quinta-feira, 10 de março de 2016

MINHA SITUAÇÃO PATRIMONIAL ATUAL

 Olá, colegas! Visto de dupla entrada na China na mão. Maravilha! Pensava que talvez não pudesse conseguir, mas até que foi relativamente fácil. Cada vez que estudo mais sobre a China, fico maravilhado com a quantidade de coisas que tem para ver e fazer. Poderia ficar tranquilamente uns seis meses viajando apenas por lá, mas por restrições de visto é difícil ficar tanto tempo. Também descobri que o meu Pai lê o meu blog. Nossa, fiquei muito feliz mesmo. Ele não gosta muito de ler coisas na internet e costuma ser bem crítico na avaliação de artigos em jornais. Ele me elogiou e disse que poderia ser escritor, o coração de pai deve ter falado mais alto nessa avaliação. Enfim, creio que todo o filho, nem que de forma insconsciente, procura uma certa “aprovação" dos pais e o fato narrado me deixou realmente contente.

  Entretanto, o artigo de hoje não é sobre as relações conscientes ou não entre pais e filhos, e nem sobre a minha viagem, mas sim sobre a minha situação financeira. Como o visto Chinês demorava alguns dias úteis para ser emitido, tive que ficar quase uma semana na capital do Laos que se chama Vientiane. Aproveitei a pausa para principalmente colocar em dia minhas informações financeiras para fins de Imposto de Renda e também para controle pessoal. Fui até além, comprei um novo FII para carteira, fiz um pequeno trade com BBAS3 e rendeu 60% de lucro e refleti sobre a minha estratégia financeira, bem como se ela continua forte e coerente com meus objetivos financeiros.

   Como com o Leão não se pode brincar, sempre sou, e imagino que a maioria dos leitores também o são, muito criterioso a fazer minha declaração. Checo os dados diversas vezes e faço um roteiro de declaração para me certificar que nada ficou de fora, pois eu possuo muitas fontes diversas de rendimentos isentos e com tributação definitiva. 

 É difícil quantificar muito precisamente o meu patrimônio e os percentuais, pois possuo imóveis e a precificação dos mesmos não é tarefa fácil, ainda mais num ambiente de incertezas profundas como vivemos, já que meu patrimônio está alocado exclusivamente em ativos brasileiros. Porém, colocando um valor conservador nos meus bens (algo em torno como 10-15% a menos do “valor de mercado”), a composição seria mais ou menos assim:


Operações imobiliárias   - 30%
imóveis próprios  - 21%
Renda Fixa com liquidez imediata - 42,5%
Fundos Imobiliários - 5,5%
Ações - 1%


   Eu às vezes sou um pouco relaxado com essas formas de controle, creio que obsessão por detalhes faz com que as pessoas percam o foco de coisas muito mais importantes. Ainda acredito nisso, mas é inegável que um bom controle sobre algumas variáveis ajuda a refletir mais claramente sobre onde se está indo e como ajustar algumas coisas do ponto de vista financeiro.


OPERAÇÕES IMOBILIÁRIAS

  O Brasil passa um momento delicado. As pessoas estão receosas. O financiamento imobiliário diminuiu consideravelmente (porém, acabo de ler uma notícia que a CEF vai aumentar o limite de financiamento de imóveis, isso pode ajudar em 2016, sem entrar no detalhe se a CEF deveria ou não fazer isso). Assim, ficou difícil vender imóveis no ano de 2015. Se o valor do imóvel é superior a 500 mil é quase certo que só virá proposta com outro imóvel em permuta para pagamento parcial. Apesar de tantos problemas, em relação às operações imobiliárias o ano foi de fraco para médio, o que é algo interessante, pois tinha receio que o ano poderia ser horrível.  Das diversas operações em andamento, apenas uma empacou e vai fazer 24 meses de anúncio de venda. É um ótimo imóvel, o preço já está abaixo do valor de mercado, e eu já considero vender 15% abaixo, mas infelizmente as poucas propostas que vieram ficaram muito aquém. Paciência. 

