100/APOA-1 e TG/HDL são muito mais fortes do que simplesmente o número de partículas LDL.

      4) De jeito nenhum vou tomar um inibidor de PCSK9. Além de ser um tratamento caríssimo e sem qualquer dado de longa duração, a diminuição do Lp(a) é na faixa de 20-25%. Para diminuições maiores, se eu tivesse um CAC positivo, eu tentaria primeiramente niacina.

      5) Sim, quando sair o resultado eu terei 44 anos. Vamos ver e torcer para ver se tem alguma significância clínica, sem nenhum grande risco aumentado (como as estatinas com dores musculares, diabetes e diversos outros problemas). Se daqui 6-7 anos eu fizer um CAC e vier positivo, e essa droga se mostrar favorável, com certeza poderá ser mais um elemento.

      6) Por fim, ao invés de me basear nessas medicações, eu vou fortalecer e sumplementar, magnésio, potássio, vitamina K2 e consumir mais ômega 3.

      Um abraço!

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    2. Permita-me dizer que a conclusão que tirou neste estudo não é a correta interpretação.
      O estudo quis relacionar que a inibição da fibrinólise não ocorre em TESTES LABORATORIAIS quando muda o nível da LPA.
      No entanto, extrapolar para in vivo, ou tirar outras conclusões é errôneo, até porque o trombo que gera subitamente o infarto agudo do miocárdio não aparece do anda : aparece em geral sobre uma placa aterosclerótica instável que expos área não endotelial, o que por sua vez suscitou a agregação plaquetária. É aqui que entra a AAS, não na questão de inibição de fibrinólise ou não; menos ainda relacionado aos exames de agreagação plaquetária, que nos indivíduos infartados não possuem diferença estatística dos "normais".

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    3. Opa, vamos lá amigo.
      a) Não sei se você é o mesmo que escreveu acima, se sim provavelmente é médico e talvez até mesmo cardiologista, já que os inibidores de PCSK9 não são tão conhecidos no Brasil fora dos círculos de cardiologia, eu presumo.
      a.1) Sendo assim, não teria nem cabimento eu discutir com um cardiologista esse tema, sem eu ter qualquer treinamento formal ou experiência prática.
      b) Pelo meu entendimento básico, entendia-se que a Lp(a) tinha efeitos anti-fibrinólise, pois sua estrutura molecular é muito parecida com a do plasminogênio, mas a Lp(a) não seria afetado pelo plasmin, logo seria um "burden" no sistema de reparos de formação de clots e de quebra desses mesmo clots.
      c) Entretanto, e eu não li o artigo pois ele é pago (apenas li o asbtract), o estudo mostrou que talvez isso não seja verdadeiro. Não é minha interpretação, é a interpretação do Sam Tsimikas, a maior autoridade no tema, sendo ele inclusive o cientista por trás do Trial com a droga sobre a inibição da tradução do RNA(m) para a fabricação de apo(a) no fígado.
      c.1) Palavras do Sam Tsimikas no twitter dele:

      "Our most recent paper brings into serious question whether Lp(a) has anti-fibrinolytic properties: "Potent reduction of plasma lipoprotein(a) with an antisense oligonucleotide in human subjects does not affect ex vivo fibrinolysis."

      "Taking advantage of the massive reduction in Lp(a) with the ASO in patients with baseline Lp(a) ~400 nmol/L, it was shown with ex vivo fibrinolysis assays that there is absolutely no effect on fibrinolysis before and after lowering Lp(a)."
      "The distinction is that if clots are formed for another reason, elevated Lp(a) would prevent spontaneous luysis and leqad to faster clot growth. to lyse if levels are elevated. Within the limitation of using ex vivo assays it bebunks the theory that Lp(a) is anti-fibrinolytic."

      "This study suggests its main effects are pro-atherogenic via its LDL component and pro-inflammatory via its OxPL @OxPL_apoB component. Kudos to @MBBoffa for leading the ex vivo assays."

