domingo, 16 de julho de 2017

GUEST POST - O INFINITO E O ZERO

Olá, colegas. É com extrema satisfação que reproduzo o texto abaixo. O meu último artigo abriu a possibilidade da minha conversa direta com leitores, e fiquei muito feliz com o retorno. Recebi vários e-mails de pessoas muito inteligentes e interessantes: publicitários, engenheiros, advogados, e até mesmo de um jovem batalhador. Fiquei muito satisfeito de saber que posso não possuir um público grande, mas são pessoas extremamente qualificadas. É uma grande satisfação e agradeço todos os leitores que enviaram mensagens.

Um deles é engenheiro e está fazendo mestrado em Inteligência Artificial. Nossa, que tema interessante. Ele me passou alguns vídeos, e achei o tema fantástico e com implicações profundas (já tinha lido a respeito, mas nunca tinha parado para refletir com mais calma). Pelos vídeos e leituras adicionais, já adicionei três livros sobre o tema para ler. Perguntei então para o colega leitor se ele não queria escrever um artigo sobre o tema, e ser a primeira pessoa a fazer um guest post no meu espaço. Ele topou e escreveu o texto abaixo. Eu achei um artigo muito bom mesmo, espero que gostem.

obs: muitos querem conversar sobre leilão, tentarei bolar alguma coisa para que mais pessoas possam participar e fazer perguntas diretas para mim, talvez alguma espécie de Hangout onde várias pessoas podem entrar numa sala? Entendidos do assunto podem dar sugestões.


O infinito e o zero
 Por JAIRO LUCIANO ALVES 


E se a gente não precisasse mais trabalhar? E se não precisássemos avaliar o melhor negócio, o melhor investimento? E se não precisássemos mais nos preocupar com o CDI?
Os seres humanos produziram muitas coisas impressionantes. Algumas delas até serviram de base para outras ainda mais impressionantes. Vejamos o exemplo do computador. Em pouco tempo deixou de ser uma máquina monumental, cara e difícil para ser ubíqua, acessível e amigável.
O ser humano, que havia experimentado o efeito revolucionário que as máquinas podem ter na sociedade, durante a Revolução Industrial, agora iniciava uma nova era, a Era da Informação. Se, antes, nossas máquinas fiavam e teciam, agora elas não processariam apenas coisas palpáveis, mas também dados e informações.
Peter Diamandis, um engenheiro americano, defende (vide TED Talk, abaixo) que nosso futuro será abundante. Não somente melhor, mas exponencialmente melhor que nosso presente.

É difícil apreciarmos a priori a magnitude dessas mudanças porque nossa percepção biológica tende a ser mais linear, enquanto os avanços na tecnologia e nas ciências são exponenciais. Pense no acesso a informações. Se você tem uma certa idade, talvez se lembre que em muitas cidades simplesmente não havia bibliotecas para as crianças. Se você tivesse uma curiosidade não usual, típica das crianças, a imaginação poderia ser sua única resposta. Isso não faz muito tempo, uns 20 anos talvez? E hoje? Hoje temos o Google no bolso.
Você sabe o que é Inteligência Artificial (A.I.)? Certamente já ouviu falar. Já pensou em como esta tecnologia poderá alterar dramaticamente o nosso futuro?
Muitos cientistas e pesquisadores defendem que o que está em curso agora é o início de uma verdadeira revolução, com potencial semelhante ao da própria Revolução Industrial. Os especialistas no assunto, como Andrew Ng, já consideram a AI como a “nova Eletricidade”. Como assim? Bem, você sabe, quantos e quantos setores da economia foram radicalmente impactados pela facilidade da utilização em massa da eletricidade, não é? Então, será que você conseguiria imaginar a sua vida sem a eletricidade hoje? Será que consegue imaginar um único setor industrial ou econômico que não tenha sido transformado e influenciado pela eletricidade? Pois este é o panorama que se apresenta para a Inteligência Artificial nos próximos anos e décadas.

Mas então, o que é AI?

Costumava ser assim. Um programador de computadores escrevia instruções precisas sobre como resolver algum problema. Ele utilizava uma linguagem especial e os computadores simplesmente executavam, mecanicamente, essas instruções.
Mas algo mudou. Hoje, muitas vezes, os computadores estão resolvendo problemas sem que seja necessário que um humano indique o caminho ou a melhor solução. Quer ver um exemplo? Em um dos laboratórios do Google, um robô virtual foi instruído a tentar se locomover do ponto A para o ponto B. Ele contava com sensores e outras informações, mas nada foi dito sobre como ele poderia se locomover para atingir este objetivo. Através de um processo de tentativa e erro, o robô ensinou a si mesmo a andar. Isso mesmo, um processo que pode ter levado milhões de anos para acontecer evolutivamente foi aprendido por um robô de forma autônoma em pouco tempo.