  Por questões de logística e operação, afinal estou há quase um ano viajando pelo mundo, entrei em apenas uma operação no ano de 2015. Pessoas de confiança minha estão querendo ficar líquidas, então como preciso dessas pessoas para realizar essas operações enquanto estou fora, não vejo, a não ser que seja realmente uma grande oportunidade e dentro do Estado da Federação em que vivo no Brasil, no horizonte de curto prazo eu iniciando novas aquisições. O que me fez questionar o outro item do meu patrimônio.

RENDA FIXA COM LIQUIDEZ IMEDIATA

  Eu não compartilho o ceticismo de alguns bons blogueiros a respeito do Brasil. Se o ceticismo é sobre o nosso país virar um país realmente desenvolvido, então o meu apoio é quase total. Se o ceticismo é voltado em relação aos retornos financeiros dos nossos ativos, e como nós deveríamos “proteger" nosso capital fora do país, então eu penso um pouco diferente. Para mim o país é a terra de quem poupa capital. Em nenhum lugar do mundo, há remunerações tão grandes em determinados ativos financeiros. Como o povo brasileiro não é muito inclinado a poupança, como os povos asiáticos por exemplo, eu creio que a taxa de juros  reais no Brasil será positiva ainda por um bom tempo. 

  Além do mais, no Brasil se pode ter títulos de maturação mais longa, mas sem qualquer risco de duration (ou seja de perdas por marcação a mercado com mudanças nas taxas de juros). Isso também é algo meio que único. Portanto, ter uma aplicação num banco de ponta pagando líquido mais de 13%aa com liquidez imediata e sem qualquer risco de rentabilidade negativa, é algo extremamente tentador, ainda mais para a minha situação particular.

  Entretanto, tendo em vista o que comentei no tópico anterior, realmente comecei a questionar a necessidade de ter tanta liquidez assim. Poderia migrar uma parte para baixa liquidez em diversos bancos menores até o limite do FGC e conseguir algo em torno de 1-1.5%aa a mais. Poderia migrar uma parte para NTN-B, e o teria feito se as taxas ainda estivesse  no patamar de 7,8% aa, apesar das taxas atuais ainda serem bem altas e provavelmente não permanecerão nesse patamar, se houver sinais claros de que o Brasil rumará para objetivos mais claros. Poderia aumentar mais minha exposição em FII, gerando mais fluxo de caixa mensal. As opções são muitas, mas como costumo fazer mudanças de curso de forma pensada e devagar, vou ainda refletir mais sobre isso.

FUNDOS IMOBILIÁRIOS E AÇÕES

  Eu, como mostrado na tabela, tenho algo em torno de 1% em ações. É pelo valor de mercado e não de aquisição. Não vejo muito sentido para o meu objetivo,  estágio de vida e  situação patrimonial ter alocação em ação. Talvez no exterior via ETF, não aqui no Brasil. O que tenho em ações daria para pagar minhas despesas, grosso modo, de um ano de vida no Brasil. Portanto, apesar de não ser quase nada em relação ao global, é uma quantia significativa. Vou vendendo aos poucos. Essa semana vendi quase tudo que tinha em STBP11, um prejuízo de quase 40% (sem contar dividendos e juros). O lucro do pequeno trade em BBAS3 foi quase idêntico ao prejuízo em STBP, então, apesar de ser um erro de julgamento, o meu sistema cognitivo não ficou tão chateado.


  Agora, Fundos Imobiliários é uma outra história. Depois de mais de um ano, voltei a ler alguns relatórios, participar de algumas discussões sobre essa espécie de ativo, e realmente é um tipo de ativo que faz todo o sentido para mim. Atualmente, tenho apenas 5.5% em FII. No início de 2018, é provável que haja um planejamento sucessório  parcial familiar , fazendo com que a alocação, mantidas todas as condições, caia para algo em torno de 4%. Ou seja, muito pouco. Uma boa alocação para  mim seria algo entre 20 e 25%, portanto tenho bastante espaço para aumentar minha exposição nessa classe de ativo.