      "In layman’s terms? No effect on clotting?"
      "Precisely."



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    4. d) Sendo assim, pelo que eu entendi, talvez um dos riscos que era creditado de ser pró-trombótico do Lp(a) parece não ser verdadeiro, o que para mim é um alívio, pois este é um dos problemas que mais temia.

      e) Sobre o clot não se formar de uma hora para outra concordo. Sobre o clot se formar em áreas instáveis da lesão na artéria, eu realmente não tenho como opinar. Porém, sugiro a leitura da série do Malcon Kendrick https://drmalcolmkendrick.org/2016/01/18/what-causes-heart-disease/.
      São 66 partes, e eu li todas, e achei incrível as diversas informações e a teoria dele sobre o processo de formação de placas de arteromas, para ele as placas nada mais são do que clots sucessivos.
      Por isso, o meu receio em relação a Lp(a), porém se ela não inibi a fibrinólise (e o meu fibrinogênio, no último exame que medi, é extremamente baixo), então é uma preocupação a menos.

      Um abs!

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  8. Vc ainda não sabe, mas tem um Prêmio Nobel esperando por vc depois de sua formação técnica na área de nutrição a respeito da saúde/vida humana.
    Abraço e sucesso sempre.
    Ass: I'm.

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  9. Acredito muito que ler, assistir e estar acompanhado de pessoas nos influenciam de grande maneira. Lembro que em 2015 "entrei" no mundo das finanças e gostaria de falar isso com todo mundo e minha maneira de lidar com dinheiro. Foi nessa época que me liguei mais em saúde também. Entretanto, recentemente tenho dado menos bola sob a ilusão de "não viver a vida tão a sério", mas quero novamente me aplicar nisso.

    Sendo assim, já abusando da sua grande ajuda aqui no blog heheh, gostaria de alguns livros sobre saúde (finanças você já deu dicas em posts passados, né?) para me "acompanhar". Vi as indicações de podcast (e vídeos?), mas já não tenho me interessado tanto... Meio cansado o audiovisual...

    Valeu demais e parabéns pela qualidade do post!

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    1. Olá, Raphael!
      Agradeço a mensagem amigo.
      Tudo com equilíbrio.
      Sobre o que exatamente você gostaria de uma indicação? É que há vários níveis: papers, blogs mais técnicos, menos técnicos, livros sobre nutrição, etc, etc.
      Se eu puder ajudar em alguma coisa mais concreta, só ser mais específico.
      Um abs!

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    2. Não sou o Raphael mas gostaria de pedir indicação sobre os papers e livros que nortearam sua pesquisa na área da saúde.
      Abraços.

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  10. Excelente post. Essa questão de preço e valor é uma coisa interessante. Qual o valor de um rolex? Seu preço nós sabemos. Mas qual o seu valor. Caminha na praia no final da tarde vendo o por do sol não tem preço, mas tem um valor enorme.
    Bom Soul pegar essas dicas sobre exames e cuidados com a saúde. Eu sempre pratiquei esporte e hoje faço musculação de seg a sexta, mas tb sempre fui relaxado com a alimentação. Melhorei bastante nos últimos tempos, pelo menos durante a semana. Final de semana que sempre saio da dieta. Adoro pizza, pão francês com bastante queijo e presunto e adoro chocolate. O pão e a pizza consegui limitar aos finais de semana. Mas depois do almoço sempre como uma barrinha de chocolate. Faço exames todo ano e sempre peço pra medir a hemoglobina glicada, que tem ficado abaixo de 5%. Vou reler salvar seu post e no início de fevereiro, que é quando faço exames, vou ver o que incluo.

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    1. Olá, amigo. Vou fazer um artigo sobre exames importantes para se pedir e fazer.
      Um abs!

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  11. Prezado Soul, é de assustar a quantidade de médicos com formação defeituosa aqui no interior de São Paulo.