E isto é só o começo, lembra do crescimento exponencial? Pois é, ele também se aplica aqui e vai fazer com que essas tecnologias deixem de ser curiosidades de laboratório e passem a ser parte indissociável de nossas vidas. Diante do que já se sabe hoje, impactos da Inteligência Artificial são esperados nas mais variadas esferas, desde financeiros e econômicos a políticos, sociais e até mesmo psicológicos.


Vamos falar de negócios?

A Blockbuster foi uma gigante do mercado de locação de filmes. Estava presente no cotidiano de milhões de pessoas. Um ícone americano, receita bilionária, com presença até aqui no Brasil.  Empregava cerca de 40 mil pessoas, pois suas lojas físicas necessitavam de muitos empregados para operar.


A concorrência com uma nova tecnologia levou a Blockbuster à falência em 2011.  O gráfico acima mostra como pode ser rápida a mudança que uma nova tecnologia impõe, mesmo a empresas que eram sólidas e estabelecidas.
Pois é, hoje a Netflix é uma gigante do mercado de locação de filmes. Está presente no cotidiano de milhões de pessoas. Um ícone americano, receita bilionária, com presença até aqui no Brasil. A Netflix não tem lojas físicas e emprega pouco mais de 3 mil funcionários.
Percebeu alguma coisa? Negócios que antes necessitavam de muitos empregados, hoje podem ser feitos mais eficientemente e com muito menos gente.
Isto não é um caso isolado, agências de viagem, lojas de CD e livrarias físicas são alguns exemplos de setores (e empregos) que tem sido engolidos pelo surgimento de empresas como a Netflix.
Este vídeo, altamente recomendado, mostra um futuro em que literalmente “Humanos não serão mais necessários” no mercado de trabalho.

O fato é que as empresas que estão tendo sucesso hoje já são bem menos dependentes de pessoas do que no passado, ao mesmo tempo em que são bem mais dependentes de grandes massas de dados, algoritmos e servidores. Seus custos de difusão são baixos (veja o exemplo dos youtubers) e o alcance de suas operações é global.


Impactos nos Empregos

As novas tecnologias proporcionam enormes ganhos de produtividade. Graças a eles, os lucros das corporações subiram enormemente nas últimas décadas. A despeito disso, o gráfico abaixo mostra que esses ganhos com a produtividade não vêm se traduzindo em ganhos nos salários. Há quem conjecture que isto se deve, ainda que em parte, a uma menor dependência dos negócios em relação aos trabalhadores. Especialmente os menos qualificados, que se tornam mais descartáveis e por isso mesmo, menos valorizados.

http://www.outsidethebeltway.com/wp-content/uploads/2012/07/wages-productivity-Figure-A.png


Por outro lado, se a automação é cruel com alguns setores e empregos, ela certamente é pródiga em criar outros tantos. Algumas pessoas defendem que novos empregos sempre surgirão para substituir os antigos e que esses novos empregos são intrinsecamente mais agradáveis e interessantes.
Historicamente, sempre que uma inovação deixava um setor obsoleto, um novo setor surgia. Assim, se os empregados antigos fossem adequadamente qualificados para ocupar os novos postos de trabalho, todos sairiam ganhando.
Porém, com a Inteligência Artificial tem sido menos evidente que este comportamento é válido. Talvez o desenvolvimento de uma AI suficientemente avançada traga para o mercado de trabalho urbano algo semelhante ao que a mecanização do campo trouxe para o mercado de trabalho agrícola.

O gráfico acima mostra a queda no percentual necessário de pessoas para trabalhar na produção de alimentos nos Estados Unidos. Mesmo se quiséssemos voltar a trabalhar no campo, nossa mão de obra seria impotente diante das modernas formas de produção mecanizada de alimentos empregadas hoje.
Vale observar que o trabalho em si necessário para produzir os alimentos não mudou de 1800 para cá. Ainda é preciso plantar, colher. As nossas ferramentas é que evoluíram e, agora, nós praticamente não somos mais necessários para manter esse processo funcionando.
Se imaginarmos que o mesmo pode ocorrer para os trabalhos intelectuais, é possível que, no futuro, não precisemos de tantos contadores, advogados, médicos ou engenheiros.