   O que me surpreendeu foi que recebi de dividendos e aluguéis de FII algo em torno de 55-60% de todos os meus gastos no Brasil (gastos calculados até março de 2015  nos 12 meses anteriores). Ora, se 6.5% do meu patrimônio pode pagar quase 60% das minhas despesas, quer dizer realmente que estou com uma margem de segurança bem boa. Eu prevejo que com dois filhos, os quais ainda não tenho e não sei se terei mas faço o meu planejamento de independência financeira já para essa hipótese, os meus gastos aumentariam 100% já colocando uma margem de segurança (sim, esse conceito é central para  mim). Vendo os gastos detalhados do nosso colega do Blog U.Bife com seu filho, minha estimativa até que foi bem boa.  Então, na situação atual, de 25 a  30%  dos meus gastos no futuro com dois filhos  estariam cobertos apenas com o fluxo de FII e ações.

  
  Acompanhando a distribuição dos Fundos Imobiliários, pelo extrato de proventos da minha corretora, fiquei satisfeito ao saber que houve resiliência na distribuição em muitos fundos. Alguns fundos irão diminuir rendimentos, alguns pouco outros de forma mais significativa,  outros provavelmente aumentarão pela inflação. Eu estimei uma queda de uns 15% nos rendimentos totais de minha carteira de FII, não é bom, ninguém gosta, mas caso eu aumente posição, os yields atuais já estão razoavelmente atrativos. Além do mais, os FII sofreram bastante: desvalorização do valor patrimonial, vacância, diminuição dos aluguéis em negociações, etc. É visível que a crise imobiliária atingiu muito fortemente, numa intensidade muito maior do que no mercado residencial ou de negociações diretas. Como para mim é tudo imóvel, é possível que seja apenas efeito da falta de liquidez em negociações diretas a única coisa que impede ou impediu uma deterioração ainda mais profunda no mercado imobiliário de negócios diretos. 

  Portanto, há ainda uns 2-3 anos de revisionais negativas, vacância elevada e dificuldades, mas os FII já estão absorvendo muito dessas pancadas, o que está precificado em valores muito defasados na negociação de quotas no secundário. Logo, vou reformular um pouco minha carteira de FII, acrescentar mais uns 2-3 fundos e retirar uns 3 fundos e pretendo talvez voltar a aportar com um pouco mais de consistência.

   Se eu elevar para algo em torno de 25% a participação em FII,  num processo longo e gradual de alguns anos,  isso quer dizer que teoricamente poderia chegar a um fluxo mensal, já colocando uma margem de segurança para vacâncias e revisionais negativas, equivalente a mais de 200% das minhas despesas sem filhos, o que é algo que dá tranquilidade.

IMÓVEIS PRÓPRIOS

  Nesse item, são imóveis que não utilizo para ganho de capital. Pretendo apenas manter o meu apartamento que moro no Brasil, pois eu acho que é localizado no melhor lugar possível para se viver no país, não só a cidade, mas como o bairro e  mais especificamente a rua. É o canto que me sinto bem e confortável no país, então não vejo motivos para me desfazer. Assim, levaria a participação dessa parte do meu patrimônio para algo em torno de 13%, a valores atuais, do patrimônio,  o que é algo razoável. Entretanto, pretendo apenas mexer nessa situação lá por 2018 por questões particulares.


   Iria delinear mais os meus planos de independência financeira, e como vou adicionar camadas de várias margens de segurança, algo que pensava intuitivamente mas que ficou bem mais claro ao ler um artigo do Money Mustache a respeito. Entretanto, vou deixar para fazer isso num outro artigo. 



  Grande abraço a todos!

30 comentários:

  1. Seu pai deve ter muito orgulho de você, eu teria.
    Grande abraço!

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    1. Olá UB! Grato por seu comentário. Obrigado, amigo.
      Grande abraço!

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  2. Parabéns pela sensatez com que comanda sua vida.Eu na sua condição já me consideraria independente financeiramente.

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    1. Olá, Acionista. Valeu, colega. Sim, eu já me sinto, como tratei num artigo alguns meses atrás.
      Abraço!

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  3. Soul, com tamanho patrimonio que lhe traz esse conforto, por que não ter um hedge em dolar (moeda forte, de país sério) ?