    Minha mãe me ligou entristecida em razão do médico lhe ter receitado estatina 10 mg por seis meses. O porquê? O colesterol total está em 201 mg, onde o LDL corresponde a 144 e o HDL 56.

    Triglicérides ridículos de baixo, sem síndrome metabólica e pressão arterial normal. Não fumante.

    Calculadora de risco cardíaco indica 1,7% para 10 anos.

    A proibi de ingerir estatina e procurar outro médico na nossa cidade. Assim o fez.

    Surpresa maior! O segundo médico receitou estatina 20 mg para o resto da vida (!). Falou que o colesterol estava muito alto e que ela devia parar de comer ovo (!!).

    Desisti de tentar um terceiro médico aqui na cidade pelo convênio. São ineptos. Acalmei-a e marquei uma consulta com o Dr. Souto em São Paulo. Vai me custar o olho da cara, mas o nível do absurdo é tanto que quero gastar esse dinheiro para acalmá-la. Detalhe: nenhum dos médicos citou estudos indicando que um colesterol maior em mulher de idade está associado a uma maior expectativa de vida, e não o contrário. Nenhum explicou a porcentagem de risco para tomar uma decisão consciente, baseada em evidências.

    Por fim, escreva com mais frequência. Ficou muito tempo fora.

    Grande abraço!

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    1. Olá, colega.
      a) Você já disse tudo. Não tenho muito o que dizer. Falar para não comer ovos, quando se sabe há muito tempo que na esmagadora maioria das pessoas o colesterol da dieta inibi a produção endógena de colesterol é de lascar. Ovo, um dos alimentos mais nutritivos, com uma densidade nutricional por caloria impressionante. Vai comer o quê? Pão com suco de laranja, ou granola com iogurte de saber sem gordura? Não saber que em mulheres a associação é negativa entre colesterol aumentado e mortalidade é de lascar também.
      b) Se sua mãe já tivesse tido um evento, fosse prevenção secundária com outros fatores de risco, com um escore de cálcio alto, aí sim faria sentido tentar alguma estatina, junto com um ezemtible (que inibi a absorção do colesterol excretado pelo fígado), faria sentido. Uma estatina de preferência menos hidrofílica para diminuir a probabilidade de passar a barreira hemato-encefálica e mexer com a produção de colesterol no cérebro, que aí sim é pedir para ter problemas neurológicos.
      c) Sua mãe deve ter uns 50-60 anos, se e]u tivesse um risco de 1.7% para os próximos 10 anos, não me preocuparia nem um pouco. Não sei qual calculadora você usou, mas se for a da Associação Americana, se considera uso de estatina para pessoas com risco acima de 7.5% isso na presença de outros fatores de risco. É muito desconhecimento.

      d) Faz bem em consultar-se com o Dr. Souto, vale o dinheiro investido para tranquilizar a sua mãe.


      Um abraço!

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  12. Sua vida tornou-se obcecada com escores biológicos, o que, em si, já denota, lamentavelmente, uma fragilidade quanto ao valor atribuído aos outros elementos que constituem a vida. Foi dito que "a sick person has only one wish". You may be sick seeking biological performances and getting anxious before each test result. Remember the middle path.