Impactos Sociais

Toda essa evolução não vem para tirar empregos. Pelo contrário, ela só ocorre porque representa uma melhoria sensível e global nas condições de vida das pessoas. Mesmo os pobres de hoje têm acesso a mais recursos do que no passado.
A substituição de pessoas por máquinas tem significado um aumento generalizado na nossa eficiência. Tomemos por exemplo o mercado de transportes. Muitas empresas têm se dedicado a desenvolver um Carro Autônomo.
Olha Mãe, sem as mãos!
A Tesla já comercializa carros que estacionam e se movem sem o comando direto do motorista. Os veículos deles se comunicam com a sede para receber atualizações de software e replicam as melhores formas de fazer os caminhos de uns para os outros. Elon Musk, CEO da Tesla, espera que carros autônomos sejam a única forma de transporte em um intervalo de 10 a 20 anos.
Já pensou em não precisar dirigir? Você poderia ver um filme ao invés de se desgastar tentando evitar um acidente. Você poderia trabalhar enquanto o algoritmo escolhe os caminhos e o leva ao seu destino. Eles não precisam ser perfeitos, eles só precisam ser melhores do que nós.
Os robôs sempre seguirão as regras de trânsito e poderão se comunicar, minimizando congestionamentos. Aliás, em um trânsito totalmente autônomo, não seria sequer preciso haver semáforos. Impossível, certo? À primeira vista parece mesmo, mas sabia que a nossa internet já funciona assim? Todos os nossos acessos são transportados de um lugar para o outro em “pacotes” de dados, roteados automática e exclusivamente por milhões de roteadores e switches que funcionam de modo distribuído e harmonioso.
Virou cena comum ver taxistas ao redor do mundo protestando contra os motoristas do Uber, não é? Mas se o carro autônomo passar a ser o melhor meio de transporte, seja economicamente, seja em termos de segurança, como defender a manutenção dos empregos desses motoristas? Como você imagina que serão entregues nossos fretes? Será que com motoristas humanos ou com algoritmos automáticos? Quem continuará empregando os motoristas de caminhão?


Mais educação resolve, certo?

Talvez não seja tão simples assim. Muitas vezes, essa é uma disputa que não podemos vencer. Sabemos que a capacidade computacional dobra a cada dois ou três anos (a famosa Lei de Moore). Em quase todas as áreas, é questão de tempo até que um computador ou robô seja capaz de fazer muito bem aquilo que antes só um humano seria capaz.
Garry Kasparov é um dos maiores enxadristas de todos os tempos. Uma mente brilhante do xadrez. Em 1996, ele demonstrou sua capacidade ao vencer o duelo com supercomputador da IBM, Deep Blue. Um ano depois, em 1997, após melhorias no algoritmo, uma nova disputa ocorreu e dessa vez a supermáquina levou a melhor. Em um intervalo de algumas décadas, os computadores haviam evoluído de adversários ingênuos no xadrez para um páreo duro contra o campeão mundial. De lá para cá, no entanto, o que foi uma disputa apertada se transformou em um massacre absoluto. Atualmente, é simplesmente impensável que um jogador humano e um computador possam competir em pé de igualdade um contra o outro, independentemente de quem seja este humano.
Se mentes brilhantes como Kasparov e Carlsen foram impotentes contra o avanço implacável das máquinas, será que é realista acharmos que conosco será diferente quando chegar a nossa vez? De novo, do Deep Blue para cá são só 20 anos. O que nos espera nos próximos 20, ou 50?

Divagações descompromissadas e distopias.

Se a disputa com as máquinas nos será quase certamente inglória, isso significa que nossas tecnologias provavelmente não dependerão mais de nós para evoluir. Para continuarmos melhorando de vida não mais seria necessário nosso esforço direto, posto que as máquinas sobrepujariam com grande margem os nossos melhores desempenhos.
Se isso acontecer um dia, será que a disputa entre os humanos continuaria a fazer sentido? Será que ainda seria algo necessário? Ou, neste momento, ao invés disso, seria mais produtivo para nós, como espécie, apostar na cooperação?
E como seria um mundo em que ninguém precisasse trabalhar nunca mais? Que impacto a abundância desmedida teria em nossa condição emocional. Que faríamos dia após dia? Seria essa a liberdade última? Seria isso algo parecido com a sonhada terra prometida, aquela onde corre leite e mel, onde não precisaríamos despender nenhum tipo de esforço para ser? Me pergunto se, neste mundo hipotético, sentiríamos, por absurdo que pareça, alguma saudade da escassez.
E a morte no futuro? Bom, já que estamos divagando sem compromisso, não seria absurdo imaginar que algum dia, daqui a 1000 anos quem sabe, se descubra uma tecnologia capaz de manter de modo indefinido a vida. Seja por avanços da medicina, da biotecnologia, da bioengenharia, vai saber. Se isso ocorrer, nada impediria o homem de alcançar uma virtual “vida eterna”. Quem viu alguns episódios da série Black Mirror vai se lembrar de temática semelhante. Se a morte fosse apenas uma escolha, se a perpetuação da saúde e da vida fosse uma possibilidade, o que isso mudaria nossa visão do mundo?
Por fim, será que algum dia não seremos mais necessários uns para os outros? Quando a oferta de bens e de serviços à disposição de todos for infinita, será que nossa contribuição individual estaria próxima do zero? Existimos para sermos necessários aos demais? Ou existe outro propósito mais fundamental?