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    1. Olá Capixaba! Penso sim, sempre pensei. Aqui deixo o meu público agradecimento ao site Investidor Internacional. A qualidade das informações lá é algo impressionante. Talvez um dos melhores blogs da blogosfera atualmente. Eu, como gosto de viajar, creio que seria bom ter ativos financeiros no exterior. Não penso apenas em moda, pois creio que no médio-longo prazo o dólar, ou qualquer outra moeda forte, tende a ter retornos reais muito próximos de zero. Entretanto, ter ETF de empresas, REITs, commodities, etc, para ter fluxo de caixa em moeda forte é algo que passa na minha estratégia sim. Provavelmente, vou tirar da parte de operações imobiliárias e renda fixa. Creio que algo variando entre 15 a 20% já seria interessante.

      O meu ponto é que eu creio que os retornos financeiros dos ativos nacionais serão maiores, talvez muito maiores, do que ativos financeiros em países muito seguros. A diversificação internacional é importante, se o seu capital já permite isso, mas não faria isso porque tenho um receio da coisa degringolar de vez (ok, posso até ter um receio, porque não posso dizer que isso seria extremamente improvável, mas eu sinceramente acho que é improvável).

      Além do mais, nas próximas décadas o crescimento do mundo vai vir de países com pib per capta baixo, baixa produtividade e população jovem, em minha opinião Revisitando países como Camboja, Laos 8 anos depois, e ver como esses países mudaram, apenas deixa essa convicção mais clara em mim.

      Abraço!

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    2. SS, mas de que adianta o patrimônio dobrar em reais se este se desvalorizar 4x frente ao dólar? Fora que deu dinheiro ficaria livre dos comunistas.

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    3. Colega, você tem razão. Se acontecer uma desvalorização do câmbio real desse tipo, e ela for contínua por anos e anos, o empobrecimento do Brasil seria muito grande. Entretanto, você realmente acha que isso é factível? Uma desvalorização do câmbio real em mais de 50% tornaria i móveis, ações, títulos do governo, absolutamente tudo dentro do Brasil, a metade do preço para investidores estrangeiros. E se o Câmbio continuar desvalorizando de forma real mais e mais? Isso significa que basicamente os ativos brasileiros ficarão quase de graça. Isso é factível no médio prazo? Numa população com 200 milhões indo para 250M, per capta ainda baixo, enorme extensão territorial? Eu não creio que é provável. Quem comprou dólar em 1994, teve um retorno real de menos de 1% aa. Quem comprou dólar com medo do Lula, tem uma desvalorização real brutal do patrimônio. O que parece não ser claro é que o dólar a R$4,00 no Lula significava como se o Dólar tivesse a R$6,00 hoje.
      Como dito na resposta, eu acho interessante ter uma exposição razoável em ativos estrangeiros. Fluxo em moeda forte (apesar com yield bem baixo), você pode movimentar o dinheiro sem pagar IOF para o governo e fica realmente imune a crises políticas agudas mais graves. Entretanto, sinceramente não creio na hipótese de desvalorização contínua da nossa moeda de forma real, até porque em cenários de inflação mais alta os ativos reais costuma seguir a inflação (aliás costuma seguir o próprio dólar). Ver o meu artigo sobre juros reais e o mercado imobiliário argentino.
      Abs

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  4. O que você acha daquela visão de ser sócio de uma empresa através de ações, difundido pelo Bastter?

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    1. Olá, colega. Eu acho interessante. A diferença, assim como FII, é que você é sócio, mas se for micro como todos os investidores amadores, não apita nada na administração. Isso pode ser muito bom, pois você não precisa fazer nada ou pode ser muito ruim, pois pode ver uma administração indo contra os seus interesses. As ações tem uma perspectiva de retorno bem maior do que os FII. Um empreendimento capitalista dinâmico só pode ter mais potencial do que um imóvel. Entretanto, no lado dos riscos, um empreendimento capitalista também pode dar muito mais errado do que um imóvel (principalmente se for bem localizado). Logo, é necessário muito mais estudo em empresas do que em FII (a não ser que se opte por ETF e balanceamentos automáticos). Eu não pretendo, pelo menos nesse momento, fazer isso. Além do mais, eu gosto da ideia de receber renda via aluguel de imóveis. É assim que muitas pessoas fazem no Brasil e no exterior para ter um fluxo de renda e acho uma boa forma. Creio apenas que os FII diminuem os riscos e as dores de cabeça, mas sempre levando em conta que você não terá pitaco na administração dos imóveis.
      Abraço

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  5. Ola Soulsurfer.