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    1. Olá, colega.
      Não, creio que esse é um erro muito comum dito por algumas pessoas sem a necessária reflexão.
      a) Sem me conhecer, e por um simples texto, é difícil você intuir que eu esteja obcecado seja pelo que for, nesse caso você disse "escores biológicos", seja o que você quer dizer com isso.
      b) Em segundo lugar, a norma é ninguém conhecer bem sobre sua própria saúde, inclusive profissionais de saúde, sendo assim se você não sabe nem mesmo os seus "escores biológicos" mais básicos, você está apenas repetindo o comportamento da multidão.
      b.1) O pior ainda é se você sabe o valor do CDI, ou o P/E do S$P500 (o que é uma probabilidade se navega em sites de finanças), mas não sabe se é resistente à insulina, ou não sabe nem mesmo o que é insulina (apenas para ficar num exemplo). Isso sim para mim é cegueira, de ficar "obcecado" com um aspecto da vida em detrimento de outros que considero até mais importantes.
      c) Em terceiro lugar, não há nenhuma incompatibilidade, entre saber (e melhor ainda entender para que servem) os "escores biológicos", e fazer esportes, cuidar da mente, ter empatia, cuidar das finanças, ser um bom marido/esposa, etc. Isso é uma falsa dicotomia, ela não existe.

      Isso foram as considerações gerais. No nível particular, em relação a como eu lido com isso tudo, nada mais longe da verdade. O auto conhecimento do meu corpo, o estudo de detalhes de funcionamento de vários "escores biológicos" apenas me fez ficar ainda mais maravilhado com o meu corpo, com a vida, e ter um respeito enorme pela vida que me foi abençoada, principalmente ser muito grato por uma vida com saúde, que é uma verdadeira bênção. Isso apenas me traz força e energia para continuar saudável, para que assim eu possa ter interações saudáveis com outros seres humanos, sejam eles próximos ou nãos.

      Um abs!

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  13. Fala Soul, beleza? Acompanho seu blog desde sempre, mas nunca postei. Acabei descobrindo, sem querer, tomando um Chopp numa conversa no Primavera Garden Center, que temos um amigo em comum. Como o mundo é pequeno! Seus texto financeiros me ajudaram muito e fiquei feliz quando vc deu uma guinada em direção à saúde , que é uma área que conheço bem. Ótimos textos até agora, mas esse blog está merecendo um sobre TRT!! Grande Abraço.

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    1. Olá, colega.
      É mesmo?
      E quem seria esse nosso amigo em comum?
      Um abs!

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    2. Servidor Público Federal. Morou em Uruguaiana. Agora vc mata.

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  14. Olá Soul,
    gostaria de saber se ainda participa de leilões e como está sua vida após a saída do cargo público. Aliás, fica a sugestão para escrever um artigo nesse sentido. Penso em seguir o mesmo caminho, mas como tenho dois filhos pequenos, confesso que ainda falta coragem para tanto. Um abraço.

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    1. Olá, colega. Tinha parado, há dois meses tive uma recaída como um viciado e comprei um apartamento.
      Minha vida está boa, minha vida como Procurador é apenas uma lembrança hoje em dia.
      Um abs!

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  15. Boa noite. Gostaria de saber sua opiniao a respeito de se fazer ressonancia magnetica ou ou exames de raio x com frequencia, uma vez vi um comentário seu a esse respeito e gostaria de saber mais....
    oBrigado, Lucas

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    1. Olá, colega.
      Ressonâncias Magnéticas são exames que não possuem radiação, logo não há qualquer problema em fazê-los com mais frequência.
      RX possui radiação, mas a dosagem é bem baixa.
      O que possui bastante radiação é Tomografia Computadorizada, a depender do tipo.
      TC deve ser utilizada com critério para que o resultado do exame seja mais importante numa relação risco x retorno do que a exposição à radiação.
      Um abs!

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  16. Grande Soul,

    Ótimo texto como sempre!
    Sobre a Lp-A, vc pode ter ela aumentada, mas em relação aos outros fatores de risco cardiovasculares vc está melhor do que 99,99% da população brasileira!
    Abraço,
    Guilherme Guerra

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    1. Grande Dr. Guilherme!
      Assim espero meu amigo.
      Um grande abraço!

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  17. Soul, nessas suas leituras científicas encontrou algo positivo sobre óleo de coco?

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    1. Olá, colega.
      É um tópico bem discutido. Envolve corpos cetônicos, dieta cetogênica, gorduras saturadas, é muito assunto para ser abordado apenas num comentário.
      Um abs!