Conclusão

Imaginar o futuro é um exercício fascinante, porém incerto. Muitos consideram um exercício inútil. Outros, que é no hoje que se deve começar a pensar o que faremos e o que seremos como sociedade no amanhã.
É possível que descubramos assim nosso maior tesouro futuro em coisas ancestrais, como a subjetividade, a contemplação, as artes, a capacidade de sentir, a gratidão, o amor.
Enquanto o futuro não vem, é a apreciação do elemento puramente humano o que ainda nos leva a transcender.

Jairo Luciano Alves é engenheiro eletricista pela UFCG.

32 comentários:

  1. O final do texto, numa das divagações, dá a entender que as relações econômicas entre as pessoas, por não haver mais escassez, tenderiam a acabar. Não consigo enxergar bem este cenário...

    Há quem defenda que o mercado e suas inovações tecnológicas estão a serviço do poder do capital, isto é, certas benfeitorias possíveis não chegam no mercado porque não é interessante para quem tem o poderio no status quo. Talvez isto se dê apenas de forma temporária, mas é possível que ocorra.

    A junção desta tecnologia toda robótica com o marketing e a propaganda (que tornam as grandes massas um bando de zumbis idiotas) pode nos indicar que o fim da subjugação do homem pelo homem está longe de acabar.

    Se formos colocar neste caldeirão a revolução que a manipulação genética pode proporcionar, realmente o futuro parece sombrio e digno de filme de ficção científica.

    A impressão que tenho é que em algum momento esta evolução toda, até por deixar de ser gradual (se cada salto é maior que o outro de uma forma tresloucada, perde-se a gradualidade), haverá a perda de SENTIDO. O "sentido" das coisas será perdido (se é que ele algum dia existiu rs), mas digo de uma forma mais profunda, como se o nosso cérebro não fosse compatível, em termos evolutivos, com o mundo bizarro que estaria por vir.

    Ainda que a "inteligência artificial" gere uma certa autonomia para as máquinas, eu me pergunto em qual limite isto se dá... Não entendo de programação, mas me parece que alguma coisa na programação inicial, ainda que o resto seja apreendido pelo ambiente, dará algum tipo de "rédea" em que estarão sempre os humanos por detrás. Até haver a descoberta de que, na verdade, somos nós, humanos, os "robôs" criados por outros seres...

    A capacidade de reflexão do homem e um pensamento mais abstrato são aspectos fascinantes para "se descobrir", em minúcias, como funciona no cérebro.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Espero que o Jairo possa responder a essas interessantes indagações. Eu me ateria a duas.
      a) O seu gancho com sentido e evolução biológica foi fenomenal. Afinal, nós somos seres biológicos, que de certa medida somos "presos" pela nossa biologia. Como seria a extração de sentido num mundo completamente diverso de qualquer coisa que o nosso cérebro biológico vivenciou no seu longo caminho da evolução? Não faço a mínima ideia.

      2) Sobre a "rédea" dos humanos,e a ideia de sempre ter um humano de alguma forma por trás, acho que essa é a grande transformação que a maioria das pessoas ainda não percebeu.
      Eu li uma notícia de que um robô, sem ser programado para tanto, foi colocado diante de pêndulos, e depois de algumas horas formulou Leis que nada mais eram do que as Leis de Newton.
      Pense um momento sobre isso. Um computador que não foi programado para tanto, de forma autônoma formulou ideias que demorou milênios para nós chegarmos a conclusões parecidas.
      É um novo mundo que se descortina, o que será é impossível saber, mas creio ser importante a humanidade discutir os caminhos que está tomando.

      Abraço!

      Excluir
    2. Olá, Renato, seu questionamento sobre a subjugação do homem é muito pertinente. Por exemplo, poderíamos supor que, diante da quantidade de recursos alimentares que temos no mundo hoje, a especie humana já teria plenas condições de erradicar as mortes por falta de comida, não é, e sabemos que isto não ocorreu ainda. Concordo que, mesmo supondo que toda a prosperidade que se imagina ser possível venha a se concretizar, não é garantido que os benefícios disso serão adequadamente distribuídos.

      Com relação ao sentido, existem duas subcategorias de Inteligência Artificial, a fraca (ou Narrow) e a Geral (ou forte). A Narrow AI é a inteligência que se propõe a fazer bem uma tarefa determinada. Por exemplo, dirigir, jogar xadrez ou escrever matérias jornalísticas de modo automático.

      Hoje, por exemplo, algoritmos de reconhecimento de inglês falado que utilizam Deep Learning já atingem uma precisão superior a 95%. É estimado que um limiar de 98% seja possível dentro de alguns anos. O Google anunciou no ano passado que já era capaz de fazer robôs que atingiam desempenho superior ao humano no preenchimento dos Captchas na web. Isso é Narrow AI.