    Qual o seu patrimonio? Nao vi o tamanho, mas acredito estar acima de uns 3M.

    Interessantissimo o texto, e sua visao dos FIIs ... Estou otimista com eles tambem e aportando mensalmente.

    Fiquei preocupado ao ler que um de seus imoveis esta a 24 meses sem venda, eu estou terminando a construcao de 2 unidades amanha, e ja estou regularizando (habite-se, averbacao, registro averbacao, convencao condominio, ISS), e decidi que irei focar nos aportes em FIIs, Acoes (ainda sou um pouco pe atras, mas escolherei poucas e boas acoes para ter dividendos). So volto a pensar em construir quando vender uma unidade das duas.

    Desculpe mas vou ser chorao, se quiser adicionar meu blog, adicionei o seu e estarei acompanhando mais de perto.

    E a ultima pergunta: Por que voce vive viajando?

    Abraco

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    1. Olá, VC!

      -O meu pai sempre me falou, mesmo quando eu era adolescente, sobre os riscos da liquidez de se ter imóveis. Ele sempre me disse que imóvel é apenas um, apenas aquele onde você tem a sua moradia, ao menos que os imóveis sejam vistos como mercadorias para a venda. Então, ele falava da história de várias famílias tradicionais que possuíam a riqueza toda em imóveis e iam definhando afundadas em dívidas, sem liquidez e com apego emocional aos imóveis. Logo, a liquidez sempre foi importante para mim. Jamais iria ficar com uma imobilização de 90% do meu capital, por exemplo, não vale a pena. Creio que o mesmo raciocínio, ponderado pelas suas características pessoais, pode ser útil a você. É importante ter liquidez.
      -Acontece. Nesse imóvel específico, eu tive uma oferta, ainda com o imóvel ocupado, para liquidar a coisa um mês depois de iniciada a operação. Eu, se tivesse insistido, conseguiria aumentar a oferta e teria um retorno de uns 70% em dois meses (já que não pagaria comissão de corretor, nem dinheiro para a desocupação amigável do imóvel). Na época, não me pareceu uma boa proposta, hoje vejo que era razoável. Porém, se olhar o meu penúltimo artigo, eu não teria como saber na época que o imóvel empacaria de forma tão grande. Paciência, esse tipo de coisa não me preocupa ou abala, são “ossos do ofício”. Uma hora se acerta, outra hora erra, o importante é que o resultado financeiro final te deixe mais perto dos seus objetivos financeiros. Os seus imóveis são de menor valor, creio ser muito mais fácil vendê-los, ainda mais com aumento do limite da CEF para financiamentos. Espero que consiga o mais rápido possível.
      -Vou adicionar o seu blog.
      -Por que viajo? Isso dá um artigo e vou fazê-lo. Uma resposta simples seria porque viajando eu me sinto vivo, me sinto conectado com o momento presente de uma forma muito mais intensa de que quando estou na minha rotina. Vejo pessoas diferentes, paisagens lindas, desafio a minha zona de conforto, vejo lindas relações humanas, vejo horríveis relações humanas, ou seja vejo a vida. Não é sempre assim que foi e nem assim que será. Essa é uma aventura que sempre quis fazer, mas há um ano tinha uma rotina como qualquer outro, porém resolvi me aventurar e tenho certeza que é uma aventura de uma vida que sempre ficará comigo até o meu último suspiro nesse pálido ponto azul.

      Abraço!

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  6. soul,
    Parabéns pelo patrimônio!