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  18. Soul, muito legal seu relato.
    Deixa eu te perguntar uma coisa:
    Quando pedi expressamente por um exame de Escore de Cálcio Coronariano, meu cardiologista, após muita recusa, receitou-me uma angiotomografia com escore de cálcio. Porém, esse exame é feito com contraste iodado ionizante. Disse-me que, por eu ser jovem, meu risco maior seria de uma placa "solta", coisa que um escore de cálcio apenas com TC não pegaria. Eu achei muito estranho, primeiro que essa tal angio é um exame muito invasivo, caro e eu estava começando um check-up, ou seja, não tinha feito absolutamente nada, nenhum exame.
    Enfim, após muita relutância, consegui realizar o TC com Escore de Cálcio.
    Pergunto agora: Que exame especificamente você fez para obter seu escore de cálcio? Foi facil conversar com seu cardiologista? Ou vc tinha a sensação de estar mais atualizado?

    Valeu!
    Jow

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    1. Olá, colega.
      a) Fez bem. Um escore de cálcio com TC é muito diferente de uma angiotomografia. A radiação de TC com escore de cálcio é da ordem de 0,5-1mvt. Uma angiotomografia é muito mais do que isso. Além do mais, uma angio é um procedimento que pode inclusive resultar em morte (o número não é tão desprezível) e em diversas complicações de saúde. Uma angio é para ser feita quando há absoluta necessidade.
      b) Sim, ele está certo, um escore de cálcio vai ver o cálcio acumulado, e geralmente a acumulação de cálcio é o estágio final. Placas calcificadas tendem a ser mais estáveis, e placas mais moles (soft) realmente são mais arriscadas.
      b.1) O que o seu cardiologista deveria saber, entretanto, é que há uma correlação entre escore de cálcio e placas "moles". Se você tem um escore de cálcio alto é porque tem doença cororariana em grau avançado e com certeza tem inúmeras placas moles e é por isso que o risco é muito maior. Se você tem escore 0, você pode ter placas moles, mas há uma tendência maior disso não ser o caso, por isso o risco diminuído com um escore de zero.
      c) Eu fiz via TC, depois de pesquisar muito a respeito, ler vários papers, falar com a física do laboratório para saber o tipo de máquina e a radiação que eu iria me expor. O fiz aos 39 anos pela minha Lp(a) elevada. O escore de cálcio é recomendado para fazer com uns 40-45 anos, a não ser em casos onde haja fatores de risco, não é um exame para um jovem de 25 anos fazer sem que haja sérios fatores de risco.
      c) Eu me consultei com o Dr. Souto, a primeira coisa que ele me passou foi um TC escore de cálcio, e quando ele me disse sobre o exame, eu apenas respondi que esse era um dos motivos de ter ido na consulta.

      obs: em um paper que li, fizeram escore de cálcio em pacientes assintomáticos. Dos que tinha escore de cálcio zero, eu creio que apenas 2-3% desses tinham algum tipo de estenose (o que uma angio decteca) mais aguda acima de 50%. Ou seja, eles fizeram o exame de CAC e uma angio para confirmar, logo o poder do CAC é bem grande, pois apesar de não ver as placas "moles" ele se correlaciona com elas.

      Abs

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  19. Soul uma pergunta, tem imoveis que é possível comprar usando o FGTS, porem não é na mesma cidade que eu moro, não tenho imóvel em meu nome, e não tenho nenhum financiamento, posso dar o lance mesmo o imóvel não sendo na minha região e utilizar o FGTS?

    OBRIGADO!

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    1. Olá, Rafael. Eu não sei. Irei pesquisar até para poder colocar no meu livro.
      Um abs!