      Já a AI Geral seria um nível muito mais abrangente, seria a cognição, a inferência de contexto, o raciocínio autônomo.

      Mas nada disso tem o mesmo contexto de Significado que você fala. Pelo menos não até agora. Eu não saberia dizer se nosso sentido de "sobrevivência" é o que iria nos diferenciar dos computadores, ou se outra coisa.

      Será que as máquinas terão algum dia a noção de "Eu"? o que as faria agir com consciência? O que as faria ter "instintos".. são umas boas perguntas que talvez só o futuro poderá nos responder.

      Excluir
    3. Soul, com relação à "rédea" que você mencionou, esta é uma preocupação de muitos líderes.

      Essa semana, Elon Musk em um evento os governadores americanos disse algo assim: "Eu tenho acesso ao que há de mais avançado em AI e posso garantir, a AI representa uma ameaça existencial à civilização, se feita da forma errada".

      http://www.npr.org/2017/07/17/537686649/elon-musk-warns-governors-artificial-intelligence-poses-existential-risk

      Excluir
    4. Grato pelo Link, colega. Nele, há um outro link para um artigo muito mais detalhado da Vanity Fair, irei ler de noite (http://www.vanityfair.com/news/2017/03/elon-musk-billion-dollar-crusade-to-stop-ai-space-x)
      Abs

      Excluir
  2. que texto fenomenal!
    muito bacana que seu blog promove interações e resultados desta qualidade.

    parabéns!
    obs: faz tempo que acompanho seu blog, comentando aqui ou ali... agradeço imensamente se me add na sua lista de blogs :p

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, colega. Também achei muito bom, eu fiquei muito feliz de um leitor me mandar um artigo dessa qualidade, além de ficar lisonjeado.
      Adicionei o seu blog, vou dar uma lida em alguns artigos do seu espaço.
      Um abraço e uma boa semana.

      Excluir
  3. Uma coisa que sempre axei degradante da condição humana é o "precisar trabalhar para se sustentar", isto é, é necessário que se faça algo (trabalho) para se poder viver, comer, ter um teto, etc. Oras, que evolução é esta que o ser humano é subjugado a esta condição tão mesquinha?

    E o pior, hoje em dia, o ser humano é tão apequenado que uma grande parte da população desempenha um trabalho repetitivo, monótono, mecânico (mecânico pode ser físico ou mental), que uma simples máquina poderia substituí-lo.

    Que outra humanidade e que qualidades do ser humano teríamos a serem descobertas se lhe fossem removidas estas algemas da labuta para o sustento?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Renato, olha esse é um tema muito interessante, principalmente a última provocação do texto.
      Por experiência em regiões mais pobres, é visível que quanto menos as pessoas tem, mas elas dependem diretamente umas das outras e mais unidas são. Isso cria às vezes comunidades mais fortes, e comunidades fortes são um ingrediente essencial para o bem-estar.
      Por outro lado, lugares com maior riqueza acumulada costumam ser mais "atomatizados", com comunidades não tão unidas. Numa medida mais forte, isso leva a vidas menos satisfeitas (não é à toa, não sei se você leu meu artigo sobre suicídio, que o suicídio é epidêmico no mundo, e muito mais preocupante do que as próprias mortes por violência).

      Logo, parece haver um trade off no acúmulo material. Talvez o caminho, e é isso que procuro construir na minha vida (nesse espaço incluso), seja reconhecer que nós necessitamos de interações humanas mais fortes, mas sabendo aproveitar a liberdade que um aumento do acúmulo de riqueza possa proporcionar.
      Esse é um caminho pouco difundido, mas acho interessante esse paralelo entre finanças e uma boa vida. Creio que as pessoas tem muito mais a aprender com consequências importantes para a sua vida lendo sobre o Money Mustache do que o W.Buffett.

      Um abraço!

      Excluir
  4. Que belo texto Soul! Parabéns ao Jairo! :D

    Falando em negócios, vejo como a A.I está mudando o setor bancário. A tendência é ter o menor número de agências abertas. Com a evolução da A.I, o número de agencias diminuirá ainda mais...

    Já sobre imaginar um futuro sem trabalho, uma realidade a lá "jetsons" é algo surreal. Não consigo enxergar tal cenário

    Abraço!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, I.E.
      Pois é, FII de agências bancárias que se cuidem:)
      Abs!

      Excluir
  5. Soul,

    Apenas manifestando meu apoio: seria fantástico se você nos brindasse com um hangout sobre leilões, contando-nos um pouco da sua experiência e alguns relatos de operações. Visto seu conhecimento na área, tenho certeza que seria uma experiência muito rica para seus leitores.

    Abraços!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, colega.
      Se for fácil fazer, vou fazer um sim.
      Abs!