    Penso que uma exposição a ativos em moeda forte seria mesmo interessante, principalmente considerando seu hábito de viajar para o exterior. Nem penso em rentabilidade nestes ativos, mas apenas preservação do poder de compra nestas moedas no médio prazo. Mais interessante que uma exposição ao dólar, eventualmente uma cesta de moedas (dólar, Euro e Libra) seria ainda mais seguro.

    Muito interessante o fato de seu pai ler o blog, acredito que você deva ser motivo de muito orgulho para ele.

    Sobre RF, você não considera Tesouro Direto?

    Fiquei curioso sobre esta rentabilidade líquida de 13% a.a. com liquidez. É isso mesmo? Poderia dar mais detalhes?

    Abraços

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    1. Olá, EI!
      -Posso sim, LCA BB 92,5%.
      - Claro, como disse o site investidor internacional traz informações muito boas sobre investir no exterior. Acho interessante investir em cesta de moedas e não necessariamente só dólar. Vi o debate republicano hoje de manhã e fiquei assustado com o Trump. Ele quer fazer guerra comercial com meio mundo, quer fechar mais os EUA, quer que o EUA produza mais coisas no país. Falou mais de uma vez em moeda desvalorizada na China, a mesma ladainha do Mantega, não sei não hein, se ele ganhar (sem falar das posições perigosas e lamentáveis sobre inúmeros assuntos de política externa), se o Dólar não inverte essa tendência de alta contra todas as outras moedas. Logo, com certeza uma cesta de moedas é bem mais seguro. Porém, creio que é possível ter hedge cambial e ainda ganhar no fluxo de investimento em REITs e bons ETFs com baixo custo em ações, por exemplo.

      - Considero sim. Porém, a minha rentabilidade líquida no BB equivale a um rendimento bruto de algo em torno de 16%. Porém, creio se interessante o posicionamento em NTN-B mais longas para gerar um pagamento semestral de juros, bem como surfar uma eventual valorização no médio prazo se o risco brasil ceder um pouco.

      Eu fiquei realmente feliz, ainda mais que estou longe, meu pai já tem quase 80 anos. Foi uma sensação bacana. Entretanto, fico feliz com comentários de colegas na blogosfera que já considero amigos, mesmo não conhecendo, como você.

      Grande abraço!

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    2. Sobre o Trump, é uma caricatura e pra falar a verdade não acredito que ganhe a eleição no final do ano. Ele está tão radical que a Hillary deve levar todos os eleitores mais ao centro.
      Boa rentabilidade esta LCA. Em RF estou mais em LFT, NTNB Princ e agora NTNF.
      É sempre um prazer trocar ideias com você.
      Abraços

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    3. Sobre a previsão da derrota do Trumpo:

      Errooooooooooou!

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    4. Olá, colega. Onde a está a previsão da derrota do Trump? No comentário: "e se ele ganhar (sem falar das posições perigosas e lamentáveis sobre inúmeros assuntos de política externa), se o Dólar não inverte essa tendência de alta contra todas as outras moedas. Logo, com certeza uma cesta de moedas é bem mais seguro."

      Abs

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  7. PF... concordo com relação aos FIIs, acho que são o modelo de investimento mais interessantes pra depois que a pessoa tiver um bom patrimonio, pensando em independencia financeira... receber um fluxo de dinheiro todo mês. isento de IR.. realmente é de encher os olhos .. e ainda poder contar com a valorização das cotas em prazos maiores .. é realmente um baita produto

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    1. Olá, Rodolfo. É sim. Se tirarmos os ruídos dos ciclos imobiliários, é uma bela forma de se ter fluxo de renda que tende a ter proteção contra a desvalorização da moeda.
      Abraço!

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  8. Seu blog é muito bom!

    Pelo visto, você já tem IF e está administrando e fazendo planos para objetivos futuros. Sensatez natural de quem já entendeu a importância do dinheiro. Vou ficar acompanhando.

    Abraços.

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    1. Olá Italo!
      Obrigado pelo elogio e pela mensagem.
      Abraço!