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  20. Soul,
    Saiu um documentário na Netflix enaltecendo a alimentação Vegana.
    Segundo o documentário, a comida de origem animal gera inflamações que prejudicam a saúde.
    Você acredita que eles estão exagerando ou é isso mesmo? Inclusive mostra um depoimento do Arnold Schwarzenegger dizendo que desde que ele adotou essa dieta o colesterol dele caiu para algo em torno de 108.

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    1. Olá, colega.
      Antes eu admirava o veganismo, hoje eu tenho sérias reservas. Esses documentários veganos, como o Game Changer, costumam se basear em evidências de baixa qualidade.
      Eu acredito que uma dieta, para boa parte das pessoas, com produtos animais é a mais adequada.
      Veja, colesterol e a sua relação com doença cardíaca é algo das coisas mais complicadas que tem em medicina.
      Porém, há diversos estudos apontando que para pessoas com mais idade (como é o caso do Schwarzenegger) que deve ter uns 70 anos, quanto menor o nível de colesterol maior a mortalidade.
      Por incrível que parece engenheiros estão revolucionando muitos tópicos da medicina, para desgosto e revolta de muitos médicos.
      Sugiro que você assista essa palestra: https://www.youtube.com/watch?v=UZv00mMiB9M
      As pessoas que vivem mais, de acordo com uma base de dados gigante dos EUA sobre diversos hábitos e marcadores sanguíneos, são aquelas com o colesterol mais elevado.
      Todos os centenários tinham colesterol bem mais elevado.

      Um abs!

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  21. Soul já faz algum tempo que não leio seus posts, mas que arrependimento, mais um excelente tema. Você é um cara que eu gostaria de conhecer pessoalmente, quiça pegar uma ondas junto.

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    1. Opa, surfista!
      Venha para Floripa que será um prazer te conhecer e surfar junto.
      Um abs!

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  22. Sobre saúde, os dados sobre câncer são assustadores 1 em cada 5 homens irão desenvolver a doença.

    https://mocbrasil.com/blog/noticias/publicado-novo-relatorio-sobre-dados-mundiais-de-incidencia-e-mortalidade-por-cancer/

    Estava lendo sobre o vírus ebv (Epstein-Barr virus) que praticamente está presente em toda a população mundial, ele é responsável por cerca de 200 mil casos de câncer por ano, 1% a 2% de todos os casos anuais.

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    1. Olha só, nunca tinha ouvido falar. Vou dar uma olhada.
      Um abs

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  23. Sobre o ebv https://www.reddit.com/r/science/comments/29tpqe/epsteinbarr_virus_infects_human_cells_and_makes/

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  24. Soul, aguardando o seu post sobre os exames que faz.

    Adiciono um: poste sua dieta!
    Abs

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  25. Olá, Soulsurfer.

    Tive uma situação parecida mês passado, quando fiz um exame regular da empresa e deu uns red flags lá que me assustou.

    Sabe, às vezes eu acho que esse tipo de "notícia" é bom porque é um tapa na cara pra gente acordar. Pelo menos eu acordei com isso, e troquei minha dieta e exercícios dramaticamente.

    Pra complementar o título, lembrei de uma frase do filme Full Metal Jacket: "The dead only know one thing... it's better to be alive."

    Abraços, e melhoras pra você

    Pinguim Investidor
    https://pinguiminvestidor.com

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    1. Olá, Pinguim.
      Faz muito bem amigo, faz muito bem.
      Obrigado pelas palavras. um abs!

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  26. Soulsurfer, concordo com vc em como as pessoas confiam cegamente em profissionais de saúde e no quanto eles são despreparados! Algo que recomendo que você comece a estudar (claro,se já não esta estudando isso) é sobre a testosterona. Ela é MUITO importante para a vida do homem e totalmente negligenciada por médicos despreparados Brasil e mundo a fora. O verdadeiro "elixir" da juventude, falo isso brincando, mas homens com testosterona baixa ficam apáticos, depressivos e facilmente domados pelo sistema. Isso salvaria casamentos, suicídios e tantos outros males!

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