      Excluir
  6. Esse texto é um resumo do livro Abundância, incluindo os exemplos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Irei dar uma olhada nesse livro, colega.
      Abs

      Excluir
    2. Anônimo, a TED Talk que abre o texto, "Abundância é nosso futuro", é apresentada pelo Peter Diamandis, autor deste livro.

      Muitos dos exemplos que estão no texto vem sendo apresentados repetidamente em palestras, eventos e seminários, pelo próprio Diamandis e por outros.

      Eu, pessoalmente, nunca li o livro, mas já ouvi falar muito bem a respeito. O Murilo Gun, que é um alumni da Singularity University e amigo do Diamandis, é um dos que sempre cita e recomenda enfaticamente este livro nos seus podcasts.

      Quando tiver oportunidade pretendo ler sim. Além deste, também os outros dois livros que o Soul citou na abertura devem ser ótimas leituras, "Humans Need Not Apply" e "The Rise of the Robots".

      Excluir
  7. Consigo imaginar a maquina desenvolver Médicos, engenheiros e contadores melhores que humanos mas nao consigo imaginar Advogados, a não ser se voltarmos para o positivismo puro de Kelsen. Deixo entao a pergunta, é possível uma máquina ter oensamento moral?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, colega.
      Já existe "advogados" robôs baseados em I.A.
      Ver: http://www.rossintelligence.com/
      Para uma gama grande de trabalhos jurídicos, não tenho dúvida que pode ser substituído por máquinas.
      Um abraço

      Excluir
    2. É difícil para nós imaginar certas coisas. O caso do xadrez é clássico, pois sempre se achou que um computador não seria capaz de traçar estratégias próprias (diferentes das previamente ensinadas) ou de se defender das estratégias de jogo posicional. Olha, o computador pode até memorizar algumas aberturas, ou alguns mates, mas não será capaz de desenvolver o meio jogo, etc. Na verdade, computadores batem os melhores humanos hoje, mesmo sem banco de aberturas. Eles são capazes de "deduzir" a melhor forma de jogar contra uma abertura siciliana.

      O Watson da IBM já está sendo utilizado para ajudar no diagnóstico de doenças, etc. No começo, nós ajudamos a treinar a máquina, mas de um certo ponto em diante, é a máquina que começa a nos dar insights. Pra fechar o exemplo anterior, todo enxadrista profissional e mesmo amador hoje, já usa as máquinas (engines) para melhorar seu jogo. Lembremos que no início, eram os mestres que ajudavam os algoritmos a melhorar. E isto já se inverteu.

      Com relação às nuances do direito nada posso dizer, mas, assim como nossas leis atuais de trânsito poderão ser alteradas para permitir a adoção de frotas 100% autônomas no futuro, nada impediria, em tese, que leis fossem reescritas ou revisadas para se tornarem mais diretamente/inequivocamente aplicáveis por máquinas.

      Quando a gente pensa a respeito, é ao mesmo tempo assustador e fascinante o potencial à frente.

      Excluir
  8. Em 1950 Isaac Asimov já especulou sobre esse tema, as soluções dele ainda valem nos dias de hoje. E creio que, e assim espero, que estejamos ocupados em colonizar outros planetas, pois imaginar toda a humanidade sem objetivo, bem, o ditado " uma mente desocupada é a oficina do diabo" iria se aplicar muito bem nessa situação.

    ResponderExcluir
  9. Esse texto não deixa de ser assustador se pensarmos em todos desdobramentos possíveis (bio-psico-social). No plano da ficção, muito do que o artigo aborda, está retratado na ótima série inglesa Black Mirror.
    No plano real, políticos em diferentes países discutem a questão da necessidade da renda universal, já vislumbrando as modificações no mundo do trabalho que estão a caminho.

    Uma renda básica na sociedade da inteligência:
    https://brasil.elpais.com/brasil/2016/12/31/opinion/1483187073_097272.html

    A renda básica universal seria a maior conquista do capitalismo:
    https://brasil.elpais.com/brasil/2017/03/23/economia/1490287072_800265.html

    Anna Kellner

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. São os velhos socialistas de sempre, de forma diferente vêm pregando isso desde a revolução industrial.

      Excluir
    2. Anna, uma reflexão interessante que vi em um vídeo sobre este assunto dizia algo como:
      "Imagine que as máquinas produzem todos os tipos de bens. Imagine que todos os trabalhadores foram substituídos por máquinas em seus empregos. Agora as máquinas produzem mais e melhor, mas para quem? Se ninguém tem mais emprego, como poderão comprar os produtos? Como os ricos ganharão dinheiro se não há mais dinheiro sendo pago à força de trabalho sob a forma de salário?"

      Uma solução proposta para manter o capitalismo viável neste cenário seria exatamente a criação de uma Renda Mínima Universal.