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  9. Olá Soul,

    Você poderia me dizer quais FII´s você tem no seu portfólio e por qual razão tem cada uma deles? Estou começando a aprender sobre o mercado de FII´s e estou estudando carteiras de diversas pessoas para aprofundar meus conhecimentos.

    Abs!

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    1. Olá, Mauro!
      Vou escrever um artigo sobre isso, creio que preciso de um texto maior do que um comentário para isso. Há vários artigos sobre FII e i móveis no blog, espero que possa aproveitar algo.
      Sobre mais informações sobre FII, há o blog do Tetzner um novo Blog chamado Clube FII que parece ser muito bom.

      Abraço!

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  10. Olá PF! Nossa como dizem aqui, Você já está com o boi na sombra, parabens! Diminuiu bem Fiis e acoes. STBP realmente virou um lixo e vc fez muito bem de se livrar daquilo. Tou lendo um livro mt bom Soul. Se chama

    "the boglehead guiding to invest" basicamente eh a filosofia de John Bogle fundador da Vanguard dissecada pelos seus seguidores. Pra vc que tah pensando em ETF no exterior, considere a Vanguard e esse livro pra ler. Faz um post explicando como vc trabaalar com esses imoveis. Eh coisa pra peixe grande mas eh bom a gente saber a teoria.

    abraço

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    1. Olá, Frugal. Sim, a STBP comprei no impulso, sem saber muito bem o que estava fazendo, um erro meu cometido em 2013 e 2014.

      O Bogle é uma lenda nos mercados financeiros. Para mim ele revolucionou e é muito mais importante, mais muito mais, para investidores amadores do que um W.Buffett em minha opinião. Não li esse, mas li um chamado "Na Dose Certa", muito bom.
      Com certeza ETFs da Vanguard possuem uma taxa de administração muito baixa.

      Abraço!

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  11. Belas e sabias palavras, lhe vejo na tranquilidade da IF agora é sentar e escolher melhor retorno, estou add seu blog e lendo artigos.
    Ficou a duvida agora qnt ao LCi o por que tanto tempo so nele e a qntidade.
    Estou lhe add.
    Forte abraço

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    1. Olá, colega. Na verdade é uma LCA. Os títulos vencem em meados de 2018, mas com liquidez diária.
      Abraço!

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  12. Soul,

    Dê uma olhada no livro Unveiling the Retirement Myth, do Jim Otar. Ele destrincha tudo que tem de ser destrinchado sobre portfólios para suportar aposentadoria, é um livro bem completo e também abrange o mercado canadense. A maior descoberta do livro é que a partir de determinadas SWRs você tem 100% de chance de sobreviver ou 100% de chande de fracassar, independente do portfólio. Salvo engano a partir de 2.5% a chance de dar uma zebra é essencialmente zero. Então eu acho natural você se preocupar, fazer os cálculos, o "due diligence", mas pelos números apresentados (1-1.5% de swr?) você tem um sério risco de ficar fazendo "masturbação financeira" e se preocupando a toa já que a chance de exaurir seu portfólio é zero

    Abs.,

    VR.

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    1. Olá, VR!
      Sabe que quando lia o seu blog no começo, anotei de ler esse livro do Otar, mas não cheguei a comprá-lo.
      Esses resultados não são compatíveis com um estudo feito pelo PFAU. Diversos países apresentaram SWR abaixo de 4%, o Japão por exemplo foi de 0.9%.
      No entanto, eu creio que sim, a partir de um certo patamar, a sobrevivência do seu portfólio está mais relacionada se o país irá entrar numa guerra civil como a Síria, por exemplo, do que do retorno dos ativos financeiros.
      Zero nunca será né meu prezado amigo VR, mas com certeza a probabilidade é muito baixa.
      Entretanto, como já conversamos por e-mail, uma das maiores barreiras é a psicológica, e dessa aos poucos vou me libertando:)

      Grande abraço!

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    2. Verdade Soul, só ouvir falar desse estudo do Pfau, vou dar uma olhada com calma.

      Não tenho dúvida que seu problema hoje é puramente psicológico. Em grau menor o meu também já que sua situação é mais confortável que a minha.

      Abs.,

      VR.

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