      Já imaginou? Capitalistas e Socialistas poderiam comemorar juntos que boas idéias, quando aplicadas no tempo certo, podem atender aos melhores interesses de ambos! :)

      Excluir
  10. Que o futuro é de maior abundância e riqueza não tenho dúvida, mas que a escassez será abolida não faz sentido.
    Se todo mundo demandar ter uma Ferrari, 1000 sapatos, milhares de peças de roupas, trocar de celular todo mês, etc, terá que haver um sistema de preços que equilibre a demanda. O sistema de preços é que decide se o aço será destinado a produção de armas ou carros.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. excelente observação. Os bens físicos e materiais continuam a ser escassos e talvez continuem a ser no futuro.

      Por outro lado, já é uma realidade que uma pessoa com acesso à internet poderia facilmente passar toda a sua vida consumindo conteúdos de seu interesse (livros, audios, vídeos, podcasts, etc), sem restrições de quantidade, exceto pela limitação do tempo. Mesmo que muitas outras pessoas também desejassem consumir esses conteúdos, ou outros, ainda seria possível atender a todas essas demandas simultaneamente.

      (Um ótimo exemplo disso é o YouTube: "Google now says that people are watching about 1 billion hours of YouTube every single day", https://www.androidheadlines.com/2017/02/users-watch-100k-years-youtube-average-every-day.html)

      Podemos entender isso como a abundância de informações.

      Existem projetos de utilização de energia solar em larga escala, quem sabe em cada telhado de cada prédio, ou em grandes áreas desertas. Com isso, poderíamos nos aproximar de uma outra abundância, que seria a energética (essa ainda está um pouco mais distante, pois é preciso avançar mais na tecnologia, também um considerável investimento inicial e que haja coordenação, inclusive no que tange as políticas públicas de incentivo e fomento).

      Mas então, supondo que haja abundância energética, isso poderia significar o próximo passo para uma abundância alimentar? Talvez..

      Outra, se supomos que há energia sobrando, já seria possível que elevássemos nossas estruturas de reciclagem. Por exemplo, se energia não fosse problema, será que não poderíamos fazer a reciclagem da água residencial na própria residência?

      Enfim, concordo que não é provável que houvesse recursos infinitos para todas as vontades humanas, mas por outro lado, talvez nossos parâmetros se modifiquem com o tempo. Vamos imaginar que todos os carros são autônomos e elétricos. Será que haveria o mesmo "status" em ter um carro esportivo, se quem dirige é o "computador"? Será que as pessoas continuariam a ter carros próprios, ou compartilhariam os recursos, pois seria muito mais econômico se todos utilizassem de carros elétricos como algumas cidades da Europa já usam de bicicletas, por demanda e de modo compartilhado.

      Já com relação aos 1000 sapatos, considerando que uma parcela relevante do público (especialmente o feminino) tem verdadeira fascinação por esta peça de vestuário, acho que esta demanda será persistente mesmo no futuro, hein!! kkk temos que arrumar um jeito de reciclá-los ou o planeta não dará conta!! kkk

      (PS.: os sapatos nos mostram como a economia verde será também o futuro)

      Excluir
    2. Está se caindo na velha armadilha marxista de que as vontades humanas são determinadas pela sistema de produção, ou seja, se houver abundância para todos (e todas) o ser humano não será mais vaidoso, ninguém irá querer ter uma ferrari, se diferenciar, ter roupas caras relógios cravejados de diamantes, etc. O ser humano dará as mãos e irão todos trabalhar pela coletidade e no final da tarde iremos todos nos juntar e cantar "imagine" e fazer sexo grupal, sem preconceitos de gênero, peso, nada, afinal seremos todos iguais.
      Que bela utopia!

      Excluir
  11. Excelente texto.
    Penso que o caminho da automação é algo sem volta, assim como a substituição de humanos por máquinas em boa parte das atividades.
    E isso é algo positivo.
    Outra consequência advinda desta maior produtividade e menor dependência de humanos será uma maior concentração da riqueza. Mesmo assim, talvez a riqueza seja tão mais abundante que mesmo os mais pobres terão uma boa vida. Nem que para isso medidas como a polêmica 'renda mínima universal' tenha que ser implantada.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Renda Mínima Universal.. quais seriam as implicações dessa medida? Quais seriam os pre-requisitos?

      É certo que o ser humano já poderia ter eliminado a pobreza estrema com os recursos que tem hoje. Mas como você bem observou, a concentração de renda tem se elevado.

      Estava lendo em algum lugar que na Noruega os empreendedores param de tentar crescer quando atingem o "nível da BMW", ou seja, quando a empresa atinge um certo patamar em que eles tem o teto do luxo no país e a partir do qual a tributação é ainda mais elevada. Mesmo assim, outros dizem que eles param de buscar tão intensamente o crescimento de suas empresas porque não veem valor adicional na busca por mais dinheiro além deste patamar em comparação com perder as infâncias dos filhos e não terem tempo para suas vidas pessoais.

      O que nos leva a perguntar, que crescimento queremos, que sacrifícios achamos moralmente corretos em termos de tempo e energia de vida para alcançar o dinheiro?

      O que a humanidade não seria capaz de produzir se grande parcela das pessoas pudessem perseguir seus sonhos diretamente ao invés de ter de conformar com trabalhar 11 meses por ano até os 70 anos e se aposentar com mais dinheiro do que realmente precisa, porém com menos vitalidade e saúde? Creio que essas perguntas sejam mais fáceis ditas do que vividas, porém.

      A realidade é dura e, mesmo quem vive na rica Londres, mas não é rico, tem que lidar com situações como os preços muito altos dos imóveis residenciais:
      http://www.yourmoney.com/mortgages/londoners-need-6-months-income-pay-off-annual-mortgage-cost/

      ou poderia ser os preços das faculdades nos EUA, etc.

      A assimetria para quem não possui capital é elevada e há poucas alternativas a isso, quem sabe uma RMU não aliviaria um pouco isso.

      Excluir
    2. Quando se fala de uma renda mínima universal está se falando do governo cobrando impostos e distribuindo uma renda para os cidadãos?
      E esse "universal"? Seria universal dentro de cada país? Ou seja, o governo brasileiro cobra impostos no Brasil e distribui a renda entre os brasileiros, ou está se referindo a um governo mundial responsável por distribuir renda no mundo todo?
      Será que dá pra pensar nas implicações dessas idéias?

      Excluir
  12. "Mesmo assim, outros dizem que eles param de buscar tão intensamente o crescimento de suas empresas porque não veem valor adicional na busca por mais dinheiro além deste patamar em comparação com perder as infâncias dos filhos e não terem tempo para suas vidas pessoais. O que nos leva a perguntar, que crescimento queremos, que sacrifícios achamos moralmente corretos em termos de tempo e energia de vida para alcançar o dinheiro?"

    Penso por ai. A prioridade é estar em paz. Conviver bem com outras pessoas é estar presente na vida de quem você ama. O trabalho, a produtividade, o "progresso" são importantes, mas não consigo entender como podem ser o mais importante.

    Contudo, me parece que muitos dos avanços da nossa sociedade ocorreram por conta de pessoas que não estavam satisfeitas, que queriam mais. É esse sentimento certamente é mais presente no capitalismo e na busca da eficiência e do lucro. E quem consegue esses maior eficiência e tem as melhores ideias vai concentrar a riqueza. Muito justo. O problema é quando isso atingem níveis obcenos como mostra o Thomas Piketty em seu livro. Neste contexto, algumas medidas como a renda mínima universal trariam estabilidade e felicidade pra todos, sem exceção.

    ResponderExcluir
  13. Bernard Friot, sociólogo francês, já se debruçou sobre uma possível solução ao avanço tecnológico ao trabalho humano. Para ele, como a criação de valor se dá por toda a sociedade (mães que criam os filhos, idosos que já foram ativamente produtivos, pessoas com deficiência que geram demanda específica por tecnologia, por exemplo), o correto seria uma votização da riqueza, nos moldes que já ocorre com a seguridade social. Nesse sentido, a sociedade compartilharia a riqueza e, para aqueles que quisessem mais $$, bastaria empreender (no amplo sentido da palavra) para produzir mais riqueza a ser redistribuída, para si, inclusive. Na realidade de máquinas trabalhando mais eficientemente, aquele que quisesse mais riqueza teria o incentivo para criar melhores soluções de maneira a superar os gargalos de eficiência (energia, logística, etc.)...

    Segue uma introdução ao pensamento de Friot, ainda está em francês, mas em breve será traduzido para o português tb:

    https://youtu.be/cjL1MuE5wpI

    ResponderExcluir
  14. Eu sou um grande fã de sci-fi.

    Em termos de robótica, existe um dos 5 humanos que considero um dos homens mais inteligentes do mundo: Isaac Asimov.

    O fim do texto é que é o assustador: a possibilidade do mundo ser gerido por máquinas, não que os humanos estejam fazendo alguma coisa boa, muito longe disso, o trabalho humano no geral é horrível. Eu apenas imagino que quando a AI estiver bastante avançada, seremos eliminados ou escravizados pelas máquinas, conforme Isaac Asimov profetizou e o que também está em Matrix ou em Elysium. O interessante é que nada que a gente possa fazer vai mudar isso. Seria essa a extinção da humanidade?

    Isaac Asimov criou 3 leis e as escreveu no livro Eu Robô. E por meio da lógica e da matemática chegou à conclusão de que o mundo com AI e humanos será incompatível. Vale a pena ler esse livro.

    ResponderExcluir